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quinta-feira, 13 de julho de 2017

PAPA: CATEQUISTA NÃO É PROFISSÃO, MAS VOCAÇÃO

Cidade do Vaticano (RV) – Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.

No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista

Em primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo

O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideais e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”

O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade

E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.

O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”

O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Informações Rádio Vaticano


A ORIGEM DO "UAI"

O leitor e amigo Saulo Santiago, de Brasília, DF, traz interessante contribuição ao nosso site: O berço da expressão popular dos mineiros, "UAI". Segundo o odontólogo, Dr. Sílvio Carneiro, e a professora Dorália Galesso foi o presidente Juscelino Kubitschek que os incentivou a pesquisar a origem. Depois de exaustiva busca nos anais da Arquidiocese de Diamantina e em antigos arquivos do Estado de Minas Gerais, Dorália encontrou explicação provavelmente confiável.
            Os Inconfidentes Mineiros, patriotas mas considerados subversivos pela Coroa Portuguesa, comunicavam-se através de senhas, para se protegerem da polícia lusitana. Como conspiravam em porões e sendo quase todos de origem maçônica, recebiam os companheiros com as três batidas clássicas da Maçonaria nas portas dos esconderijos. Lá de dentro, perguntavam: - Quem é ? E os de fora respondiam : "UAI" - as iniciais de União, Amor e Independência. Só mediante o uso dessa senha a porta seria aberta aos visitantes.
            Conjurada a revolta, sobrou a senha, que acabou virando costume entre as gentes das Alterosas. Os mineiros assumiram a simpática palavrinha e, a partir de então, a incorporaram ao vocabulário quotidiano, quase tão indispensável como tutu e trem. Uai, sô ...
"Esta matéria foi publicada no Jornal "Correio Braziliense", de Brasília-DF"

terça-feira, 4 de julho de 2017

Redescobrir Gonzaguinha


23 de mar

Como se fora brincadeira de roda
Jogo do trabalho na dança das mãos
O suor dos corpos na canção da vida
O suor da vida no calor de irmãos

Como um animal que sabe da floresta
Redescobrir o sal que está na própria pele
Redescobrir o doce no lamber das línguas
Redescobrir o gosto e o sabor da festa

Pelo simples ato de um mergulho
Ao desconhecido mundo que é o coração
Alcançar aquele universo que sempre se quis
E que se pôs tão longe na imaginação

Vai o bicho homem fruto da semente
Renascer da própria força, própria luz e fé
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós
Somos a semente, ato, mente e voz

Não tenha medo, meu menino povo
Tudo principia na própria pessoa
Vai como a criança que não teme o tempo
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor

DITADURA MILITAR (II)

Ditadura militar (1964-1985): Breve história do regime militar

Renato Cancian
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
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(Atualização em 8/3/2014, às 10h54)
Em 31 de março de 1964, militares contrários ao governo de João Goulart (PTB) destituíram o então presidente e assumiram o poder por meio de um golpe. O governo comandado pelas Forças Armadas durou 21 anos e implantou um regime ditatorial. A ditadura restringiu o direito do voto, a participação popular e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição.
Na economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, já que o país ingressou numa fase de industrialização e crescimento econômico acelerados, sem beneficiar a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.
Antecedentes do golpe
Os militares golpistas destituíram do poder o presidente João Goulart, que havia assumido a presidência após a inesperada renúncia de Jânio Quadros (PTN), em 1961. Sua posse foi bastante conturbada e só foi aceita pelos militares e pelas elites conservadoras depois da imposição do regime parlamentarista. Essa fórmula política tinha como propósito limitar os poderes presidenciais, subordinando o Executivo ao Legislativo. Goulart, contudo, manobrou politicamente e conseguiu aprovar um plebiscito, cujo resultado restituiu o regime presidencialista.
O presidente, entretanto, continuou a não dispor de uma base de apoio parlamentar que fosse suficiente para aprovar seus projetos de reforma política e econômica. A saída encontrada por Goulart foi a de pressionar o Congresso Nacional por meio de constantes mobilizações populares, que geraram numerosas manifestações públicas em todo o país.
Ao mesmo tempo, a situação da economia se deteriorou, provocando o acirramento dos conflitos de natureza classista, entre os que defendiam reformas e distribuição de renda e os opositores a estas medidas. Todos esses fatores levaram, de forma conjunta, a uma enorme instabilidade institucional, que acabou por dificultar a governabilidade.
Nessa conjuntura, o governo tentou mobilizar setores das Forças Armadas, como forma de obter apoio político, mas a medida colocou em risco a hierarquia entre os comandos militares e serviu como estímulo para o avanço dos militares golpistas.
Em 1964, a sociedade brasileira se polarizou. As classes médias, as elites agrárias e os industriais se voltaram contra o governo e abriram caminho para o movimento golpista.
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Veja fotos históricas do golpe de 1964 e da ditadura militar (1964-1985)15 fotos

