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sábado, 10 de junho de 2023

Quem foi São José de Anchieta

Um dos fundadores da cidade de São Paulo. Anchieta trabalhou dez anos como superior do Colégio fundado, no “Pátio do Colégio”, e depois outros dez anos foi nomeado Provincial dos jesuítas no Brasil. Anchieta não só trabalhou como catequista, mas também foi dramaturgo, poeta, gramático, linguista e historiador.

O padre Luís de Grã, sucessor de Nóbrega como Provincial, falava com Nóbrega a respeito dos dotes sobrenaturais de Anchieta. Dizia que ele nem parecia humano, mesmo doente dos ossos fazia maravilhas: “Vive a caminhar descalço por léguas pelo sertão afora em busca de almas para salvar. Dorme no chão ou fica a noite inteira ajoelhado em oração. Conta-se que é capaz de curar doentes com suas orações. Falavam de suas levitações e previsões do futuro que conhecia através de sonhos”. Ele era chamado de “Xavier da América” e “Taumaturgo do mundo”.

Em 1578, nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, com 43 anos e 24 passados no Brasil, administrou os Colégios Jesuítas do país, viajou para várias cidades, entre elas, Olinda, Reritiba (Anchieta) no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Foram 10 anos de visitas; viajava perigosamente por todo o litoral do Brasil em seu barquinho, “Santa Úrsula”, sofrendo tempestades e naufrágios.

Anchieta foi substituído em 1587, na função de Provincial, a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio dos Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1587 fixou ali residência, a fim de concluir o Colégio de São Tiago e a igreja de Reritiba (Anchieta). Deixando de ser Provincial, ficou na Vila de Vitória como Superior. De 1592 a 1594 foi nomeado Visitador das casas do Sul. Em 1594 retornou ao Espírito Santo para trabalhar como superior das Casas de Vitória, Reritiba, Guarapari, Reis Magos e Carapina. Em 1596 foi governador e conselheiro da Casa de Vitória. Em seguida obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba, onde veio a falecer em 9 de julho, assistido por cinco dos seus companheiros. Foi sepultado em Vitória, levado pelos índios, entre prantos e lamentos.

O padre Gaspar Ferreira, que foi aluno de Anchieta no Espírito Santo, entre 1587 e 1588, atestou: “Anchieta era tão dado à oração que tinha calos nos joelhos de orar de dia e de noite. E era coisa espantosa a devoção que tinha a Virgem Nossa Senhora” (Viotti, p. 103).

Um dos biógrafos de Anchieta, assim o descreveu: “Era um José na castidade, um Abraão na obediência, um Moisés nos segredos do céu, um Jó na paciência, um Elias no zelo e um Davi na humildade”.

Às vezes, para batizar ou confessar um escravo, tinha Anchieta que caminhar cerca de seis, sete, léguas (24 km) a pé, passando fome e sede.

Assista também: Quem foi São José de Anchieta? – Parte 1

A vida de Anchieta no Brasil – Parte 2

Os milagres de Anchieta – Parte 3

Depoimentos sobre a vida de São José de Anchieta – Parte 4

Anchieta escreveu muitas Cartas a seus superiores em Roma, relatando, em alto nível, e com detalhes, os acontecimentos da evangelização que realizavam no Brasil, o comportamento dos índios, seus terríveis costumes de matar os inimigos e comê-los, suas conversões, e muitos mais. Suas Cartas iam até Santo Inácio de Loyola, o fundador da Companhia, relatando com detalhes os feitos.

O Pe. Leonel França disse que a história da literatura brasileira se abre com Anchieta. Afrânio Peixoto afirma: “até o seu tempo, nenhum o excedeu, descrevendo o Brasil e os brasis (índios)” (Thomas, p. 184). Podemos dizer que Anchieta foi de fato o primeiro e grande historiador do Brasil. Ler as Cartas de Anchieta é conhecer a realidade brasileira no seu início. Ali ele fala da fauna, da flora, dos animais, dos escravos etc.

Embora a campanha para a sua beatificação tenha sido iniciada na Capitania da Bahia em 1617, Anchieta só foi beatificado em junho de 1980 pelo Papa João Paulo II. A perseguição do marquês de Pombal aos jesuítas havia impedido, até então, o trâmite do processo iniciado no século XVII. Os jesuítas foram expulsos do Brasil em 1749 e, em 1773, o Papa Clemente XIV, pressionado pelas Cortes Bourbônicas, suprimiu a Ordem dos jesuítas, que foi restaurada pelo Papa Pio VII, em 1814.

Em 04 de abril de 2014, Pe. Anchieta foi canonizado pelo Papa Francisco, na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma.

