Na vida tudo tem utilidade:
Cada coisa ocupa o seu lugar,
Inclusive a cruel saudade
Que mora na alma e nos faz sonhar
Tudo tem a sua razão de estar,
Fazendo parte da nossa vida,
Um exemplo, a fumaça na subida,
Do cinzeiro azulado, para o ar.
Uma rosa esquecida,
Uma jarra, uma taça de cristal fulgente,
A refletir a imagem (rosto) da mulher querida,
E aquele seu sorriso docente.
Olhe sutil pirilampo - azul fanal,
Traz encanto e poesia á vida,
Bem como, um cinzeiro de cristal. - São Paulo - 22/12/1969
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