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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Doutrina da Igreja Messiânica Mundial - janeiro 2019



Data: 06/01/2019
Por: Meishu-Sama
Editoria: Ensinamento do Mês
Nós, messiânicos, cremos em Deus, Criador do Universo. Cremos que, desde o início da Criação, Deus objetivou estabelecer o Paraíso na Terra e tem atuado continuamente para a concretização desse objetivo. Com tal propósito, fez do ser humano Seu representante, submetendo a ele todas as demais criaturas e coisas. Cremos, portanto, que a história da humanidade constituiu estágios preparatórios, degraus para se concretizar o Paraíso na Terra. Para cada época, Deus faz surgir as pessoas e as religiões necessárias, cada qual com sua missão.

Cremos que, no presente, quando o mundo vagueia em tão caótica situação, Deus enviou Meishu-Sama, fundador da Igreja Messiânica Mundial, com a suprema missão de realizar a sagrada obra de salvação da humanidade. Por conseguinte, empenhamo-nos de corpo e alma na erradicação da doença, da pobreza e do conflito, os três grandes infortúnios que afligem a humanidade, visando à concretização do mundo ideal, de eterna paz e de perfeita Verdade, Bem e Belo.

Por Meishu-Sama, em 11 de março de 1950
Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol 1, pág 13

FÉ MESSIÂNICA



para Luiz

Tudo, na vida humana, principalmente a nossa fé, tem de ser versátil ("enten-katsudatsu"), livre e desimpedido ("jiyu-mugue"). "Enten" significa "a roda gira". Se a roda possui arestas, não pode girar. Com muita razão se diz: "Aquela pessoa perdeu as arestas porque sofreu muito."

Entretanto, mais do que possuir arestas, existem pessoas que se assemelham ao "konpeito" (doce cheio de ângulos). Ao invés de rodarem, vivem se enroscando em toda parte. Há outras que sofrem dentro do próprio molde por elas criado, o que é desculpável, quando se limita a elas próprias; mas há quem considere boa ação atormentar o próximo, encurralando-o dentro desse molde.

Os exemplos que citamos são característicos da fé "Shojo" e não se limitam à Religião. A vida dessas pessoas cheira a mofo e causa náuseas.

"Jiyu-mugue" significa "não criar formas, normas e mandamentos" e, por extensão, "ser completamente livre de todas as limitações". Devo lembrar-lhes que não se trata de egocentrismo, e sim, da liberdade que respeita a liberdade alheia.

Sendo "Daijo", a Fé Messiânica difere muito da fé "Shojo", cujos preceitos são tão rigorosos que ela própria não consegue cumpri-los. Eles são cumpridos apenas superficialmente, não na sua essência. Essa duplicidade de ação gera fracasso e, ao mesmo tempo, constitui um mal, porque dá origem à hipocrisia. Assim sendo, as pessoas de fé "Shojo" são aparentemente boas, mas interiormente ruins. Ao contrário, as de fé "Daijo" sentem-se mais livres, alegres, sem necessidade de camuflagem, porque sabem respeitar a liberdade humana; nelas, a hipocrisia não tem lugar. Esta é a verdadeira e grata Fé Messiânica.

Em outras palavras, as pessoas de fé "Shojo" sofrem de mania de grandeza, tornam-se megalomaníacas, porque caem, sem querer, na hipocrisia. Isso as torna insuportáveis e antipáticas. Além disso, elas diminuem-se, ao invés de engrandecer-se. Chamamos de "homem limitado" a esse tipo de pessoa.

Na ocasião de levantar alguma construção, por exemplo, divirjo sempre do operário que se preocupa somente com a beleza exterior. Como isso, de certo modo, causa má impressão, faço-o corrigir as suas falhas. O mesmo se aplica aos homens. Os que procuram ser modestos são sempre mais respeitados, porque parecem mais nobres. Portanto, os que professam a nossa Fé, devem tornar-se alvo de um respeito sincero.

