Certo dia, houve um grande incêndio na floresta, e todas as áreas foram cercadas por um fogo denso e destruidor. Os animais, atônitos, não sabiam o que fazer e nem para onde correr. E enquanto todos corriam com medo do fogo, de repente, todos pararam e viram que um beija-flor ia até a margem do rio, mergulhava, enchia seu bico com o máximo de gotas de água que podia, voava até o fogo e deixava as gotinhas caírem sobre as labaredas na tentativa de apagar o fogo. Sem perda de tempo, ele voltava ao rio e repetia sua tentativa incessantemente. Os demais animais silvestres acharam aquela atitude estranha, inútil, e até mesmo boba, pois o fogo continuava alastrando-se, em nada, nada mesmo, seu esforço influia no debelar das chamas. Foi então que o elefante, vendo aquilo, disse-lhe:
– “Você está louco? Acredita que estas poucas gotas de água podem apagar um incêndio tão grande?”.
Ao que o passarinho respondeu:
– “Eu estou fazendo o que eu dou conta… estou fazendo a minha parte … e se todo mundo ajudar com o que puder com certeza conseguiremos alguma coisa”.
Autoria desconhecida
COMENTÁRIO PASTORAL: Os dias não são fáceis. Muita gente reclama da violência que avança sobre nós ameaçadoramente, das crianças desnutridas e abandonadas à própria sorte, dos pedintes que se amontoam para beber ou fumar crack, dos que ficam “mendigando” como vendedores de doces nos semáforos. Reclamam dos alcoólatras e andarilhos que vagam sem rumo para todos os lados, e acham um absurdo que a polícia não faça nada para acabar com a Cracolândia. O país tem hoje 13 milhões de desempregados, 12 milhões de analfabetos, 550 mil presidiários. Cresce cada vez mais o abuso do trabalho infantil, a prostituição de menores e a situação vulnerável de rua de crianças e adolescentes, assim como o envolvimento crescente deles em delitos. A ineficiência ou falta de políticas públicas estruturais alimenta e gera essas situações de risco e vulnerabilidade – dizem os entendidos. E o incêndio dessa floresta humana avança sobre a vida cada dia, consumindo os pobres e sem esperança. Enquanto isso, quem pode foge para os condomínios fechados e os prédios de segurança máxima. E o fogo segue cada vez mais sem controle. Mas percebe-se uma infinidade de “beija-flores” se envolvendo com o fogo. Aos poucos quem assiste começa a pensar que além de fugir, pode fazer algo para o mal não avançar.
Nós como Igreja Metodista Goiânia Leste decidimos carregar amor e oportunidades para suavizar o sofrimento e abrir caminhos para um povo sem perspectivas. Mesmo entre nós há ainda quem só assiste os beija-flores lutarem, mas creio que em breve todos estarão envolvidos nessa luta de amor. Por isso plantamos o OÁSIS. Ele representa algumas gotas de esperança no futuro de algumas crianças e adolescentes que – se nada for feito – se perderão no tráfico, no crime ou no vício. Seja bem-vindo à nossa floresta.

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