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Multidão se reúne em frente à Catedral da Sé, na região central de São Paulo, durante a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março de 1964. O movimento foi uma reação do clero conservador, do empresariado e da direita, em geral, contra as reformas do então presidente João Goulart (PTB). O presidente acabou deposto no dia 31 de março no golpe militar VEJA MAIS > Imagem: Folha Imagem
Os governos militares
O marechal Humberto de Alencar Castello Branco (Arena) esteve à frente do primeiro governo militar (1964 a 1967) e deu início à promulgação dos Atos Institucionais. Entre as medidas mais importantes, destacam-se: suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos parlamentares; eleições indiretas para governadores; dissolução de todos os partidos políticos e criação de duas novas agremiações políticas: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições consentidas.
Em fins de 1966, o Congresso Nacional foi fechado e foi imposta uma nova Constituição, que entrou em vigor em janeiro de 1967. Na economia, o governo revogou a Lei de Remessa de Lucros e a Lei de Estabilidade no Emprego, proibiu as greves e impôs severo controle dos salários. Castello Branco planejava transferir o governo aos civis no fim de seu mandato, mas setores radicais do Exército impuseram a candidatura do marechal Artur da Costa e Silva (Arena), que assumiu o poder de 1967 a 1969.
O marechal enfrentou a reorganização política dos setores oposicionistas, greves e a eclosão de movimentos sociais de protesto, entre eles o movimento estudantil universitário. Também neste período os grupos e organizações políticas de esquerda organizaram guerrilhas urbanas e passaram a enfrentar a ditadura, empunhando armas, realizando sequestros e atos terroristas. O governo, então, radicalizou as medidas repressivas, com a justificativa de enfrentar os movimentos de oposição.

Você na ditadura

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Ato Institucional nº 5
A promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, representou o fechamento completo do sistema político e a implantação da ditadura. O AI-5 restringiu drasticamente a cidadania e permitiu a ampliação da repressão policial-militar. Um ato institucional era um decreto utilizado pelos militares para legitimarem suas decisões.
Na área econômica o novo presidente, Costa e Silva, flexibilizou a maioria das medidas impopulares adotadas por seu antecessor. Costa e Silva não conseguiu terminar seu mandato devido a problemas de saúde. Com seu afastamento da presidência em 1969, os militares das três armas formaram uma junta governativa de emergência, composta pelos três ministros militares: almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald, da Marinha; general Aurélio de Lira Tavares, do Exército; e major-brigadeiro Márcio de Souza Mello, da Aeronáutica.
Médici e o "milagre econômico"
Ao término do governo emergencial, que durou de agosto a outubro de 1969, o general Emílio Garrastazu Médici (Arena) foi escolhido pela Junta Militar para assumir a presidência da República.
O general dispôs de um amplo aparato de repressão policial-militar e de inúmeras leis de exceção, sendo que a mais rigorosa era o AI-5. Por esse motivo, seu mandato presidencial ficou marcado como o mais repressivo do período da ditadura. Exílios, prisões, torturas e desaparecimentos de cidadãos fizeram parte do cotidiano de violência repressiva imposta à sociedade.
Siglas como Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e Doi-Codi (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna) ficaram conhecidas pela brutal repressão policial-militar. Com a censura, todas as formas de manifestações artísticas e culturais sofreram restrições. No fim do governo Médici, em 1974, as organizações de luta armada foram dizimadas.
Na área econômica, o governo colheu os frutos do chamado "milagre econômico", que representou a fase áurea de desenvolvimento do país, obtido por meio da captação de enormes recursos e de financiamentos externos. Todos esses recursos foram investidos em infraestrutura: estradas, portos, hidrelétricas, rodovias e ferrovias expandiram-se e serviram como base de sustentação do vigoroso crescimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) chegou a crescer 12% ao ano, e milhões de empregos foram gerados.
Em curto e médio prazos, esse modelo de desenvolvimento beneficiou a economia, mas, no longo prazo, o país acumulou uma dívida externa cujo pagamento (somente dos juros) bloqueou a capacidade de investimento do Estado. A estabilidade política e econômica obtida no governo Médici permitiu que o próprio presidente escolhesse seu sucessor: o general Ernesto Geisel (Arena) foi designado para ocupar a Presidência da República, que o fez de 1974 a 1979.

