Reafirmando sua confiança na vitória, o primeiro ministro inglês
diz que nada que possa ocorrer agora será comparável em gravi-
dade aos perigos pelos qua^s a Grã Bretanha passou j
o ano findo
Banco Mineiro da Produção
Vlaconrie _e Inhaúma, aa
DEPÓSITOS
POPULARES
DEPÓSITOS GARANTIDOS PELO EST. NINAS GERAES NOTAS HISTÓRICAS
A OBRA PERDIDA DE
DIOGO BOTELHO
A História do Brasil e, especial-
mente, a da cidade do Rio de Ja- neiro têm sido desfalcadas em
seu patrimônio documental por
iicldontes trágicos. O incêndio do Senado da Câmara, nesta capital, e o terremoto de Lisboa, no pe- riodo pombalino, são dois frlsan-
tes exemplos.
Demais, a falta de amor a tra- dlção tem permitido o extravio de multa preciosidade cientifica. O fato se explica. Enquanto co-
lónla, existiria talvez amor a tra- dlção, mas à tradição portuguesa, embeblda no velho tronco, do que o Brasll era apenas um galho. Após a Independência, apesar do pendor natl vista para o retorno
ao índio, a verdade sociológica é que o Brasil se constituiu em
pátria nova. Produto do outra, mas diferente, como o fruto da
flor. Pátria nova, falta-lha o sen-
timento da tradição: respeito ao passado. E assim foram se dispersando
partículas do um tesouro cultural que. na quase totalidade, devemos considerar perdido. Raramente o
acaso nos ajuda, como aconteceu
com a história de frei Vicente do Salvador, presenteado á exposição de História do Brasll, de 1881, na Biblioteca Nacional, sem que o
livreiro ofertante tivesse identifi- cado o manuscrito. Quantas vezes, porém, temos de lamentar a Inutillzação de ve- nerandos trabalhos cujo valor do- cumental viria provavelmente dis- sipar tantas dúvidas! O livro. perdido de Diogo Bote-
lho, oitavo governador geral do Brasil, não está propriamente nês-
se caso. Sua coplosa correspon- dencla oficial, descoberta, não há muito, por Norival do Freitas, na Biblioteca da Ajuda, pode suprir, de certa forma, a deficiência de dados sobre a época. . Mas não deixa de ser deplorável a perda de uma obra histórica escrita por
esse governador, e mencionada por Diogo Barbosa Machado, na
sua Biblioteca Lusitana (1, GM), como o "Sucesso de sua viagem
ao Brasll e do muitas coisas que obrou nêlo e como as achou em
7 de maio de 160.". Digamos de passagem que o 7 de maio não parece aludir a data da posse de Diogo Botelho, quo
foi a Io de abril. Tudo indica o merecimento do
trabalho; frei Vicente do Salva- dor, na sua História do Brasil,
trata minuciosamente do govêr- no de Dlogo Botelho (livro qunr-
to, capítulos XXXVII a XI..V),
sabendo-se que mui dificilmente oncontraria, naquela época, tão
abundantes fontes, pareço óbvio que conheceu a crônica do go- vernador e sobre ela calcou os numerosos capítulos. Mals recentemente, encontra- ram-se de novo as pegadas histó- ricas desse importante doou men-
to. Houve quem o vis.se na biblio-
teca do marquês do Abrantes, no
século passado. Estará hoje em poder de algum
colecionador? Não duvidamos.
