Baixa autoestima é como dirigir pela vida com o freio de mão puxado.
Maxwell MaltzVencendo a baixa autoestima
A baixa autoestima é uma “praga” que assola as pessoas no mundo moderno. E para piorar, estamos vivendo tempos de competição, onde alguns só olham para os seus objetivos e passam por cima de qualquer pessoa e até, dos próprios valores morais para atingi-los.
A baixa autoestima normalmente começa com um fato desagradável, uma resposta negativa, algo que era esperado e não aconteceu. Temos ai então, que a baixa autoestima tem muito a ver com as “expectativas” que nós criamos, os sonhos que desenvolvemos e que na maioria das vezes envolve outras pessoas e que não são nem avisadas que fazem parte do nosso sonho.
Por isso “quebramos a cara”, o que era esperado pela nossa “expectativa” não acontece daquele jeito e começamos a acreditar que algo está errado com a gente.
Bom, para ajudar, acontece um segundo fato negativo quase que na sequência e pronto; começamos a ter aquela impressão de que estamos numa “zica”, numa fase negativa e se vier uma terceira e quarta situação ruim, pronto, já achamos que é “macumba” dos outros…sempre dos outros.
Aliás, a baixa autoestima é muito pessoal, mas começa sempre com uma certeza: de que alguém está nos sabotando, ou desejando-nos apenas o mal. Será inveja? Será olho gordo?
Não, é apenas a nossa “energia mental’ que está indo para o ralo.
E junto vai a esperança de dias melhores porque os pensamentos estão naquela faixa que delicadamente chamamos de “inferno astral”, ou seja, a pessoa nesse estado só pensa mer…cadoria…
Mas, como sair dessa zona de guerra mental?
Como levantar a estima e voltar a sorrir?
Primeiro: acabe coma figura da vítima. Nós não somos tão inocentes assim e nem tão culpados. Por isso, nada de julgamentos.
Os erros devem servir como GPS do futuro, ou seja, já sabemos por onde não devemos ir, pois já sabemos o resultado ruim.
Então, já começamos com uma vantagem: já sabemos o que é bom e o que é ruim, o que gostamos e o que não gostamos e assim fica mais fácil sair do atoleiro mental.
Renove os pensamentos.
Cada vez que o pensamento acusador chegar na sua cabeça, mude o disco. Conte carneirinhos, cante a música do Michel Teló (duvido se pensar em outra coisa, essa gruda..ai…ai…se eu te pego..delícia rsss).
Pense em coisas novas e acredite que você pode e merece conquistar o que deseja.
Novo emprego, novo amor, novo salário, novo endereço, novos dentes…
Tudo pode ser renovado quando você deixa de acreditar que não pode e passa a acreditar nas possibilidades que existem em você. A maior “macumba” é a mental, aquela que aprisiona as nossas forças em uma rede de problemas que as vezes só existem no nosso imaginário.
É tempo de renovar tudo, até esse sorriso que eu tenho certeza, pode ficar bem melhor.
Antes de diagnosticar a si mesmo com depressão ou baixa autoestima, primeiro tenha certeza de que você não está, de fato, cercado por idiotas.
Notorious d.e.b.Hoje é um dia ruim.
Me sinto tão triste, tão magoada
Me sinto sozinha
Meus amigos já não ligam mais pra mim
É como se eu não fosse importante
Me sinto um nada
É como se nada importasse,
E eu só consigo pensar em coisas ruins.
Estou no fundo do poço,
Eu não tenho ninguém.
Preciso de ajuda
Preciso ouvir um "você é incrível",
Por que minha autoestima está destruída.
Como eu poderia pensar que eu poderia ser alguém?
Como eu pude chegar a esse ponto?
Eu não faço nada certo
Só sei decepcionar as pessoas
Principalmente minha mãe.
Queria ser diferente
Queria não ser eu
Queria recomeçar
Mas é só mais um dia
Vai passar,
Eu espero que isso passe...
Autoestima é a qualidade que pertence ao indivíduo satisfeito com a sua identidade, ou seja, uma pessoa dotada de confiança e que valoriza a si mesmo.
A baixa autoestima pode ser o ponto de partida para diversos sentimentos negativos como a depressão, ansiedade, vergonha, culpa, raiva, inveja e o ciúme. Se você não está disposto a enfrentar estes sentimentos ou, se você supõe que precisa se realizar, ter uma vida amorosa plena, ter status social, ser bonitão, ou bem sucedido financeiramente para se aceitar, você pode ter um problema com a sua autoestima.
Ou, talvez, você possa até ter uma visão distorcida em relação a si mesmo: enfim, sejam quais forem as condições mencionadas acima, a sua autoestima pode ser realmente baixa.