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Galeria de presidentes do Brasil29 fotos

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Governo Geisel (1974-1979): uma crise internacional do petróleo pôs fim ao ''milagre econômico'' de que o Brasil usufruía e teve início a escalada inflacionária. No plano político, ocorreu uma gradual abertura, que prenunciava a redemocratização do país VEJA MAIS > Imagem: Arquivo Nacional
Geisel: da crise econômica à distensão
O término do governo Médici coincidiu com o fim do milagre econômico. O aumento vertiginoso dos preços do petróleo, principal fonte energética do país, a recessão da economia mundial e a escassez de investimentos estrangeiros interferiram negativamente na economia interna.
Na área política, Geisel previu dificuldades crescentes e custos políticos altíssimos para a corporação militar e para o país, caso os militares permanecessem no poder indefinidamente. Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas eleições gerais de novembro de 1974, conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e as prefeituras da maioria das grandes cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o processo de distensão "lenta e gradual" em direção à abertura e à redemocratização.
Na época, militares radicais (denominados pelos historiadores como a "linha-dura"), que controlavam o sistema repressivo, ofereceram resistência à política de liberalização, com tentativas de golpe para a deposição do presidente. É preciso lembrar que o conflito interno nas Forças Armadas, decorrente de divergências com relação à condução do Estado brasileiro, esteve presente desde a tomada do poder pelos militares até o fim da ditadura.
Entre o fim de 1975 e início de 1976, ocorreram os assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho, em São Paulo, evidências para a sociedade das ações da máquina de repressão. Pelos homicídios, os militares linha-dura foram desmoralizados, acelerando a necessidade de abertura política e redemocratização.
Figueiredo e a redemocratização
Ao término do mandato de Geisel, em 1979, a sociedade brasileira tinha sofrido muitas transformações. A repressão havia diminuído; as oposições políticas, o movimento estudantil e os movimentos sociais começaram a se reorganizar. Em 1978, o presidente revogou o AI-5 e restaurou o habeas corpus e, no ano seguinte, conseguiu fazer seu sucessor na figura do general João Baptista de Oliveira Figueiredo (PDS).
Figueiredo foi o último general presidente (1979-1985), encerrando o período da ditadura militar, que durou mais de duas décadas. O general acelerou o processo de liberalização política e, em seu governo houve a aprovação da Lei da Anistia, que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados políticos. A Lei também concedeu perdão para aqueles que cometeram crimes políticos.
A anistia foi mútua, ou seja, se por um lado voltaram os exilados, por outro, os militares envolvidos em ações repressivas que provocaram torturas, mortes e o desaparecimento de cidadãos ficaram impunes.
A volta dos partidos
Neste governo, o pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena mudou a sua denominação e passou a ser PDS (Partido Democrático Social); o MDB passou a ser PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Surgiram novas siglas, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
O governo Figueiredo também enfrentou a resistência de militares radicais, que não aceitavam o fim da ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas de jornal, editoras e entidades da sociedade civil (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O caso mais grave e de maior repercussão ocorreu em abril de 1981, quando uma bomba explodiu durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O governo, porém, não investigou devidamente o episódio.
Na área econômica, a atuação do governo foi medíocre, os índices de inflação e a recessão aumentaram drasticamente.
Diretas Já
No último ano do governo Figueiredo surgiu o movimento das Diretas Já, que mobilizou a população em defesa de eleições diretas para a escolha do presidente da República. O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves (PMDB) como novo presidente da República. Tancredo derrotou o então deputado Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, José Sarney (PMDB).
  • Governo Castello Branco (abril de 1964 a julho de 1967);
  • Governo Costa e Silva (março de 1967 a agosto de 1969);
  • Governo Médici (novembro de 1969 a março de 1974);
  • Governo Geisel (março de 1974 a março de 1979);
  • Governo Figueiredo (março de 1979 a março de 1985).

