Powered By Blogger

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

CAMPEÕES DO GELO (1950)

Em 1950, o Atlético foi convidado para representar o futebol brasileiro no exterior. Pela primeira vez uma equipe das Alterosas e do país iria jogar na Europa, enfrentando adversários temíveis e tendo no frio o seu principal obstáculo. Boa parte da imprensa combatia e criticava essa excursão temendo um fracasso do time mineiro no exterior. Mas a torcida confiava no Galo. A equipe vinha de um título muito bem conquistado em 1949, estava armada e com moral excelente. Tinha condições de alcançar bons resultados. 

Os componentes da embaixada do Clube Atlético Mineiro apresentaram-se no Estádio de Lourdes todos devidamente aprontados. Com um uniforme preparado para o inverno que os esperava, compunham-se de calça cor cinza, paletó jaquetão azul, camisa branca e gravata azul. Todos de muito bom humor e cheios de expectativas, foram levados para o Aeroporto da Pampulha. Às 16 horas e 20 minutos, precisamente, decolaram com destino ao Rio de Janeiro. Às 17 horas e 50 minutos, aterrissaram no aeroporto Santos Dumont. No transcurso da viagem, todos se mostravam alegres e tranqüilos. Do Rio de Janeiro embarcaram para o Velho Mundo. 

A estreia do Galo na Europa foi marcada para o dia 1º de novembro em Munique, contra o Munich 1860 - um dos quadros mais famosos da Alemanha, na época. 

As arquibancadas estavam lotadas e o público prestigiava a presença dos brasileiros. No primeiro tempo, desenvolvendo um bom futebol, o Atlético abriu uma vantagem de 3 a 1. Na fase final, recuando para defender o marcador, acabou cedendo o empate. E quando todos pensavam que o jogo terminaria empatado em 3 a 3, Vaguinho, nos últimos instantes da partida, em jogada sensacional, marcou o 4º gol dando a vitória ao glorioso alvinegro por 4 a 3. Além de Vaguinho, Lucas (2) e Lauro marcaram gols para o Atlético. Para o jogo de estreia foram escalados: Mão de Onça; Oswaldo e Afonso; Moreno, Zé do Monte (Barbatana) e Haroldo; Lucas, Lauro, Vaguinho, Alvinho e Nívio (Murilinho). 

No segundo jogo, o Atlético enfrentou o Hamburgo SV, em Hamburgo. Registrou-se recorde de vendas de ingressos para este jogo. O estádio estava com a capacidade esgotada. O gramado excelente e sem falhas. Melhor atuação dos alvinegros e que mereceu aplausos do público: derrotou a poderosa equipe alemã por 4 a 0, jogando de forma objetiva e cheia de garra. Nívio (com 2 gols), Alvinho e Lucas foram os artilheiros da partida, jogando com: Mão de Onça; Afonso (Juca) e Oswaldo; Moreno, Zé do Monte e Haroldo; Lucas, Lauro (Zezinho), Vaguinho, Alvinho e Nívio. 

Para o terceiro jogo, a equipe deslocou-se para a Alemanha do Norte e o frio foi cada vez mais intenso. As fotos da época registraram como os jogadores faziam para se proteger nas partidas. Grossos agasalhos por baixo das camisas e gorros de lã amenizavam os jogadores de correr sob as baixíssimas temperaturas. 

Mas mesmo com esses cuidados, o terceiro jogo não teve um final feliz e marcou a primeira derrota do Atlético: 3 a 1 para o Werder Bremen, que jogou muito bem. 

Considerando-se que a partida foi realizada um dia após o jogo de Hamburgo, sem tempo para qualquer recuperação. O único gol do Galo foi assinado por Lucas, uma das maiores figuras do Atlético de todos os tempos. O Atlético formou com: Mão de Onça; Afonso e Juca; Vicente, Zé do Monte (Haroldo) e Moreno; Lucas, Zezinho, Lauro, Alvinho e Nívio. 

Com sete dias de descanso para recuperação, o Atlético voltou a vencer jogando em Gelsenkirchen, na Prússia, contra o Schalke 04. O estádio era pequeno e não havia grama. Era pura terra. 3 a 1 foi o placar que traduziu a superioridade alvinegra nos 90 minutos de jogo. Vaguinho (2) e Lucas asinaram os gols do Atlético. A partida realizada no dia 12 de novembro teve os seguintes jogadores relacionados: Mão de Onça; Juca e Oswaldo; Afonso, Zé do Monte e Barbatana; Lucas, Lauro, Vaguinho, Alvinho e Nívio. 

Para o próximo jogo, o Atlético saiu da Alemanha em direção a Áustria. A delegação toda estava empolgada para conhecer a cidade de Viena. E parece que esse encanto tomou conta de todos os jogadores. Perderam para o Rapid por 3 a 0. Jogaram: Kafunga; Juca e Oswaldo; Afonso, Zé do Monte e Barbatana; Lucas, Lauro (Alvinho), Vaguinho, Nívio e Murilinho. 

O Atlético voltou à Alemanha no dia 20 de novembro e foi jogar em Saarbrücken, contra adversário com o mesmo nome: 2 a 0 pro Galo, com Nívio marcando os dois gols. O Atlético jogou com: Kafunga; Juca e Oswaldo; Afonso, Zé do Monte e Barbatana; Lucas, Alvinho, Vaguinho, Nívio e Murilinho. 

Dois dias depois, em 22 de novembro, a equipe mineira voltava a campo. Agora em Bruxelas, onde enfrentaria o Anderlech. E mais uma vez o Galo enfrentou os 90 minutos de jogo com muita fibra e dedicação. O resultado final foi 2 a 1, com Vaguinho marcando no primeiro tempo e Alvinho marcando nos últimos minutos. Grande vitória conquistada por Kafunga; Juca e Oswaldo; Afonso, Zé do Monte e Barbatana; Lucas, Alvinho, Vaguinho, Nívio e Murilinho. 

