quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

ABENÇOADO

Salvação é graça-oferta, - através de tudo e todos - chega mim e me envolve. Ou não passa de ledo engano com a dor me confronta. Bem-Aventurado eu me sinta, sempre, graças à realidade; ou eu mesmo me aprisiono no inferno que só eu escolho. Sim, felicidade sinto ou desgraça. Querer merecer a Salvação, fazer da perfeição um mérito? No mínimo é ignorância; no máximo, é loucura. Agraciado me sinta, em tudo. Sonho de loucura é salvar-me; conquistar o que já possuo. Tornar-me o que já sou? É de graça que impera a bênção. No dia a dia, eu seja o que sou! Só a mim cabe escolher: viver bem-aventurado ou não. Preferir a angústia à felicidade? Priorizar o bem-estar à desgraça. Mergulhar no paraíso ou no inferno. A mim, a escolha; desde já. 25 / 05 / 2014 PRESÉPIO – GRANDEZA SIMPLES No passado, em meio ao luxo da Igreja, Francisco propôs sobriedade. A partir de então, vigora a versão de que Jesus nasceu em um ‘estábulo’, sendo que o próprio Francisco abandonara o luxo da casa paterna. Há, no relato, algo que não aconteceu – gruta...– porém é ‘verdade’, da mesma forma, tanto para Francisco como para Jesus – na pobreza que abraçaram. Algo assim com relação a Maria: envolvida pelo Espírito, ela engravidou, nosentido de que seu filho, à luz da fé, se revelou ‘filho’ de Deus de tão marcadopelo espírito ‘divino’. À luz da fé, há gratuidade divina em toda concepção, sendo que a ‘vida’ emana do mistério de Deus. E isso vale para toda pessoaque, neste mundo, nasce de pai e mãe. Sim, aqui, há algo mais. Na história do povo judeu, há narrativas sobre pessoas que nasceram de mães inférteis ou idosas demais para poder gerar filhos. O que parece impossível ‘acontece’. É para salientar que a criança nascida é alguém com missão muito ‘especial’. Aliás, o povo judeu se originou de Abraão e Sara, muito idosos; é o que simboliza e confirma sua pertença ao ‘Povo de Deus’. Jesus, sendo especial, tem de ser gerado de forma singular. Se profetas nascem de mães estéreis, Jesus nasce de mãe virgem: não por vontade de um homem, mas pela vontade de Deus, como escreve o evangelista João. Tal circunstância simboliza o que Jesus realmente é: Emanuel – Deus-conosco. Eis a lição: ao servir uns a outros, somos de fato ‘filhos de Deus’.

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