Estudantes lutaram por democracia e educação

  • Clique e confira importantes mobilizações com participação do movimento estudantil desde 1968
Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais. É autor do livro Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política (1972-1985), Edufscar.

DITADURA MILITAR NO BRASIL (I)

Ditadura militar ou regime militar é uma forma de governo autoritário onde o poder político é efetivamente controlado por militares. Como qualquer ditadura ou regime, ela pode ser oficial ou não e também existem formas mistas, onde o militar exerce uma influência muito forte, sem ser totalmente dominante. A maior parte dos regimes militares são formados após um golpe de Estado derrubar o governo anterior. Exemplos diferentes do padrão foram os regimes políticos liderados por Saddam Hussein no Iraque e de Kim Il-sung no regime norte-coreano. A começaram como um Estado de partido único, mas ao longo de sua existência seus dirigentes e os militares se tornaram intimamente envolvidos no governo. Durante a Guerra Fria, regimes militares tinham justificado o seu governo como uma forma de trazer estabilidade política para a nação ou resgatá-lo das ameaças de "perigosas ideologias", como a comunista. Na América Latina, a ameaça do comunismo foi frequentemente utilizada, enquanto no Oriente Médio o desejo de se opor aos inimigos externos e, mais tarde, ao fundamentalismo islâmico, revelou um importante motivador para a implantação do regime. Os regimes militares tendem a apresentar-se como apartidários, como um "neutro" partido que pode fornecer liderança provisória, em tempos de turbulências, e também tendem a retratar civis como políticos corruptos e ineficazes. Uma das características quase universais de um governo militar é a instituição da lei marcial ou um permanente estado de emergência.
O mais típico militar na América Latina era feito por um governante de alta patente, chamado de caudilho. Em alguns casos, um grupo composto por vários militares, uma junta militar, assumia o poder. Em qualquer caso, o líder da junta ou o único comandante pode, muitas vezes, pessoalmente assumir mandato como chefe de estado. No Oriente Médio e África, com mais frequência os governos militares passaram a ser liderados por um homem poderoso, que governa em autocracias. Líderes como Idi AminSani AbachaMuammar al-Gaddafi, e Gamal Abdel Nasser trabalharam para desenvolver um culto à personalidade e se tornaram a face da nação dentro e fora dos seus países. Inversamente, outros regimes militares preferiram gradualmente restaurar importantes componentes do governo civil, enquanto o alto comandante militar mantinham o poder político no poder executivo. No Paquistão, os generais Muhammad Zia-ul-Haq[1] (1977-1988) e Pervez Musharraf (1999-2008) realizaram referendospara eleger singularidades próprias ao presidente do país para termos adicionais proibidos pela Constituição.
Regimes militares geralmente são criticados pelo pouco zelo aos direitos humanos e usar todos os meios necessários para silenciar os adversários políticos, que são vistos como opositores. Às vezes, a ditadura militar faz a abertura política de forma espontânea ou é forçada a sair por convulsões sociais, em atividade ou em risco iminente. Regiões da América Latina, da África e o Oriente Médio foram as áreas comuns de regimes militares. Uma das razões para isso é o fato de que os militares têm frequentemente maior coesão e estrutura institucional do que a maioria das instituições da sociedade civil.[2] As ditaduras militares podem ser comparadas com outras formas de governo. Por exemplo, na maioria dos atuais e históricos Estados comunistas, o centro do poder repousa entre civis e parte dos funcionários, e medidas de muito cuidado (como comissários políticos e freqüentes rotações) são tomadas para evitar o militar de exercer autoridade independentemente.
Desde a década de 1990, os regimes militares tornaram-se menos comuns. Razões para isso podem incluir-se o fato de regimes militares já não terem muita legitimidade internacional, bem como o fato de muitas forças armadas estarem dispostas a não se envolver em disputas políticas. Além disso, com o anúncio da abertura política soviética (perestroika), o posterior fim da Guerra Fria e o colapso da União Soviética, tornou-se mais difícil para os regimes militares obterem o apoio de países estrangeiros ou alegar, segundo alguns críticos do assunto, ameaça comunista. Como a Guerra Fria começou a entrar em fase terminal, no Oriente Médio, regimes como os da Síria e do Egito, uma vez que foram governados pelo que se parecia um regime militar entraram em transição para outras formas de governo. No mundo, desde a década de 1980, trinta e três regimes militares deixaram o poder para governos civis.[3]