Independente do caso, você pode seguir a filosofia da autoaceitação, o que pode melhorar significantemente sua atitude com relação a você mesmo. Acompanhe os passos abaixo:
Entenda que você tem valor porque é humano. Todos os seres humanos têm valores extrínsecos para os outros e valores intrínsecos para eles mesmos. Não meça seus valores de acordo com o que você supõe ser dos outros e aja de acordo com os seus valores, ao invés de se preocupar com a avaliação deles. Independentemente de como você é julgado pelo outro, você tem valor. Você até pode gostar de ser estimado, admirado, ou respeitado, mas isso não precisa ser uma necessidade constante, ou que tenha que viver com medo de perder tudo isso.
Avalie que você é complexo demais para ser medido ou avaliado totalmente. Evite generalizar: use suas histórias, seus erros e realizações para aprender e se aprimorar enquanto ser humano, você tem potencial para isso. Afinal, uma única fruta estragada no meio de uma linda cesta de maçãs não desvaloriza a cesta inteira.
Não rotule. Rotular a si mesmo ou aos outros não é o melhor caminho para se aceitar. Além do mais, a ideia de rotular é inapropriada para a condição humana. Por exemplo: Se você mentiu para alguém uma vez, isso não te faz um mentiroso. Da mesma forma, se você conseguiu se sair bem em alguma tarefa, você não será um eterno vencedor.
Reconheça a sua natureza mutável. O ser humano muda constantemente. Você pode medir todas as suas características pessoais hoje e nomeá-las, mas amanhã se deparará com o erro, porque a cada dia você muda e amadurece, mesmo que de forma quase imperceptível e ganha novas experiências. Reconheça que você é uma obra em progresso e tente manter uma atitude flexível em relação a si mesmo.
Aceite a sua natureza imperfeita. Os seres humanos são falhos e imperfeitos. Você é, ao mesmo tempo, um incrível resultado da evolução e apenas o animal mais esperto do planeta. Por isso ninguém consegue atingir a perfeição. Sentir tristeza, desapontamento ou remorso pelos erros e mancadas é desconfortável, mas necessário para atingir comportamentos benéficos, corretivos e saudáveis. Portanto, não se condene e nem se deprecie para não adoecer.
Valorize o ser único que você é. Você é o único dono das suas próprias e pequenas particularidades. Aprenda a rir disso, porque os erros e os momentos difíceis continuarão acontecendo, você querendo ou não. Aceitar a existência dos seus defeitos pode ajudá-lo a entender as suas próprias limitações e identificar as áreas que você pode querer marcar como alvo para futuras mudanças.
Use a autoaceitação para auxiliar no seu aprimoramento. a autoaceitação pode levar a uma resposta emocional negativa apropriada e saudável. Este tipo de resposta emocional tende a levar a comportamentos produtivos e adaptáveis. A autodifamação, por outro lado, leva a respostas emocionais nocivas e inapropriadas, as quais consequentemente, tendem a produzir comportamentos improdutivos ou destrutivos.
Esteja Aberto a Mudanças. Por pior que tenha sido seu comportamento, acredite, você consegue se aceitar. Porém, aceitar a si mesmo não significa que você tenha que continuar agindo da mesma forma. O correto é dizer pra si mesmo: Eu sou um ser humano aceitável como qualquer outro, que tem emitido alguns comportamentos insatisfatórios e inaceitáveis, com os quais irei aprender para começar a agir de forma mais construtiva a partir de agora.
Siga o exemplo do seu melhor amigo. A maioria dos seres humanos julga os amigos de acordo com um padrão muito mais compreensivo do que consigo mesmos. Por isso, aja como seu melhor amigo ao julgar seu comportamento. Aceite suas falhas como se elas fossem as do seu melhor amigo. Diante de um fracasso, talvez você diria pra si mesmo: Eu não vou conseguir, sou muito fraco. Seu amigo provavelmente lhe diria: Tente de novo e não seja tão duro com você mesmo.
Selecione a Jornada da Autoajuda Rumo à AutoAceitação. Não tente se tornar uma pessoa melhor chamando a atenção para seus erros, falhas e fracassos. Tentar resolver um problema emocional ao mesmo tempo em que se deprecia é como tentar aprender um novo idioma batendo com o livro na sua cabeça. Seu trabalho ficará bem mais difícil desta forma. Por fim, quando não estiver mais distraído tentando prejudicar a si mesmo com pensamentos depreciativos, poderá se concentrar melhor para lidar com a adversidade, reduzir a interferência e se aprimorar enquanto ser humano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário