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A tecnologia vem a anos ajudando no combate contra as fobias, mas seu uso em excesso tem provocado um grande aumento no percentual da doença sobre a população
As fobias sempre estiveram presentes na população sendo algo que vem afetando cada vez mais a vida das pessoas. Elas são mais conhecidas como “doenças do medo”. São os sentimentos incondicionais de uma pessoa trazidos por medo ou afeto de algo ou alguém. Há várias formas de você desenvolver esta doença, a mais comum é a interpretação errônea de alguma ação de perigo, onde a pessoa acaba criando uma imagem errada de alguém ou algo. Como por exemplo: uma mulher estava apressada para ir para o trabalho e sem olhar passa em um cruzamento e é quase
Cada vez mais as fobias tecnologicas afetam a população mundial, de várias formas, atrapalhando a vida de crianças a idosos
atropelada. Neste caso seu cérebro poderá desenvolver a ideia de que em todo cruzamento ela estará sujeita a ser atropelada, assim desenvolvendo a Agirofobia (fobia a cruzamentos). Outra causa pode ser os fatores genéticos, ou seja, pelo histórico familiar, além de traumas, situações passadas, temperamento difícil, apego e uso excessivo de um aparelho. Tudo ligado à ansiedade e nervosismo.
Dessa forma existem vários níveis de fobia, sem ter idade para ser imune. Os principais sintomas são o sentimento de pânico incontrolável, terror ou medo em relação a uma situação sem ou de pouco perigo na realidade, ou a sensação de que você deve se afastar o máximo possível de algo ou alguém que teme, não podendo viver sua vida normalmente por causa do medo ilógico, o qual não é capaz de controlar. A pessoa também pode desenvolver reações físicas e psicológicas como sudorese (suor acima do normal), taquicardia (batimento mais rápido do coração), dificuldade para respirar, ansiedade intensa e etc. Contudo a tecnologia ultimamente tem influenciado de modo tanto positivo quanto negativo, em relação a tal doença.
O remédio da tecnologia
O tratamento contra as fobias ocorre pela psicoterapia, uso de medicamentos, ou ambos, tendo como objetivo diminuir a ansiedade e medo por motivos ilógicos, irracionais e excessivos, melhorando o controle das reações físicas e psicológicas, ou seja, dos sintomas desse medo. Porém, essa luta ganhou um novo aliado, a tecnologia. Isso ainda está sendo testado, mas se for confirmado ajudará milhões de pessoas com fobia social, ou seja, o transtorno de ansiedade em que as pessoas têm muito medo da avaliação negativa de outro, gerando dificuldade de interação, o que afeta 8% da população brasileira.
Esse novo modo de tratamento se baseia em usar óculos especiais que com um programa de computador, colocam o paciente numa realidade 3D, projetando situações como se ele fizesse parte daquilo, onde ele deve interagir com desconhecidos, participar de reuniões e até de falar em frente de plateias. Esse novo tratamento tem sido testado por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e no Hospital das Clínicas. Já sendo usadas no combate contra outras fobias, traumas e modos, onde o paciente é exposto a uma realidade compatível a seu medo. Ele tem objetivos e tarefas a cumprir sendo auxiliado e avaliado por um psicólogo que poderá alterar a visão dificultando ou facilitando o desafio do paciente.
Assim está sendo, o caso de Mayla Pace que sofre da Aviofobia (medo de avião), que após 6 sessões já conseguiu completar um parte da recuperação. Esta consistia em completar uma viagem pelo meio aéreo, passando por todos os seus estágios. Desde o check-in até o pouso da aeronave “Eu me sinto muito feliz e acredito que o estágio que estou nem é mais uma fobia, e sim um medo, já que no início nem conseguia entrar no avião.” Contou e ainda afirmou que pretende voar como qualquer pessoa normal, algo que não faz há dez anos.
