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sábado, 28 de novembro de 2020

Evolução e compreensãoEntre a cruz e a espada, o caminho passa “per aspera” e vai “ad astra”


11/10/20 - 03h00
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O indivíduo consciente entende que sua vida não é o começo nem o fim de uma trajetória evolutiva.

Se no Antigo Testamento encontra-se que “a vida do estulto é pior que a morte”, também se acha que, “onde existe o conhecimento, aí tem muita dor”.

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Ora, ser ignorante e feliz? Ser uma fera saciada de seus desejos? Ou sofrer irremediavelmente das dúvidas e das angústias que o saber proporciona? Ficar na pequenez e dela aproveitar os prazeres físicos? Ou se voltar para os horizontes de um infindável e enigmático universo?

“Nihil cogitantium jucundissima vita est”; assim, não pensar deixa a vida felicíssima pelas sensações e prazeres que se apagam como um fogaréu de palha? Contrariando o caminho da ignorância, os estoicos diziam: “Sapere longe, prima felicitatis pars est”, saber enxergar longe é o primeiro passo para se chegar à felicidade.

Os dois são caminhos antagônicos: o do prazer fisiológico, fim em si mesmo, decididamente o mais usado pela humanidade, ou a busca da evolução espiritual, que passa pelo estudo, pelo saber, pela abstinência.

Para alguns, a felicidade se concentra em copos de cachaça, mas não para nem na taça de champanhe, levando prematuramente aos incômodos da doença, se transforma em vaidade, em desejo de poder que nunca se sacia; para outros, menos numerosos, é a dedicação ao ideal transcendente, que vê no sacrifício não um espantalho, mas uma passagem obrigatória, um pedágio à evolução.

Entre a cruz e a espada, o caminho passa “per aspera” e vai “ad astra”.

Subir às estrelas, aos píncaros da essência humana, transita justamente pela aspereza das renúncias, das quedas, da solidão, e sempre pela incompreensão. O indivíduo consciente entende que sua vida não é o começo nem o fim de uma trajetória evolutiva. Em suas escolhas, vê oportunidades que formarão seu cabedal íntimo, indestrutível e eterno.

Dante avisou: “Feitos não fomos para viver como embrutecidos, mas para perseguir virtudes e conhecimentos”. Angústias, tristezas, melancolias, frustrações e até a solidão do incompreendido são facetas a lapidar de uma pedra que se chama “vida”.

*Vittorio Medioli dá uma pausa na publicação de seus artigos em O TEMPO e volta após o período eleitoral*

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1 COMENTÁRIO
Sandro Herrera Peres da Costa
Sandro Herrera Peres da Costa
13:29 - 11/10/2020
Por quê temos que passar pela dor pra se chegar ao conhecimento espiritual? Acho q podemos abreviar este caminho observando a dor do nosso próximo ou sofrendo com eles.

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Abandonar a tristeza
Ao murmurarmos contra essas pessoas, prejudicaremos a nós mesmos. Palavras ociosas não edificam paz e harmonia
4/10/20 - 03h00



Buddha, em seu primeiro sermão, ensinou o “Caminho que Conduz à Cessação da Tristeza”, sugerindo oito cuidados. Alertou que o caminho serve tanto para o homem inculto e não educado quanto para o mais nobre filósofo. O primeiro deverá considerar os conselhos em seus aspectos inferiores; o segundo, no nível mais elevado.

O primeiro passo é a Reta Crença, e esta requer que se reconheça o Plano Divino a que a humanidade pertence. Se não houver esse pressuposto, nada se sustentará.

O segundo trata do Reto Pensamento, que se resume em usar a necessária concentração na hora de cumprirmos nosso dever, exata e solicitamente, para que qualquer obra saia perfeita. Buddha, nesse ponto, alerta: deve-se considerar unicamente o verdadeiro e fugir de suposições negativas ou duvidosas, pois dúvidas e negatividade só geram dor e tristeza.

O terceiro é a Reta Palavra. Falar de coisas boas é bem melhor que falar das falhas alheias. Os vícios que se contam dos outros, de regra, são exagerados e imerecidos, e, ao murmurarmos contra essas pessoas, prejudicaremos a nós mesmos. Palavras ociosas não edificam paz e harmonia.

O quarto se destina à Reta Ação. Devemos agir exclusivamente a favor do desenvolvimento harmônico da humanidade e, se déssemos à nossa ação emprego diferente, faltaríamos com nosso dever. Todo cuidado é pouco para evitar ações violentas. Violência gera calamidades.

O quinto descreve o Reto Meio de Subsistência. Para ganhar o nosso pão, não devemos prejudicar nenhum ser vivente, homem ou animal. E isso inclui atividades ligadas a bebidas alcoólicas, fumo e drogas, que prejudicam a saúde tanto física quanto moralmente. O comerciante deverá vender seus artigos por preço justo, sem defraudar quantidade e qualidade. Sua obrigação é conhecer os produtos que vende e respeitar a confiança que o comprador deposita nele.

O sexto é o Reto Esforço e se resume em: “Cessai de praticar o mal; aprendei a praticar o bem”.

O sétimo, a Reta Memória. A pessoa que se descuida se recordará das ofensas recebidas durante anos e alimentará assim uma memória que lhe irritará o ânimo; e que benefício obterá? Nenhum. Conseguirá apenas manter vivo um pensamento sinistro, que lhe gerará infelicidade.

Como último cuidado, o interessado em progredir no “Caminho que Conduz à Cessação da Tristeza” deverá praticar a Reta Meditação, ou Reta Concentração. Não se trata exclusivamente da disciplina da meditação, que no sufoco da vida cotidiana encontra apenas breves intervalos para se realizar, mas, sobretudo, da concentração nas boas obras de auxílio e serviço. Esse hábito mental trará grande proteção por parte de anjos, espíritos da natureza e seres humanos que deixaram o corpo físico e continuam ao nosso redor.

Depois dessa oitava regra, o Senhor Buddha encerrou seu primeiro sermão.

Vittorio Medioli escreve todos os domingos em O TEMPO

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Vittorio Medioli
AUTOR
Vittorio Medioli
vittorio.medioli@otempo.com.br

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