Meishu Sama em 20 de abril de 1949

A FONTE DA CORRUPÇÃO




Todos já devem estar fartos dos casos de corrupção, os quais, como é do conhecimento geral, têm ocorrido uns após outros. Talvez nunca tenha havido tantos ao mesmo tempo, como acontece no momento. Naturalmente, com o julgamento feito pelas autoridades, um dia ficará esclarecido se a alma das pessoas implicadas é "preta" ou "branca". Mas a importância do problema está no fato de que ele não pode ser resolvido apenas dessa forma. Excluindo o último acontecimento, no caso de tais escândalos, que se tornaram uma espécie de atividade anual desde os tempos antigos, não teremos uma solução definitiva se julgarmos apenas o que vem à tona. Urge erradicá-los de uma vez, pois eles são exatamente como larvas que proliferam num monte de lixo, e por isso é preciso fazer uma limpeza. Não há método mais eficaz e, com certeza, é o que o povo mais deseja. A única dificuldade é que não se tem consciência do ponto vital do problema.

Mas qual é esse ponto vital? É justamente o teísmo, aquilo que os intelectuais mais abominam. Na realidade, o ateísmo, ou seja, o contrário do teísmo, é a fonte da corrupção. Por isso é difícil lidar-se com esta. O ateísmo é o pensamento subversivo de que se pode praticar ações ilícitas, agir com esperteza, contanto que nada seja descoberto. Além disso, quanto mais se desenvolve a inteligência humana, mais hábeis se tornam os seus métodos.

Atualmente, pensa-se que o ateísmo é a principal condição para se obter sucesso, mas o interessante é que, quando se tenta colocá-lo em prática, nada corre como se esperava. Ainda que, momentaneamente, tudo corra bem, cedo ou tarde a pessoa acabará sendo desmascarada, como podemos constatar pelo caso a que nos referimos linhas atrás. Talvez as pessoas implicadas saibam disso até certo ponto; entretanto, uma vez que seu pensamento está fundamentado na sólida crença de que Deus não existe, elas não chegam a compreender de fato. Assim, é realmente duvidoso quantas pessoas conseguirão se arrepender e se regenerar, não obstante as consequências sofridas. A maioria deverá pensar: "Falhei porque o método empregado não foi bom e porque me faltou inteligência. Da próxima vez, agirei com mais habilidade e não serei apanhado de maneira alguma". Provavelmente seja este o pensamento natural dos ateus. Portanto, para acabar de vez com essa tendência ruim, é preciso cultivar o teísmo por meio da Religião. Não existe método mais eficiente.

Além disso, enquanto os ateístas forem numerosos nas camadas superiores, como acontece hoje, será difícil a sociedade sair do atoleiro ao qual está presa. É o que se evidencia quando analisamos o transcorrer do caso a que aludimos. Pelo que ficou esclarecido até agora - e talvez isto seja apenas uma pequena parte de um "iceberg" - os prejuízos causados à nação e o incômodo sofrido pelo povo são bem grandes. Também não podemos menosprezar a grande influência exercida sobre o pensamento do povo. Obviamente, se as pessoas da classe dirigente praticam más ações às ocultas e gozam do bom e do melhor, e se o dinheiro gasto desordenadamente pelos partidos e pelos políticos provém dos impostos pagos à custa do sangue e do suor do povo, este não se sente motivado a trabalhar honestamente. Por conseguinte, passa a pensar que, por mais que os dirigentes falem de coisas brilhantes e magníficas, ele não mais se deixará enganar. O respeito que até então as pessoas sentiam se transformará em desprezo, sua consideração pelo país diminuirá, e a ordem social perderá sua força. São, pois, incalculáveis os danos que isso trará ao destino da nação.

A causa da corrupção, conforme dissemos, é o ateísmo. Assim, a erradicação do pensamento ateísta é a chave principal para solucionar o problema. Para tanto, é preciso fazer com que as pessoas se conscientizem da existência de Deus através das ações dos religiosos. É preciso semear nelas a sólida crença de que, embora consigam enganar o próximo, não conseguirão enganar a Deus. Dessa forma, tornar-se-á impossível acontecerem casos de corrupção e outros semelhantes. Os personagens principais do caso recentemente descoberto, são pessoas que receberam educação esmerada, que ocupam considerável posição social, que são respeitadas e inteligentes. Mas fica uma dúvida: por que elas agiram daquela forma? Exatamente por causa do seu pensamento ateísta. Daí se conclui que a educação e os estudos nada têm a ver com o senso de moral. Como os planos foram habilmente arquitetados por pessoas tidas como dignas pela sociedade, julgar-se-ia impossível que eles fossem descobertos. Mas o fato é que se acabou criando um enorme problema, em consequência de uma pequenina brecha, tal como um pequeno buraco feito por uma formiga. Diante disso, só podemos pensar em juízo de Deus.

