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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

VILLA RIZZA E CASARÕES DE BH

O Villa Rizza Bar & Música já virou local de destaque. Criado em outubro de 2005, através do projeto “Postos Temáticos”, da Petrobrás, o restaurante é uma homenagem à música mineira. Desde a sua inauguração, cerca de 200 pessoas passam pela casa diariamente.
O espaço apresenta, todas as noites, um repertório ‘ao vivo’ de canções que marcaram gerações. “O Villa Rizza é um espaço cultural onde as pessoas, além de degustarem uma boa comida, têm a oportunidade de ouvir, em sua essência, música de qualidade.
Antes das apresentações dos cantores, duas tv´s de plasma, de 42 polegadas, exibem clipes de diversos artistas, o que faz do bar um ambiente descontraído e aconchegante.
A casa se divide em quatro charmosos ambientes: varanda, espaço lounge, mesas tradicionais e de bistrô. A sonoridade está presente em todos os lugares. Desde as portas dos banheiros, grafadas por notas musicais, aos painéis distribuídos pelos vitrais internos e externos com a figura de artistas mineiros. Logo na entrada do restaurante, o público se depara com a reprodução das imagens de Milton Nascimento, Fernando Brant, Lô Borges, Wagner Tizzo, Samuel Rosa e Ana Carolina.
Instaurado no Casarão Villa Rizza, construído em 1929 e tombado pelo patrimônio histórico em 1993, o restaurante preserva detalhes da arquitetura original. Sua decoração une o antigo ao contemporâneo em perfeita sintonia. A fachada, restaurada pelo arquiteto Humberto Hermeto Pedercini Marinho, conserva a tradicionalidade da década de 20.

Página criada no Facebook tem 10 mil visitas semanais, diz criador.
Iniciativa publica imagens de imóveis antigos da capital fundada em 1897.

Thais PimentelDo G1 MG
Prédio abriga a editora Francisco Alves, a segunda mais antiga do Brasil (Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)Prédio abriga a editora Francisco Alves, a segunda mais antiga do Brasil (Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)
Um casarão na Rua da Bahia, no Centro de Belo Horizonte, construído em 1909, é sede da segunda editora mais antiga do Brasil, a Francisco Alves. Ela perde apenas para a Impressão Régia do Rio de Janeiro, hoje Imprensa Nacional. Esta é uma das histórias resgatadas pela página do Facebook “Casas de Belo Horizonte” que há dois meses busca contar um pouco da trajetória da jovem capital – fundada em 1897- através de imóveis antigos.
Casa da década de 30, construída em estilo neocolonial. Ela tem representação de uma caravela portuguesa em alto mar, feita em azulejos e posicionada acima da entrada principal de pedestres. (Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)Casa da década de 30, construída em estilo
neocolonial, é conhecida pelos azulejos da fachada
(Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)
“O projeto surgiu inicialmente a partir da repercussão que as fotos tiveram em minha página pessoal. Observei que havia um interesse significativo no assunto, e pensei que poderia ser uma boa criar uma página para reunir fotos, informações e pessoas interessadas no assunto”, disse o criador da iniciativa que prefere não se identificar.
“Bom, em função da repercussão da página, tenho desenvolvido alguns projetos paralelos relacionados à fotografia de arquitetura. Penso que no momento a página merece o destaque, e essa discrição me permite ir trabalhando nos outros projetos com mais tranquilidade”, contou o arquiteto e fotógrafo amador.
A página recebe cerca de 10 mil visitas semanais. Segundo o Facebook, pessoas de 45 países já se interessaram pelo projeto. “Realmente não esperava que fosse assim”, disse o idealizador.
Castelinho do bairro Floresta é um dos imóveis mais procurados pelos leitores (Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)Castelinho do bairro Floresta é um dos imóveis mais
procurados pelos leitores
(Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)
O projeto já fotografou 25 casas. Elas resistem “espremidas” entre prédios, isoladas em quarteirões pouco movimentados ou escondidas por fachadas mal conservadas como o “castelinho do Floresta”, na Região Leste de Belo Horizonte.
De acordo com o criador da página, ele foi o imóvel que mais chamou a atenção dos leitores. Construído em 1918, o castelinho abrigou o Hotel Palladium entre as décadas de 60 e 80, mas há 15 anos está abandonado. Segundo a  “Casas de Belo Horizonte”, ele é um dos poucos exemplares do estilo Art Nouveau na cidade.
Para o arquiteto, o desafio agora é descobrir os segredos de uma casa na Rua Aimorés, construída no ano da fundação de Belo Horizonte. “Tenho tentado tirar foto há algumas semanas, mas sempre há carros na frente. Ela é de 1897 e é uma das que mais gosto”.
Ele trabalha sozinho. Quando um imóvel chama sua atenção, fotografa e tenta descobrir seu passado. Sites, livros de arquitetura e documentos são os pontos de partida, mas o arquiteto admite que o passado de grande parte das fotos ainda é misterioso. É quase um trabalho de “caça ao tesouro”.
“Sempre caminho muito a pé pela cidade, e me chamava a atenção algumas residências antigas. Elas se destacam não só pela história e pela beleza, mas também por retratar o passado da cidade e serem exemplos da boa arquitetura”, disse.
A casa na Rua Professor Estevão Pinto já foi a residência do professor Antônio Aleixo, colégio e até convento. O projeto é do arquiteto italiano Octaviano Lapertosa e é da década de 1910. (Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)A casa na Rua Professor Estevão Pinto, no bairro Serra, já foi a residência do professor Antônio Aleixo, colégio e até convento.(Foto: Casas de Belo Horizonte/Arquivo pessoal)
O nome do bairro é uma referência ao antigo córrego da Serra, que nos primórdios da capital, cortava toda a cidade.

