A ti, ó Deus, que minha mãe fizeste
tão santa e tão pura, carinhosa e boa,
rogo e suplico: na mansão celeste,
cinge-lhe a fronte de imortal coroa.
Por toda a vida, com seguros passos,
os teus caminhos Minha mãe trilhou.
Se a morte, pois a recolheu nos braços,
sua alma pura para o céu voou!
Bondosa, sempre, para os semelhantes,
carinho imenso dedicava aos seus.
Mesmo ao findar-se, não perdeu instantes,
morreu louvando e bendizendo a Deus!
Edificante na derradeira hora!
Transfigurada, recebeu a morte
como se fosse o despontar da aurora.
de nova vida e mais ditosa sorte!
Se o lance extremo é tenebroso e duro,
como se explica um pensamento assim?
A fé responde: Para ser tão puro,
a morte é o inicio do viver sem fim!
Ó deus Eterno! Minha Mãe foi justa
e teus juízos também justos são!
Mostra-lhe, pois, a tua face Augusta:
a santa eterna e perenal visão!
Prata - 5/04/1919
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