Existe outro fator importante. O Japão orgulha-se de ser um país regido por leis, mas, pensando bem, isso é um grande disparate. Se um país é regido apenas por leis, basta os criminosos serem hábeis para escaparem delas e fugirem à condenação, de modo que os maus elementos é que saem ganhando. Deter o mal através de jaulas chamadas leis significa tratar os seres humanos como animais. O pobre homem - soberano das criaturas - perde todo o seu "status". Se chamarmos a isso de nação civilizada, com certeza a civilização chorará de tristeza.

Sempre digo que a época atual é uma era semicivilizada e semi-selvagem, e provavelmente não há uma só pessoa que possa negá-lo. Suponhamos, por exemplo, que uma carteira esteja caída bem na frente de alguém. Tratando-se de uma pessoa comum, se ninguém estiver olhando, certamente ela a embolsará; quem não a embolsa de forma alguma é porque acredita sinceramente na existência de Deus. Formar pessoas desse tipo é a missão da Religião. Entretanto, as autoridades e os jornalistas mantêm-se indiferentes em relação a ela, tacham-na de supersticiosa e fazem tudo para que o povo se afaste dela, como se achassem sua existência desnecessária. Tal atitude é realmente incompreensível. Desse modo, eles se tornam aliados do ateísmo e, consequentemente, uma das principais causas da corrupção.

Por todos esses motivos, as autoridades devem, nesta oportunidade, abrir muito bem os olhos, numa visão espiritual, e tomar todas as providências que a situação requer. Caso contrário, esses problemas indesejáveis nunca serão exterminados, prejudicando enormemente o progresso da nação. Contudo, se elas lerem minhas palavras e, como de costume, não derem atenção ao problema, fazendo de conta que ele nem existe, provavelmente chegará o dia em que venham a se arrepender, mas então será tarde demais.

Atualmente, a nação está imprimindo um largo incremento à Educação e a outros setores, num esforço para desenvolver a inteligência do homem e reformar-lhe o pensamento. Todavia, enquanto não se exterminar pelas raízes o pensamento ateísta - que é a principal causa do problema - será como tentar encher uma peneira com água. Obviamente, os conhecimentos obtidos com tanto sacrifício viriam a ser mais utilizados para o mal do que para o bem. Seria, portanto, uma idiotice tão grande, que não há palavras para expressá-la. A melhor prova disso é o crescente aumento do número de crimes intelectuais à medida que a cultura progride.

Talvez seja inútil, mas, com esta explanação, desejo alertar os intelectuais do mundo inteiro.

Meishu Sama em 3 de março de 1954.

FORMAÇÃO DO MUNDO NOVO



Conforme venho esclarecendo, a nossa Igreja é uma religião que abarca todos os campos da atividade humana e que poderia ser denominada Empresa Construtora do Novo Mundo. Entretanto, como isso pareceria fachada de alguma construtora civil, o jeito é chamá-la, por enquanto, Igreja Messiânica Mundial. O objetivo dessa organização religiosa é o progresso e desenvolvimento da civilização conciliando a ciência material e a ciência espiritual.

Sabemos que o conhecimento científico caminha velozmente, ao passo que o espiritual, baseado na Religião, caminha desesperadamente lento. A religião conservou seu estado inato, sem alcançar muito progresso, desde o início da civilização, há milhares de anos. Isso explica a grande distância entre ela e a Ciência. Esta última veio a destacar-se, e a parte espiritual distanciou-se a ponto de desaparecer da nossa vida. Por fim, o homem tornou-se indiferente ao espírito, chegando a confundir Ciência com Civilização. Ele se ajoelha diante do trono da Ciência e se satisfaz na sua condição de escravo. Este é o aspecto do mundo moderno. Por acaso o homem não prova isso entregando nas mãos da Ciência o que ele tem de mais precioso, que é a vida? Embora ela não consiga garantir a vida humana, os homens modernos não o percebem e continuam depositando-lhe cega confiança.

Deus compadeceu-se dessa cegueira e está procurando orientar o homem através de nossa Igreja. Por meio da realidade, o Todo-Poderoso revela que a vida não pertence à matéria, que apenas ela é invisível aos olhos humanos, mas possui existência absoluta sob Sua direção. A melhor prova consiste no fato de que pessoas desenganadas pela medicina são salvas freqüentemente pelo Poder Divino.