Roberto Macedo'
Londres, 27 (U. P.l — O prl- meiro ministro Wlnston Chur- chill, em seu discurso radiotele-
fonico dirigido ao povo brltanl-
co e aos Estados Unidos, disse: "Foi-me perguntado, na sema- na passada, se tinha .onheclmen-
to da intranqüilidade que, segun- do se disse, existia no pais de-
corrente da situação bélica, que
se qualificou de grave. Conside- rei conveniente e oportuno obser- var por mim mesmo qual era
essa Intranqüilidade e com tal
fim dlrlgl-me a algumas de nos-
sas cidades portuárias mals im- portantes, âs que sofreram os bombardeios com maior Intensl- dade e a alguns outros lugares onde as classes humildes foram
as mals afetadas. Regressei nio somente mals se-
guro como também mals descan-
sado desde que o Incessante mo- vlmento nas oficinas de Whlto Hall, onde o trabalho nao tem
fim e o aturdlmento é constante, dá um prazer a gente Ir a fren-
te, Isto é, ás ruas e pared.es de Londres, Liverpool, Manchester, Cardlff ou Brlstol. E' como sair do camarote para
ir a ponte do barco de guerra em
atividade. Resulta verdadeira- mente em uni tônico que me per- mltlria recomendar Iqueles a quem as pesadas |arefas deixam
mâu humorados. D certo é qus vi cenas muito dolorosas de desn-
lação e destruição e que vi for* mosos "edifícios e casas rurais convertidos em um montão de
ruínas; mas não é preclsamonte nessos lugares onde o assanha- mento do Inimigo causou ob
peores danos. Posso assegurar, não obstante, que onde homens
e mulheres e crianças suporta»
ram as provas mals duras ê pro- clsamente mals esplendido o mo- rale animo. Em realidade, sin-
to-m_ feliz ante a sorte dessi
gente r_uo parece haver livrado a humar.ida.8 de seus pesares e re- Solveu o mliterloso problema da morte, valendo-se da felicidade qué. noi da a sorenldade, que nua
faz 'pensar que pertencemos a um mundo melhor que este. Da simpatia demonstrada para
comigo não posso falar porquan-
to nunca me ocorreu, nem por
sonho, que a tivesse merecido. Fosso vos dizer que. eu e meus colegas ou camaradas — pois antes de tudo assim nos conside- ramos — nos esforçamos dentro do que humanamente é possível para não decepcionar essa gen-
te, do contrario jamais poderia
ser digno da simpatia que se me demonstra.
DISPOSTA A NAÇÃO BRITA- NIOA A TRIUNFAR Oü PERECER
A Nação Britânica está de pé
e decidida como nunca em sua
longa e famosa história. Não é uma frase literária dizer que es-
tamos decididos a triunfar ou pe- recer, pois Isso significa, o trlun-
fo das vidas nestas cidades, ja
tão castigadas e que suportaram
todos o, horrores. Qué reivindicação da vida clvi-
llzada significou todo nosso es-
forço nas Ilhas! Que prova das virtudes das Instituições liberais! Que prova da capacidade de nos- sas autoridades locais e costumes
sociais estabelecidos a custa de
tantos esforços! Em certo sen-
tido, todos esses esforços engran- deceram o homem e a mulher na Grã Bretanha. As sublimes mas não menos
turrlvels experiências do campo de batalha que durante séculos
ficaram reservadas aos soldados 6 marinheiros agora sao compar
tllhadas por toda a população. Todos estão orgulhosos de en- contrar-se sob o fogo Inimigo
Velhos, crianças, veteranos, inca- pazes, tanto como as mulheres,
jovens e velhas e o próprio rei e o trabalhador e todos os mem
bros de qualquer serviço sentem
se Igualmente orgulhosos de en- contrar-se ao lado de nossos combatentes em momentos em
que se luta pela causa mals no- bre' e sabendo que a luta será
até o fim. Este é, na verdade, um período heróico de nossa his
tórla que Ilumina, com os ralos da gloria, a todos'por Igual Poderão Imaginar até que pon-
to sinto a minha responsablll- dade por essa gente. Minha res' ponsabllidade ao cumprir a ta
refa que me corresponde, para poder colocá-la a salvo depois de atravessar esse longo, sombrio e pedregoso vale pelo qual mareha.- mos e não exigir dela sacrifício
o esforços em vão. Pensei Vieste difícil período um
que tanto se combate e em que se
está realizando tantas manobras a criticas e complicadas, quo an
tes de tudo é fundamental para
a nossa politlca e nossa conduta que todos se mantenham no nivel mais elevado e que a hon
ra seja o nossa gula. Multo pou
cos sabem quão reduzidas eram
as forças com que o general WavelI — esse magnífico chefe que aclamamos nos dias felizes e voltaremos a aclamar passados os maus momentos — capturou o
grosso das forças Italianas na Libla. Em nenhuma de suas vi
tórlas sucessivas poude o gene
ral WavelI manter no deserto ou
fazer entrar em ação cada vez mais de 2 divisões ou sejam trns 30.000 homens. Quando chega' mos a Benghazi e o que resta
va das legifles de Mussolini se
retirou pela estrada de Trlpoll.