Retirado do livro: “São José de Anchieta – O Apóstolo do Brasil”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

fundadores da cidade de São Paulo. Anchieta trabalhou dez anos como superior do Colégio fundado, no “Pátio do Colégio”, e depois outros dez anos foi nomeado Provincial dos jesuítas no Brasil. Anchieta não só trabalhou como catequista, mas também foi dramaturgo, poeta, gramático, linguista e historiador.

O padre Luís de Grã, sucessor de Nóbrega como Provincial, falava com Nóbrega a respeito dos dotes sobrenaturais de Anchieta. Dizia que ele nem parecia humano, mesmo doente dos ossos fazia maravilhas: “Vive a caminhar descalço por léguas pelo sertão afora em busca de almas para salvar. Dorme no chão ou fica a noite inteira ajoelhado em oração. Conta-se que é capaz de curar doentes com suas orações. Falavam de suas levitações e previsões do futuro que conhecia através de sonhos”. Ele era chamado de “Xavier da América” e “Taumaturgo do mundo”.

Em 1578, nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, com 43 anos e 24 passados no Brasil, administrou os Colégios Jesuítas do país, viajou para várias cidades, entre elas, Olinda, Reritiba (Anchieta) no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. Foram 10 anos de visitas; viajava perigosamente por todo o litoral do Brasil em seu barquinho, “Santa Úrsula”, sofrendo tempestades e naufrágios.

Anchieta foi substituído em 1587, na função de Provincial, a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio dos Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1587 fixou ali residência, a fim de concluir o Colégio de São Tiago e a igreja de Reritiba (Anchieta). Deixando de ser Provincial, ficou na Vila de Vitória como Superior. De 1592 a 1594 foi nomeado Visitador das casas do Sul. Em 1594 retornou ao Espírito Santo para trabalhar como superior das Casas de Vitória, Reritiba, Guarapari, Reis Magos e Carapina. Em 1596 foi governador e conselheiro da Casa de Vitória. Em seguida obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba, onde veio a falecer em 9 de julho, assistido por cinco dos seus companheiros. Foi sepultado em Vitória, levado pelos índios, entre prantos e lamentos.

O padre Gaspar Ferreira, que foi aluno de Anchieta no Espírito Santo, entre 1587 e 1588, atestou: “Anchieta era tão dado à oração que tinha calos nos joelhos de orar de dia e de noite. E era coisa espantosa a devoção que tinha a Virgem Nossa Senhora” (Viotti, p. 103).

Um dos biógrafos de Anchieta, assim o descreveu: “Era um José na castidade, um Abraão na obediência, um Moisés nos segredos do céu, um Jó na paciência, um Elias no zelo e um Davi na humildade”.

Às vezes, para batizar ou confessar um escravo, tinha Anchieta que caminhar cerca de seis, sete, léguas (24 km) a pé, passando fome e sede.

Assista também: Quem foi São José de Anchieta? – Parte 1

A vida de Anchieta no Brasil – Parte 2

Os milagres de Anchieta – Parte 3

Depoimentos sobre a vida de São José de Anchieta – Parte 4

Anchieta escreveu muitas Cartas a seus superiores em Roma, relatando, em alto nível, e com detalhes, os acontecimentos da evangelização que realizavam no Brasil, o comportamento dos índios, seus terríveis costumes de matar os inimigos e comê-los, suas conversões, e muitos mais. Suas Cartas iam até Santo Inácio de Loyola, o fundador da Companhia, relatando com detalhes os feitos.

O Pe. Leonel França disse que a história da literatura brasileira se abre com Anchieta. Afrânio Peixoto afirma: “até o seu tempo, nenhum o excedeu, descrevendo o Brasil e os brasis (índios)” (Thomas, p. 184). Podemos dizer que Anchieta foi de fato o primeiro e grande historiador do Brasil. Ler as Cartas de Anchieta é conhecer a realidade brasileira no seu início. Ali ele fala da fauna, da flora, dos animais, dos escravos etc.

Embora a campanha para a sua beatificação tenha sido iniciada na Capitania da Bahia em 1617, Anchieta só foi beatificado em junho de 1980 pelo Papa João Paulo II. A perseguição do marquês de Pombal aos jesuítas havia impedido, até então, o trâmite do processo iniciado no século XVII. Os jesuítas foram expulsos do Brasil em 1749 e, em 1773, o Papa Clemente XIV, pressionado pelas Cortes Bourbônicas, suprimiu a Ordem dos jesuítas, que foi restaurada pelo Papa Pio VII, em 1814.

Em 04 de abril de 2014, Pe. Anchieta foi canonizado pelo Papa Francisco, na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma.

Retirado do livro: “São José de Anchieta – O Apóstolo do Brasil”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

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Dr Frederico Pimenta

O  Dr. Frederico Silva Pimenta  é um  médico ortopedista e traumatologista  com atuação de destaque em  Belo Horizonte ,  Nova Lima  e  Beti...