Surge, então, a seguinte pergunta: "Por que uma questão de vital importância, como a vida, permaneceu na obscuridade?" Efetivamente, isso ocorreu pela necessidade de impulsionar a cultura científica até certo ponto. Tal acontecimento faz parte da Providência Divina; é um fenômeno passageiro, proveniente da época e, na sua fase transitória, levado ao exagero. Mas Deus corrigirá tal exagero. Como Ele esclarece, nitidamente, o limite entre a ciência material e a ciência espiritual, esta acertará os passos com a primeira, progredindo e desenvolvendo-se até constituir-se um mundo realmente civilizado. Em resumo, o mundo presente termina aqui para dar origem a um novo mundo.

Meishu Sama em 30 de julho de 1952.

AGUARDAR O TEMPO CERTO




A minuciosa observação dos vários setores sociais mostra como é grande o número dos fracassados.

Se o fracasso representasse sofrimento apenas para o próprio indivíduo, este poderia resignar-se, atribuindo a culpa à sua inexperiência e má sorte. Mas não é assim; a família também é atingida, há prejuízo para parentes e amigos, e o fato isolado acaba constituindo uma espécie de mal social. Logicamente, a pessoa não tinha intenção de prejudicar ninguém; no entanto, em decorrência de seu fracasso, muitas outras foram prejudicadas.

O problema não deve ser menosprezado. É preciso examiná-lo profundamente, pois, quase sempre, sua causa reside em fatores que passaram despercebidos.

De início, a pessoa concebe um plano, prepara-o cuidadosamente (pelo menos imagina que está agindo assim), mas, quando se entrega à execução da obra, as coisas não correm como pensava. Começam a surgir dificuldades e obstáculos, que lhe impedem o discernimento e descontrolam suas perspectivas de futuro. Essa é a trajetória habitual dos que fracassam. Vejamos a causa de sua derrota.

Podemos resumi-la numa frase: eles não levaram em consideração o tempo. Este, de modo geral, é um fator absoluto. Flores, frutos, produtos agrícolas, tudo tem seu tempo certo. Mesmo que as condições sejam favoráveis, se não forem levadas em conta as exigências da estação, isto é, do tempo, não haverá bons resultados.

As flores silvestres desabrocham na primavera, porque seus bulbos são plantados no outono; as flores dos jardins nos encantam do verão ao outono, porque seus bulhos e sementes são plantados na primavera.

Os frutos também têm sua época de amadurecimento. Não podemos sentir o seu sabor enquanto estão verdes; quando bem maduros, são deliciosos. Mesmo os produtos agrícolas, têm seu tempo de amanho, semeadura e transplantação. E devem estar de acordo com a terra e o clima.

Como vemos, a Grande Natureza ensina ao homem a importância do tempo. Em seu estado original, ela é a própria Verdade, e por isso serve de modelo a todos os projetos do homem. Eis a condição vital para o sucesso.

O Johrei, a Agricultura Natural e outros princípios preconizados por mim, praticamente não fracassam; eles alcançam os objetivos almejados porque se baseiam na Lei da Natureza.

Nunca me afobo quando planejo algo. Encaro o assunto com objetividade, examinando-o sob todos os ângulos possíveis, e ponho-me a refletir calmamente. Só me entrego aos preparativos indispensáveis, após me convencer de que o plano é correto e útil à humanidade em todos os aspectos e possui sentido duradouro.

Acontece que a maioria das pessoas não têm paciência para esperar. Lançam-se à obra prematuramente, provocando desequilíbrio entre o projeto e o tempo. Por se afobarem, aumentam esse desequilíbrio, e daí sobrevém o fracasso. Portanto, em todos os empreendimentos, o essencial é ter paciência para aguardar a chegada do tempo exato. As coisas possuem, infalivelmente, uma ocasião propícia. Com toda razão dizem os velhos provérbios: "Se esperarmos, teremos bom tempo para navegar", "A sorte se espera deitado" e "Mire cuidadosamente para acertar o alvo".

Muita gente se impacientou com meu sistema. Houve quem me apresentasse idéias e planos que, às vezes, eu prometia realizar. Como tardasse a executá-los, as pessoas reclamavam ou estranhavam. Quanto a mim, estava à espera do tempo adequado.