foi-nos feito um apelo ao qual não pudemos resistir. Permita-me que vos fale desse apelo.
A INVESTIDA INICIADA PE
LOS ITALIANOS CONTRA
OS OREOOS
Recordarei como em novembro
o ditador Italiano caiu sobre ns pacíficos gregos sem motivo e
sem aviso e Invadiu seu pais s como a nação grega, revivendo
sua fama clássica, repeliu seus exércitos com maior rapidez ainda. Enquanto isso, Hltler — que se apoderava, uma atrás de outra, da Rumanla, Hungria e Bulgária —
repentinamente deixou claro que
Iria em auxilio de Mussollni. A falta de unidade entre os Estados balcânicos não permitiu
organizar um poderoso exer- cito entre eles. Quando quasl todas as tropas gregas estavam entregues â ta- refa do vencer os Italianos, a
tremenda maquina bélica alsmá
foi repentinamente lançada con.
(ra a outra fronteira. Em vista do perigo mortal os gregos vol-
taram-se para nós pedindo so- corro. Apesar de limitados que
são nossos recursos não pudemos
dizer que não. Pela solene ga- runtla dada antes da guerra, a
Inglaterra prometeu ajudá-ios. Eles haviam declarado que defen- derlam o solo pátrio mesmo que nenhum de seus vizinhos tlzes-
se oausa comum com Ales e mes- mo que os deixássemos a sua própria sorte. Mas Isso não po- derla ser. Um principio elemen-
tar não permite quebrantar a palavra dada e fazer tal coisa
seria pecar contra a honra do
Império Britânico sem a qual n5o haveria esperança e nem se mereceria vencer esta guarra. Uma derrota militar, um calculo mal feito podem ser reparados e a sorte das armas é variável, mas um ato vergonhoso nos te-
ria privado do respeito que ago-
ra desfrutamos em todo o mun- do e portanto teria minado tal- vez o nosso poderio. Durante o ano passado nos fl-
zemos credores da simpatia do povo americano. Nunca em nos-
sa história gozamos de tanta
admiração além do Atlântico. Nessa grande Republica, onde hoje tanto se trabalha, é facll ouvir muitos argumentos solidou
ou meramente validos sobre os
Interessas norte-americanos e a
segurança norte-americana quo depende, em multo, da destrui-
ção de Hltler e seus camaradas, mas, ao mesmo tempo, acredi-
tal-me, a atitude dus Estados Unidos não ê ditada pelos frios
e metódicos cálculos de lucros e perdas e sim pelo sentimento de moral que levanta os coraçfles/ dos homens s das naçóes e ô a própria base da vida humana,
O APELO DA QREOIA E O
AUXILIO BRITÂNICO
Nós, por nosso lado, atendemos ao apelo da Grécia na medida do nossas forças. Naturalmente le- vamos o caso ao conhecimento dos Domínios; da Austrália s Nova Zelândia e seus governos, sem Ignorar as dificuldades, de- claruram que pensavam como nós. Foi assim que parte do Exercito do Nilo foi enviada ft Grécia para cumprir o prome-
tido.. Sucedeu que as divisões dispo- níveis e mais adequadas para
essa tarefa eram as da Nova Zelândia s Austrália e somente a metade, mais ou menos, das' tro- pas que toma.am parte nessa pe- rlgosa expedlç&o procediam da mãe pátria.