Segundo o Dr. Cristiano Nabuco, o psicólogo que trata Mayla, esse novo modo de tratamento supera o antigo onde o paciente tinha que imaginar estar na situação que o aflige, já que ele podia se limitar ao mais fácil. O que não ocorre com o uso de um mundo digital, pois o psicólogo que controla os níveis de dificuldade e o que o paciente enfrentará. Ele também afirmou: “Mesmo que o paciente saiba que está em um simulador, os sentidos enganam o cérebro, fazendo-o acreditar que esta realmente participando daquela realidade”.
Tecnofobia
Quem tem medo da tecnologia moderna, manifestando-se pelo medo de utilizar um computador, caixa eletrônico e etc, tem medo de abraçar estas novidades, o que está presente desde a revolução industrial mesmo sentindo uma constante sensação de estar sendo deixado para trás. Esta acabou sendo representada em ficções como o livro Frankenstein ou o filme Blade Runner e muitos outros.
Nomofobia
Sentimento de angústia e nervosismo ao se sentir impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável com a ausência de um celular ou qualquer outro dispositivo do tipo. Seu nome se origina do inglês: NO-MO, ou seja, No Mobile, sem celular, em português. Tal medo acaba prendendo as pessoas a seus telefones e celulares. Podendo ser causado por transtornos, identidade psicológica, ou por questões de status e inclusão social.
O servidor público, Thiago Arima é uma das pessoas que sofrem com as fobias tecnológicas, no seu caso, com a nomofobia. Ele possui três celulares de diferentes operadoras, onde realiza a maioria de suas tarefas e passatempos do dia a dia, deixando-os ligados o dia todo. “Se eu esquecer um deles em casa, eu me sinto sem referência, como se me esquecesse de uma peça de roupa e volto para buscar.”
A psicóloga Lauriane Coelho informou que a nomofobia afeta cada vez mais as pessoas, principalmente adolescentes. Quem está em volta percebe a mudança de humor e temperamento da pessoa ao se afastar do celular, mas ela mesma demora em reconhecer isso. Lauriane também recomenda que as pessoas se desconectem às vezes para que a vida virtual e telefônica não atrapalhe o bem estar da vida real.
Ciberfobia
Ansiedade ou paranoia referente à utilização dos computadores pode ser a ciberfobia. Ela pode ser desenvolvida por pessoas que trabalham por longo tempo em frente de tal objeto, a se ver forçado a utilizar o computador. Parecido como a tecnofobia ela pode se manifestar também com medos físicos dos aparelhos.
Telefonebia
O problema está na ansiedade, angústia de atender ou fazer chamadas telefônicas. Tem pessoas que possuem essa doença tão desenvolvida que sofrem com ataques de pânico e hiperventilação ao serem forçadas a usarem o telefone.
Selfiefobia
Não está totalmente comprovada, porém já está sendo discutida em inúmeros locais. Ela seria o medo de tirar fotos dessa espécie, contudo pessoas afirmam ficarem angustiadas com selfies devido ao grande volume em que surgem diariamente na internet.
O combate contra as fobias tecnológicas
O combate dessas fobias deve ser como o combate contra os vícios de bebida, das drogas, do cigarro e muitos outros, pela conscientização das pessoas do mal que a tecnologia pode fazer a vida de alguém. Algo que deve ser discutido não só em casa, como em debates/discussões nas escolas, propagandas e muito mais, o que não acontece hoje em dia e, pelo bem das pessoas, isso deverá mudar. Outra coisa importante é que no caso de jovens, a intervenção dos pais pode ser necessária, mostrando que para ter status ou serem aceitos na sociedade não é preciso usar um celular ou computador o tempo todo, arriscando sua saúde mental.
Por fim, se isso não der certo, você deverá usar em última instância os tratamentos, onde terá auxílio psicológico e uso de técnicas que poderão ou não fazer efeito na sua fobia.
O bom uso da tecnologia
Portanto, a tecnologia e seus benefícios devem ser usados com parcimônia, sem exagero. Então, faça testes, fique um ou outro dia sem usar o computador ou celular, regule as horas de rede social. Não devemos deixar que o uso excessivo da tecnologia a torne um vilão, apagando seu real propósito, que é melhorar a nossa qualidade de vida.
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