Os conhecidos aforismos "Agarre a oportunidade" e "Não perca a ocasião", confirmam o que estou dizendo.

Sentimos que estamos diante da ocasião propícia, quando, preenchidas todas as condições, passamos a sentir um forte impulso para executar o plano imediatamente. Tudo se processará, então, com facilidade, devido ao amadurecimento do tempo. Aguardando o tempo certo, estaremos poupando esforços e todas as coisas correrão bem. Em resumo, devemos refletir bem antes de agir. Por exemplo: se algo impede que uma pedra role morro abaixo, mas tentarmos empurrá-la, despenderemos muita força. Entretanto, se soubermos esperar pacientemente, o obstáculo irá sendo vencido pelo peso da pedra. Com o tempo, até o empurrão de um dedo a fará precipitar-se. É o que acontece com a oportunidade.

"Se o rouxinol não canta, esperarei até que ele cante". Esta frase foi dita satiricamente por Ieyassu Tokugawa, o fundador da dinastia Tokugawa, a qual governou o Japão durante trezentos anos porque ele soube dar tempo ao tempo.

Creio que o que dissemos é suficiente para compreenderem a importância do tempo. Nao Deguti escreveu: "Com o tempo nem Deus pode". Isso resume admiravelmente a verdade da questão.

Meishu Sama em 25 de junho de 1949.

ELIMINAÇÃO DO MAL



O que é o mal?

Mal, sem dúvida, é ameaçar o próximo, causar-lhe sofrimento e prejudicar a sociedade em busca de vantagens pessoais. Por causa dele, os prejuízos individuais e sociais são incalculáveis. Em todo relacionamento humano, não há ninguém que, em maior ou menor proporção, não seja vítima do mal.

As pessoas se vêem obrigadas a reforçar janelas, trancar portas, mantê-las fechadas em pleno verão e deixar alguém de guarda ao se ausentar, a fim de impedir a entrada de gatunos. Também somos levados a desconfiar de quem nos acena com negócios vantajosos; enfim vemo-nos forçados a desconfiar de tudo. Além disso, qualquer notícia relativa a roubos na vizinhança perturba o sono de muitos, e sair à noite - principalmente tratando-se de mulheres - é extremamente perigoso. Não podemos descuidar-nos dos batedores de carteiras nos transportes coletivos, nem dos empregados infiéis, nem da vigilância rigorosa que as casas comerciais têm de manter para evitar fraudes. Vivemos assustados, intranqüilos, pois estamos cercados de velhacos. Eis a realidade do mundo atual.

Mas ainda há coisas piores. Os pais se preocupam com os filhos adolescentes expostos às tentações. As esposas vivem alarmadas com a infidelidade dos maridos, e estes, com a infidelidade das esposas. Surgem fracassos imprevistos nas empresas, e os gastos do Governo para manter a polícia e as instituições de defesa social, são enormes. Casas e firmas constroem sólidos depósitos para resguardar seus bens contra os assaltantes. Nas fábricas, há dispendiosa vigilância contra o furto de matérias-primas. Exigem-se providências contra a desonestidade de empregados por ocasião de armazenagem e pagamentos. Instalam-se cofres, cria-se exagerado número de livros de registro, guias e recibos, que devem ser carimbados um por um. As mercadorias são de qualidade duvidosa, os profissionais negligenciam seus serviços, as greves são mal intencionadas e os ricos buscam lucros excessivos. Todas estas coisas têm raiz no mal.

A desonestidade dos funcionários realiza-se quase à vista do público. Fala-se que se podem obter matrículas nas escolas por meio de gratificações, e alvarás, nas repartições públicas, agindo-se nos bastidores. É raríssima a imparcialidade em qualquer setor social. Ninguém acredita que seja possível sobreviver sem alguma forma de transação ilegal.

Se quisermos calcular a proporção do bem em relação ao mal, nesta enumeração de fatos, veremos logo que a proporção do mal é bem maior. Não conseguiremos, sequer, avaliar os prejuízos que sofrem os indivíduos e a sociedade, por mais que relacionemos os danos e a insegurança do mundo atual.

O progresso da civilização e o advento de um mundo melhor só serão possíveis pela erradicação do mal que ora nos aflige. Todas as questões, mesmo os sucessos e os fracassos, dependem do grau de incidência do bem e do mal. Portanto, os políticos e os educadores devem empenhar-se para diminuir a porcentagem do mal. E eu estou certo de que o único recurso para isto é a Fé Verdadeira.