Vejo qüe a propaganda alemã
esta tratando de criar ressenti- mentos entre nós é a Austrália, afirmando que empregamos as
suas forças para fazer o que de- víamos exigir do exercito brita- nlco. Deixarei que a Austrália
se encarregue dessa questão.
Vejamos o que aconteceu
Sabíamos desde o principio que as forças que podiam ser envia- das á. Grécia não seriam suflclen-
tes por Bi mesmas para conter a
onda da invasão alemã mas existia! uma esperança bem fun* dada de que por, causa de nossa
intervenção os vizinhos da Gre- cia se resolvessem unir a ela en- quanto ainda havia tempo.
Quanto isso esteve para acon-
tecer se saberá algum* dia. A
tragédia da Yugoslavla foi que
esse povo valente teve um gover- no que esperou comprar uma
Imunidade Infame, submetendo-so & vontade nazista e por isso quan-
.do finalmente o povo iugoslavo
compreendeu para onde era ar- rastado irrompeu uma onda re- voluclonaria espontânea e foram
salvos o futuro e a alma de seu
pais embora fosse demasiado
tarde para salvar seu territó- rio.Sem tempo para mobilizar o
exercito foram atacados pelas
forças mecanizadas dos hunos antes mesmo de levar suas for- ças para o campo de batalha. Grandes desastres ocorreram
nos Balcans. A Iugoslávia foi derrotada, podendo continuar a
luta somente nas montanhas. Os gregos foram avassalados e com
o vitorioso exército da Albânia
Isolado e obrigado a capitular, as
forças "australianas e neo-zeran- desas, com seus camaradas da
Inglaterra, viram-se obrigadas a
voltar através do mar não sem
deixar o extermínio sobre os qtu
tentaram impedir-lhes a passa- gem. Abandono por um momento
esse caminho semeado de pedras para me permitir dlzer-vos que
sem duvida havels lido nos jor- nals que, mediante uma procla-
mação especial, o ditador italiano
congratulou-se com o exercito da Albânia pelos gloriosos Iaurels quo gp.nhou com a vitoria sobre os gregos nessa frente. E, sem
deixar lugar a duvida, um record
no mundo do ridículo no caso de Mussolini que, para salvar sua própria pele, fez de toda a Italia um Estado vassalo de Hitler e vem afagando a pele de tigre ale- mã demonstrando não um ape-
tlte que seria compreensível e
sim um apetite do triunfo. Os acontecimentos impresslo- nam de diversa maneira as pes- soas, mas estdu certo de quo ha muitos milhões de pessoas no Im- perlo Britânico e nos Estados Unidos que encontram uma, nova
finalidade em sua vida ao terem
a certesa de que chegaremos ao
ajuste definitivo de contas com
êie.
