Mulher de verdade.
Revolucionária .
A música brasileira
Deve muito pela sua coragem extraordinária.
Filha de um militar
Com uma filha de escrava alforriada
Teve uma educação esmerada.
Aos 11 anos escreve sua primeira composição natalina: canção dos pastores, um misto de verdadeiros louvores.
Casou -se aos 16 anos
Mas tudo foi um desengano.
Abandona marido e filhos
E expulsa pela familia
Leciona piano para sobreviver e frequenta rodas de choro.
Conhece um engenheiro
Vivem juntos por muito anos
Porém outro desengano.
Separa-se novamente
E era uma mulher mal vista pela hipócrita sociedade da época .
Mas ela insistia na sua meta.
Passa a viver como musicista
Envolveu -se com a política
Militando em prol da escravidão
Pois sabia muito bem o que era discriminação.
Chamava atenção nas rodas boêmias do Rio
Por ser independente
Fumar em público
Comportamento inadequado
Para mulheres decentes.
Em 1889, aos 52 anos
Apaixona-se por um jovem de 16 anos:
João Batista Fernandes Lage e
Todos pensavam tratar-se de amizade.
Mais tarde ela alegou
Que o adotara como filho.
Em 1902 mudaram-se para Lisboa, Portugal
Lá ela passou a ser conhecida
De forma muito merecida.
Ninguém duvidou da sua versão filial
Pois a diferença de idade era brutal.
Descobriu -se que viveram juntos por 36 anos
Quando cartas e fotos do casal foram encontradas após sua morte aos 88 anos.
Chiquinha Gonzaga passou por
Muitos desenganos.
Essa compositora e regente enfrentou a opressora sociedade patriarcal
Com um talento único e sem igual.
Terminou por produzir uma obra fundamental
Para a formação da música brasileira.
Sem dúvida ela foi a grande pioneira.
Francisca Edwiges Neves Gonzaga (Chiquinha Gonzaga)
* 1847(Rio de Janeiro)
+ 1935 (Rio de Janeiro)

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