Meishu Sama em 25 de janeiro de 1949.

Teoria dos 99% e 1%





A causa da guerra é o próprio mal existente dentro do homem. E qual é a essência desse mal? Ele é a manifestação dos desejos do espírito animal, como eu já escrevi, e isso também se evidencia através dos atos animalescos do homem. Os animais, naturalmente, são os quadrúpedes, em primeiro lugar; em seguida, as aves; raramente insetos e peixes. Deus criou o homem dessa maneira pela necessidade de governar os seus desejos materiais. É o chamado mal necessário. Entretanto, esse espírito animal, através do elo espiritual, está ligado com o chefe do Mundo do Deus Falso, sendo manipulado livremente conforme a vontade dele. No Mundo do Deus Falso também existe hierarquia, e os espíritos encostam de acordo com o nível espiritual de cada ser humano, havendo diferenças desde a classe superior até a classe inferior. É a mesma organização que a do Mundo do Deus Verdadeiro.
Por esse motivo, desde a era primitiva até os dias de hoje, o Bem e o Mal se confrontam, chegando a mais de 10 milhões de anos de luta. Sem dúvida, durante esse tempo, a força do Deus Falso era mais forte, por isso algumas vezes o Deus Verdadeiro era facilmente pressionado. Mas, no final, o Mal perdia e o Bem vencia, o que a História comprova perfeitamente. Se o Deus Falso vencesse, o mundo seria destruído e não existiria o mundo que vemos hoje. Isso também se deve ao fato de que até agora o tempo, de certa forma, estava ao lado do Mal, isto é, o mundo se encontrava na Era da Noite. Sendo a noite, naturalmente, a própria escuridão – e não havia outro jeito, já que era escassa a Luz que domina o Mal – o mundo até agora alcançou seus objetivos através do Mal. Como isso perdurou por muito tempo, o homem acabou na ilusão de que o Mal é o caminho mais rápido para alcançar o sucesso. Ao mesmo tempo, apareceram imitadores, de modo que, rapidamente, as pessoas foram contagiadas pelo Mal, e isso acabou se tornando uma conduta normal de vida.
Através da História pode-se compreender que, embora pareça que por meio do Mal se obtém sucesso, é apenas um sucesso temporário, pois um dia certamente a pessoa irá fracassar. Mas a maioria das pessoas mostrou-se indiferente a esse respeito. Sendo assim, pode-se dizer que a História não passa de um registro alternado e contínuo do sucesso e do fracasso do Mal. Na Era da Noite, como a força do Mal era forte, não foram poucos os benfeitores sacrificados, principalmente os religiosos, e o maior sacrificado foi Cristo. Até mesmo eu, se tivesse nascido naquela época, nem sei com que dificuldades me depararia. Agora, como eu sempre digo, a Era da Noite terminou e estamos a um passo da Era da Renascença, por isso as conseqüências são leves e estou podendo efetuar a expansão programada.
Entretanto, é preciso tomar cuidado, pois os planos e ações do Demônio não se limitam apenas à guerra e à violência, estendendo-se por todas as áreas. Meticulosamente, ele veio desenvolvendo sua atuação subordinado a grandiosos planos, dentre os quais o que teve mais êxito foi a Ciência materialista, sua maior arma. Através dessa arma ele concedeu maravilhosos benefícios a toda a humanidade; ao mesmo tempo, utilizando-se dela, fez com que confiassem nele e, no final, quis assegurar direitos absolutos. Esse é o seu plano, e o seu objetivo, sem dúvida, é controlar a vida do homem. Nesse sentido, promovendo o progresso da Medicina moderna, ele tenta curar a doença através de um método totalmente materialista. Superficialmente parece que o doente sara, mas internamente isso não acontece. Mesmo assim, com muita destreza, a inteligência do Demônio empenha-se por todos os meios. Sem dúvida que, como métodos, são utilizados aparelhos, raios de luz, drogas novas, cirurgias e outros. Além disso, defendem-se teses minuciosas sobre o princípio da doença, mas até hoje não houve uma só pessoa que tenha conseguido detectá-lo no seu aspecto verdadeiro. Assim, se uma pessoa fica doente e pergunta a origem dessa doença, os médicos não conseguem dar-lhe uma explicação exata, mas apenas superficial, respondendo ambiguamente. Se a pessoa também pergunta sobre as suas chances em relação à doença, eles fazem apenas suposições, não confirmam nada. Se por acaso dez confirmam, oito ou nove entram em contradição. E essa é uma experiência que os próprios médicos não podem negar. (...)
Outro problema é o que se refere aos alimentos. Este também, como o da Medicina, foi criado principalmente com base em argumentos científicos. É o chamado adubo químico. No início ele mostrou um efeito temporário, por isso o homem se deixou enganar. Como hoje se vê, o problema estende-se a todos os povos, mas sobre isso falarei detalhadamente em outro capítulo.
A seguir vem a guerra. Como eu disse anteriormente, os ambiciosos da época que tinham capacidade sacrificaram inúmeras vidas planejando serem os dominadores, mas estes também só tiveram o sonho da vitória temporariamente. No final, acabaram derrotados, tornando-se apenas um assunto para a História.
Através desta abordagem geral sobre o Mal, torna-se claro que chegou o momento de Deus realizar o balanço da cultura materialista. Hoje, quando estamos a um passo da não-concretização dos objetivos do Demônio, Deus revela a Verdade, através da minha pessoa. Refletindo sobre isso profundamente, vemos que o Plano de Deus, profundo e misterioso, tem realmente aspectos místicos. Em outros termos, o poder de Deus é 100% e o poder do Demônio 99%; portanto, Deus está ganhando de 1%. Como é essa força de 1% que faz a reversão, ela é sem dúvida a força de Cintâmani. A cultura moderna, como eu sempre digo, será modificada quando chegar a 99%, e esse momento corresponde ao Fim do Mundo, profetizado por Cristo. É o momento em que, no Mundo Espiritual, ocorrerá uma transformação surpreendente. As pessoas que acreditam nisso serão eternamente felizes.
Como a Ciência moderna é um dos principais objetivos do Plano de Deus, certamente ocorrerá a revolução da Medicina. O Johrei da nossa Igreja será seu substituto. Isso porque inúmeros doutores ficarão sem saber o que fazer, e os doentes à beira da morte serão curados por pessoas comuns, que desconhecem a palavra medicina, e que com alguns dias de aprimoramento receberão o poder de curar. Diante disso, não haverá muito o que dizer. Portanto, utilizando a força do Johrei, creio que não será difícil eliminar os pontos errados da cultura moderna, acumulados durante vários séculos.
Chegando a esse ponto, o véu da Noite será cortado e derrubado, e surgirá o Sol avermelhado. Sem dúvida, estamos agora na Era do Alvorecer. Segundo Cristo, quem acredita em Deus será feliz; quem não acredita, não tem jeito, está fadado à extinção.
(Meishu-Sama)
  