A SITUAÇÃO NA LÍBIA
Enquanto esBes dolorosos acon-
tecimentos so desenvolvem na península balcânica e na Grécia nossas forças na Libla sofreram
uma derrota. Os alemães chega- ram ali antes e com forças supe- riores ás quo nossos generais cs- peravam. O grosso das nossas
tropas blindadas, que havia des- empenhado um papel tão decisivo
contra os italianos, tinha que ser novamente apetrechado e a bri- gada blindada que se julgou sufi- ciente permanece ali até melados de maio foi superada e os vel- culos destruídos, em grande par-
to por uma força blindada alemã
algo mals poderosa. Nossas for-
ças de infantaria não passavam
de uma divisão e agora nos vi- mos obrigados a recorrer a mui-
to grandes exércitos imperiais quo
foram concentrados e podem ser alimentados e mantidos no fértil delta do^NIlo. Na fortalesa de Tobruck que
flanquela qualquer avanço que os alemães possam efetuar para o Egito temos sólidas posições c
rechassamos muitos ataques cau- sando ao Inimigo consideráveis perdas e tomando grande quantl- dade de prisioneiros. Assim é comoso encontra a
situação na Libla e na frente do Egito o ngora devemos esperar quo a guerra na bacia do Medi-
terraneo, tanto nas areias do de-
serto como no mar e sobretudo no ar, recrudesça considerável- mente e se extenda a outras re- glões. Desalojamos os Italianos da Clrenalca e agora noa toca
eliminar dessa colônia' os alemães. A tarefa será mals dura e nio é possível esperar que se leve a
cabo Imediatamente. Sabels bem que nunca trato da
transformar em vitórias os revê-
ses e que jamais menospresel os alemães como guerreiros ., em
realidade, uma vez, disse-lhes qus depois da primeira e Ininterrupta
sério de vitórias que obtlvemos
sobre os Italianos não era. possivel continuar assim sempre.o que de*
víamos esperar reveses. UMA COISA CERTA APENAS NO QUE RESPEITA _'
.OUERRA Ha uma só coisa certa no qus diz respeito a guerra e ê qua esta
é cheia de surpresas e de .erros. Resta ver, no entretanto, ss os alemães são os qus cometeram o
erro ao avassalarem os Estados balcânicos e fazerem corrre rios de sangue, fomentando o odlo
entre eles e os povos da Grécia
e Iugoslávia. Resta por ver sa
cometeram um erro ao Invadirem
o Egito com forças, elementos, s abastecimento insuficientes. Por um principio, não se poda
fazer profecias sobre as batalhas. Não obstante, aventuro-me a dl-
zer que deploraria multo ver tro- cada a tarefa dos combatentes no Oriente Próximo s que os exer- cltos de WavelI se encontrassem
na mesma situação dos Invasores alemães. Por certo que se trata
somente de uma opinião pessoal e
facilmente posso compreender que outros opinam de modo diferente., E' possível que novos perigos além dos que ameaçavam o Egito
surjam contra nós no Mpditerra- neo. E' possivel que a guerra bs,
os'._.nda a Espanha, Marrocos, é possível que se propague até o Oriente, a Turquia e Rússia. Os alemães talvez ponham suas mãos por algum tempo nos gene- ros da Ucrânia e poços de petro-
leo do Caucaso, talvez dominem o mar Negro ou talvez dominem' o mar Cáspio; Quem pode sabe-lo? Faremos tudo quanto pudermos para lhes fazer frente e lutar
contra eles onde quer quo vão. mas ha uma coisa que é certa-. Ha uma coisa que se alça em
melo de toda confusão, que é Be- gura, solida e que ninguém qus esteja em seu domínio mental po- dera deixar de perceber: — Hl-
tler não poderá escapar a Justiça
vingadora no Oriente Próximo, Médio e Extremo. Para vencer esta guerra terá que conquistar esta ilha Inva- dindo-a ou deverá cortar a linha
vital oceânica qus nos uns aos Estados Unidos. Estudemos essas alternativas,
se vós consentlrdes em me supor*
tar mals alguns minutos.' Quando vos falei em feverelri) muitos acreditavam nas informii-
ções jactanclosas dos alemães se- gundo as quais a Invasão da In- glaterra estava a ponto de come-
çar. Pois bem .ainda não começou. E cada semana que transcorre aumenta' nosso poderio no mar e no ar e em numero e qualidade,
(Continua na 4a. pag.)
Dr. Jorge de Moraes Grey
Clrurgláo — Cirurgia Geral e V. Urlnarias. Diariamente, excepto
sabbados. Av. Rio Branco, 128,10". ««» Correioxla Manhã
Redação. Adnilnlntrn.io e Ofl- elnas — Avenida Gomes Frei*
re, 81/83,
Publicidade e Aa.lnaturas — Rua Gonçalves Dias, 5,
Cobri.(.ores an.orlBadoR i — Joné Coelho da Silva, Ary Marinho Machado e Sebuadfto Lincoln.
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