Famílias de alto poder aquisitivo, residindo em imensas chácaras. Assim era o bairro Serra quando de sua origem. Segundo o arquiteto Manoel Teixeira, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Minas Gerais, foi na década de 20 que o bairro Serra, localizado na região Centro - Sul, começou a se (trans)formar, com a ocupação da Favela da Serra. Na década de 50 acontecia o primeiro processo de verticalização, embora com edifícios de baixa estatura.

Na década de 70 observou-se o auge deste tipo de ocupação. O valor do terreno local aumentou muito e as famílias começaram a sofrer pressão para venderem suas casas, que rapidamente foram demolidas para construção de grandes edifícios.

Desenvolvimento / Infra-Estrutura :

As ruas arborizadas e a exuberante paisagem da Serra do Curral são horizontes compartilhados por ricos e pobres no bairro Serra. O acesso é fácil e o comércio variado. Sofisticadas butiques e lojas de decoração convivem harmoniosamente com pequenas mercearias e charmosos empórios. Grandes redes de supermercados, drogarias, padarias, lojas diversas, lotéricas, hospitais, colégios, clínicas e serviços em geral compõem uma vasta rede de atendimento ao consumidor, mas há quem reclame da ausência de agências bancárias.

Os bares e restaurantes instalados são um atrativo à parte e seduzem moradores e visitantes. Estão entre os mais requisitados a Taberna do Baltazar, o Baiúca e o requintado Villa Rizza.

Desde a década de 40, com a inauguração do Olympico Club, fundado pelos próprios moradores, e mais tarde com a implantação da unidade II do Minas Tênis Clube, em 1984, a referência de lazer no bairro Serra passou a ser intimamente ligada a esses dois clubes, conjuntamente com o Parque das Mangabeiras.

Publicado em 

Ficou interessado? De acordo com o site responsável pelo leilão, o lance inicial é de R$ 4,6 milhões. O casarão fica em área nobre na avenida do Contorno, esquina com rua do Ouro, no bairro Serra. Ele foi erguido na década de 1930, a pedido do major Antônio Zeferino da Silva para homenagear a sua neta, Rizza Porto Guimarães.
A casa foi tombada em 1993 e já abrigou restaurantes, cafés e serviu de espaço de festas. Desde 2005, a Petrobrás é a proprietária do terreno, quando abriu um posto de gasolina temático para homenagear a música mineira, mas não foi para frente. O leilão fecha no próximo dia 30 de agosto. Quem dá mais?

Em 1929, o major Antônio Zeferino da Silva comprou parte de um terreno entre a avenida do Contorno e as ruas do Ouro e Pouso Alto, no bairro Serra, para a construção do casarão Villa Rizza - homenagem à sua neta e herdeira Rizza Porto Guimarães. No mesmo ano, deu-se início à edificação projetada pelo arquiteto Octávio Roscoe. Hoje, a casa faz parte do acervo histórico de Belo Horizonte. O casarão Villa Rizza foi tombado pela Gerência de Patrimônio Histórico Urbano, através do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do município, em 1993. O projeto de revitalização, feito pelo arquiteto Humberto Hermeto Pedercini Marinho, manteve o desenho original da edificação.
Espaço Villa Rizza. Avenida do Contorno, 4.383 (esq.com Rua do Ouro) / Serra. (31) 3225-3533.


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Dr Frederico Pimenta

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