Ensinamentos de Meishu Sama: Fé e liberdade



Nenhuma instituição religiosa deve, jamais, cercear o livre arbítrio de seus membros com o objetivo de defender os próprios interesses. E ameaçá-los com castigos de ordem espiritual é um ato realmente imperdoável.
Vou citar um exemplo para elucidar bem essa questão. Certa vez, uma pessoa procurou-me dizendo que, há muito tempo, fazia parte de um núcleo religioso; mas, apesar de uma devoção fer­vorosa, lutava constantemente com problemas de doença e a família não conseguia livrar-se da puri­ficação da pobreza. Tais fatos a fizeram ir, aos poucos, perdendo a fé. Quando, porém, quis abandonar a crença que professava, o dirigente a ameaçou com predições terríveis. Por isso, incapaz de tomar uma decisão, viera consultar-me. Expli­quei-lhe, sem receio, que a religião à qual pertencia não ensinava a verdade; portanto, quanto mais cedo a deixasse, melhor seria.
Infelizmente há, no mundo, religiões que recorrem ao terror a fim de impedir a redução do número de seus seguidores. Na Messiânica, con­tudo, há absoluta liberdade de ação e os adeptos podem tomar a decisão que desejarem. Ainda mais: sempre digo aos membros que procurem conhecer outras organizações religiosas. Se encon­trarem alguma que julguem superior à Messiânica, podem a ela converter-se sem medo de incidir em pecado. A vontade de Deus é, exclusivamente, que os homens se salvem e se tornem felizes.