Religiões do Japão

Existem diversas religiões e crenças no mundo, mas quais delas são predominantes no Japão?
Segundo estatísticas, a religião com maior número de adeptos no país é o xintoísmo com 84% de representação, seguida do budismo com 71%, sendo que muitos japoneses acreditam nas duas religiões de forma complementar. O cristianismo também conta com uma pequena porcentagem de seguidores que equivale a 2% e outras religiões representam 8% da população.
A religião com maior expressividade no país é caracterizada pela crença e adoração da natureza e dos seus ancestrais. Para os xintoístas a divindade está presente em cada parte da natureza como nas flores, nas árvores e nas rochas.

Xintoísmo

O xintoísmo incorpora práticas espirituais derivadas de diversas tradições pré-históricas japonesas, locais e regionais, porém não surgiu como instituição religiosa formalmente centralizada até a chegada do budismo, confucionismo e daoísmo no país, a partir do século VI.
Xinto, ou Kami-no-michi, pode ser traduzido como o Caminho para os Deuses, mas o significado é bem mais amplo. Seria o estudo filosófico do espírito, da essência e da divindade. No caso, divindade pode ter uma forma humana, animal ou qualquer elemento da natureza, como montanhas, rios, trovões, vento, ondas, árvores e pedras. Pode-se dizer que o xintoísmo está bastante ligado à natureza, no sentido de que se propaga a proteção ao meio ambiente, através do culto aos elementos da natureza.
Calcula-se que haja 119 milhões de praticantes do xintoísmo no Japão. O número é elevado porque os japoneses praticam alguns rituais do budismo em algumas ocasiões (culto aos antepassados, por exemplo), e também praticam determininados rituais do xintoísmo no seu dia-a-dia.

Budismo

Já o Budismo, segunda maior religião do país e a quinta maior do mundo, é baseado nos ensinamentos do Buda Shakyam que prega as leis do carma (causa e efeito) e do renascimento. O Budismo é muito parecido com o Xintoísmo e, por isso, muitas pessoas acreditam nas duas religiões simultaneamente.

Cristianismo

O Cristianismo foi introduzido no Japão pelo Missionário Jesuita Franscisco Xavier e o jovem samurai Ansei Yajiro por volta do ano de 1549. Em 1614 o governo japonês proibiu o cristianismo, houve várias execuções e muitos cristãos foram expulsos do país. A reintrodução dessa religião no Japão começou por volta de 1873 e o período após a II Guerra Mundial também foi significativo, pois contou com o apoio das autoridades da ocupação.

Outras religiões


O século XX foi marcado pelo surgimento de novas religiões no país, como o Confucionismo, Taoísmo e Xamanismo. O mais interessante e importante é que no Japão as diferentes crenças conseguem viver em harmonia, uma respeitando a outra.