Meishu Sama – Evangelho do Céu I – Iniciação

LEIA O MAIS POSSÍVEL OS MEUS ENSINAMENTOS



Para divulgar a nossa Religião, utilizamos até agora o Johrei e as publicações. Daqui em diante, também vamos difundi-la por meio de mesas-redondas e palestras em auditórios, nas mais diversas localidades. À difusão através da visão e da cura de doenças será acrescentado o método que alcança as pessoas pela audição. Utilizando esses três meios, poderemos operar grandiosos resultados.
O novo método consiste em transmitir explicações orais sobre a Igreja, procurando mostrar que se trata de uma religião realmente fora do comum. Entretanto, para que nos compreendam, é necessário nós próprios termos profundo conhecimento sobre a Fé que professamos. Só assim faremos com que os nossos ouvintes, conscientes de que a Igreja Messiânica Mundial é de fato uma grande religião, tenham vontade de ingressar nela.
Em tais ocasiões, muitos dizem que não sabem falar bem, ou coisas semelhantes, mas esse é um pensamento errado, pois não é com belas palavras que atingimos o coração do próximo. Como sempre digo, o que move as pessoas é a nossa sinceridade. É com ela que atingimos o seu espírito, que despertamos a sua alma; falar bem ou mal é um problema secundário. Todavia, para mover as pessoas com o nosso ardor e sinceridade, precisamos ter muita compreensão, e para isso devemos ler o mais possível os Ensinamentos, a fim de polir nossa inteligência.
Haverá muitas oportunidades em que nos farão perguntas às quais teremos de responder com bastante clareza, pois, do contrário, as pessoas não ficarão satisfeitas. Por mais difícil que seja a pergunta, precisamos dar uma resposta que elas aceitem. Devemos ter o máximo cuidado para não lhes responder de forma evasiva, por falta de conhecimento. Quando as pessoas vão se aprofundando muito, às vezes nós nos esquivamos, dando uma resposta qualquer, o que não deve acontecer de maneira nenhuma. Como seguidores de Deus que somos, não podemos usar do expediente de mentir. Se não soubermos responder, devemos dizê-lo francamente. No entanto, pelo receio de que, agindo assim, as pessoas nos menosprezem, costumamos fingir que sabemos. Isso é péssimo. Nesse caso, os resultados são desastrosos. Se confessarmos o nosso desconhecimento, as pessoas confiarão em nós, achando que somos honestos e sinceros. Por mais inteligente que alguém seja, é impossível saber tudo; portanto, não é nenhuma vergonha desconhecer alguma coisa.
Às vezes as pessoas me fazem perguntas sobre assuntos que estão bem claros nos meus Ensinamentos. Isso acontece porque elas estão faltando com o dever diário de os ler. Os Ensinamentos devem ser lidos tanto quanto possível; quanto mais o lerem, mais os fiéis aprofundarão sua fé e elevarão seu espírito. Aqueles que negligenciam sua leitura vão perdendo a força gradativamente. Quanto mais sólida for sua fé, mais a pessoa terá vontade de ler, e é bom que o faça repetidas vezes, até que os Ensinamentos se fixem bem em sua mente. Na medida em que se lê, vai se compreendendo mais claramente a Vontade Divina.
Aproveito a oportunidade para acrescentar algo com relação ao Johrei. Alguns ministrantes, embora desconheçam a causa da doença, fazem de conta que o sabem. Isso não deve ocorrer de maneira alguma. Tais pessoas, quando o doente não consegue melhorar como elas desejam, dizem que o problema é de origem espiritual, para fugirem da responsabilidade. Em verdade, é difícil determinar se a causa de uma doença é espiritual ou material. Por princípio, o homem é uma unidade espírito-matéria, portanto, no caso do Johrei, não existe essa distinção. Se o espírito melhora, a matéria também melhora, e vice-versa. Por outro lado, quando o doente melhora rapidamente, alguns acham que se trata de uma purificação comum; se acontece o contrário, pensam que a causa é espiritual. Isso constitui um grande erro. É o mesmo que um médico diagnosticar tuberculose quando não está conseguindo curar a doença.
29 de novembro de 1950

TEORIA SOBRE OS EFEITOS CONTRÁRIOS

Dr Frederico Pimenta

O  Dr. Frederico Silva Pimenta  é um  médico ortopedista e traumatologista  com atuação de destaque em  Belo Horizonte ,  Nova Lima  e  Beti...