Habitos e costumes japoneses

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Os japoneses têm uma extensa coleção de hábitos e costumes que são interessantes para aprender. E Neste artigo iremos ver alguns desses costumes. Iremos citar costumes, maneiras, regras e hábitos aleatórios. Infelizmente não tem como categorizar neste artigo, iremos somente citar os mais comuns, e fatos importantes que você deve saber.
  • Pode ser rude colocar sua própria bebida – Ao invés de você colocar sua bebida ou alguém colocar a bebida a todos, eventualmente alguém ira notar e encher o seu copo. Basta lembrar que é um pouco rude você encher seu próprio copo de bebida.
  • Ao beber com amigos, espere o Kanpai – Beber antes de dizerem Kanpai, um tipo de brindar entre amigos.  É considerado rude e indisciplinável.  Geralmente isso acontece ao beberem Sake e Cerveja numa reunião o comemoração de amigos e colegas de trabalho.
Como bebe como um Samurai
  • Pegar na mão ao fazer negocios – Pode ser comum pegar na mão, ao fechar negocios, não é necessário se curvar caso tenha pego na mão de alguém.
  • Yukata – Essa vestimenta, além de ser popular em festivais de verão, costuma ser usada como pijama, principalmente em hoteis e onsen. Em alguns casos você pode tomar cafe usando o yukata. Além disso o Yukata feminino deve ser bem preso, vai que você esteja sem roupa de baixa e ele abre…
  • Chinelos – Algumas casas de banho ou outros locais, oferecem chinelos próprios para acessar certos locais, só lembre-se de não sair com eles do local.
  • Lixo e Reciclagem – Há muitas regras sobre como empacotar o lixo e a coleta para reciclagem que varia de acordo com o município. Então deve prestar bastante atenção aos detalhes para não fazer errado.
Lixo
  • Brincar com os Hashi – Use os hashi somente para comer, é assim que os japoneses fazem, além de envolver higiene os hashis representam muitas tradições e culturas, brincar com eles pode ser desrespeitoso.
  • Apontar o dedo – É considerado algo ameaçador no Japão, ao invés de apontar os dedos os japoneses costumam apontar uma direção com a mão aberta. Instruções verbais sem gestos também são muito comuns.
parte 3
  • Tomar Banho Sujo – Tanto em banhos públicos, hotéis e casa você vai se deparar com uma banheira. No Japão, o banho é visto como uma atividade de lazer relaxante em vez de um ato de limpeza do corpo. Os japoneses costumam se lavar no chuveiro antes de entrar na banheira, e evita qualquer resido de sabonete na banheira. (Ou Ofurô)
  • Toalhas nos Banhos termais – As pessoas trazem pequenas toalhas com elas nas zonas balneares. Estas são usadas ​​para limpar o corpo antes de entrar no banho. Elas também são uma ferramenta de modéstia para esconder pequenas partes de seu corpo quando esta de pé. As toalhas não podem se molhar. Então se costuma usá-las na cabeça.
  • Oshibori  Muitos restaurantes oferecem uma toalha umida chamada de Oshibori, que serve para limpar levemente as mãos antes das refeições,  então deve evitar usar no rosto ou usar como um guardanapo, é considerado algo rude.
  • Chinelos no Tatami – Geralmente chinelos não devem ser usadoa em pisos de tatami. No ryokan muitas vezes os chinelos são usados apenas  nos corredores.
Shoe Manners
  • Assoar o nariz em público é considerado rude. Os moradores retirar-se para o banheiro para soprar seu nariz. fungar é geralmente normal.
  • Toque e Abraços – Sabemos que não é comum abraços, tapinha nas costas entre os japoneses.  até mesmo amantes tendem a evitar a intimidade física em lugares públicos. Sendo assim evite abraçar ou pegar na mão de pessoas desconhecidas, a não ser que ela esteja com uma plaquinha escrito Abraços Grátis.
Abraços Gratuitos
  • Andar a pé e fumar é visto como perigoso e imprudente por uma variedade de razões com o maior sendo a idéia de que você poderia acidentalmente queimar alguém em uma rua cheia de gente. lol
  • Itadakimasu e Gochisosama deshita – Em todas as refeições se deve dizer Itadakimasu antes de comer e Gochisosama ao terminar a refeição, são costumes importantes que envolve varias coisas e significados, ambas palavras tem varias traduções como obrigado pela comida, aceito humildimente a comida, agradeço a deus pela comida, foi uma boa refeição…  é geralmente considerado mais cultural do que religioso.
  • Nomes – Você deve chamar a pessoa pelo sobrenome e usar o sufixo de respeito mais comum -san. A não ser que você seja bastante amigo intimo de uma pessoa, poderá chamá-la pelo primeiro nome.
  • Sopas – Sopas se comem com colher, logico… Mas não há problema em pegar uma tigela de sopa para beber diretamente dela. Isso é bastante comum.
In Japan it's Ok to Slurp
Bem, este são apenas alguns dos costumes e hábitos que envolve o Japão, na verdade existem milhares de regras e costumes relacionado a cada item citado neste artigo, como ao comer com hashi, ou na casa de banho. Este é apenas mais um artigo explicativo, porque existem milhares de diferenças culturais e costumes que podem ser encontrado em diversos artigos deste site.

Dr Frederico Pimenta

O  Dr. Frederico Silva Pimenta  é um  médico ortopedista e traumatologista  com atuação de destaque em  Belo Horizonte ,  Nova Lima  e  Beti...