No jogo seguinte, contra o Eintracht Braunschweig na cidade de Frankfurt, mesmo sem ter perdido, o empate em 3 a 3 foi uma decepção. A equipe era fraca e não poderia nunca fazer frente ao esquadrão atleticano. As constantes viagens, o frio intenso, tudo isso colaborou para que o Atlético tivesse uma campanha irregular. Vaguinho, Alvinho e Murilinho foram os artilheiros. O Atlético jogou com Kafunga; Juca e Oswaldo; Afonso, Zé do Monte e Barbatana; Vavá, Alvinho, Vaguinho, Nívio e Murilinho. Jogo realizado no dia 26 de novembro. 

No dia 5 de dezembro, o Atlético foi para Luxemburgo mostrar o futebol brasileiro numa exibição contra a seleção dos clubes de Hamburgo. Outro empate por 3 a 3 também, numa partida cheia de alternativas. Vaguinho, Lauro e Nívio marcaram os gols. O Atlético jogou com Kafunga; Juca e Oswaldo (Márcio); Afonso, Zé do Monte e Barbatana; Lucas, Lauro, Alvinho, Vaguinho e Nívio. 

Não poderia haver local melhor para o último jogo do que a famosa Cidade-Luz, Paris. Ao entrarem em campo, os jogadores logo escutaram o barulho de baterias e cantarola de samba e marchas. Havia uns estudantes brasileiros entusiasmados para dar apoio ao time. Eram estudantes de Belo Horizonte e outras cidades do Brasil. Vitória do clube mineiro sobre o Stade Francais (atual Paris Saint Germain) por 2 a 1, com gols marcados por Lucas e Nívio. Foi um triunfo consagrador, onde o desejo de terminar a excursão com uma grande glória foi maior que o cansaço e o frio que atormentou os jogadores. Nessa partida atuaram Kafunga; Afonso e Oswaldo; Haroldo, Zé do Monte e Barbatana; Lucas, Lauro, Alvinho, Vaguinho e Nívio. 


Campeões do Gelo posam para foto na EuropaA chegada da delegação em Belo Horizonte foi sensacional. O povo saiu às ruas para saudar seus ídolos. Cortejos foram formados, pois todos queriam participar da euforia que dominava o público mineiro. À noite, estava programado um banquete. Os jogadores compareceram e este contava com a presença dos diretores do Clube Atlético Mineiro e membros da sociedade de Belo Horizonte. As homenagens sucederam-se nos dias posteriores à chegada, com os jogadores requisitados pela imprensa e sempre contando os feitos da primeira excursão de um clube mineiro à Europa. Na tarde do dia 16 de dezembro de 1950, antes do jogo entre América x Olaria, os jogadores do Atlético desfilaram perante um enorme público, sendo bastante aplaudidos. Era o Atlético consagrando o futebol brasileiro no exterior. No dia 18 de dezembro, dia da chegada do segundo grupo de jogadores, mais de 50 mil pessoas se movimentaram em Belo Horizonte para receber o Galo. Foi uma das maiores - senão a maior - recepções já vistas em Minas Gerais. 

Fazendo um balanço da excursão, o resultado foi bastante positivo. Foram disputadas 10 partidas, 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Marcou o Atlético 24 gols e sofreu 18. Seus principais Artilheiros foram Lucas, Nívio e Vaguinho, com 6 gols. Alvinho com 3, Lauro com 2 e Murilinho com 1, completaram. Apenas uma decepção foi registrada nesta excursão: o empresário alemão Kauternerk lesou o Atlético em uma altíssima soma além de não fornecer as passagens de volta para o Brasil. Fato este que resultou na volta da delegação dividida em dois grupos.

A problematização da construção simbólica e histórica em torno da campanha dos “Campeões do Gelo”[1] faz-se relevante neste trabalho na medida em que a mesma é citada no atual hino do Clube Atlético Mineiro[2]. Ainda que a letra do hino do clube seja cantada de cor por torcedores de diferentes gerações, poucos desses torcedores sabem o significado mais completo dessa excursão pelos campos europeus. Essa relevante campanha esportiva, citada pelo compositor Vicente Motta no hino atleticano, provoca as mais ambivalentes leituras dos torcedores, cronistas esportivos e demais pessoas envolvidas e interessadas no futebol. Registrada com o orgulho pelos atleticanos e alvo de teorias jocosas de seus rivais, essa excursão possui uma teia de significados e potenciais de interpretação de como a disputa pela memória clubística transcende o campo de jogo e atravessa o tempo. Nesse sentido, é relevante ressaltar como os conceitos de tempo e memória são caros para o futebol, seja para o reconhecimento e preservação dos personagens e conquistas, seja para o esquecimento e silenciamento dos mesmos.
O presente texto visa apresentar e analisar a trajetória do Clube Atlético Mineiro, entre outubro e dezembro de 1950, pelos campos europeus, campanha esta que ficou conhecida popularmente como “Campões do Gelo. Duas das principais fontes de pesquisa para este texto são o diário de viagem de José do Patrocínio (Zezinho)[3], um dos atletas da delegação atleticana, e o depoimento de Vavá (Valter José Pereira)[4], último membro vivo dessa delegação. Os relatos  são ricos testemunhos dessa excursão, possibilitando a observação de aspectos esportivos, culturais, sociais e memorialísticos do evento. Muito provavelmente essa foi umas primeiras excursões de um time profissional do Brasil pela Europa, atividade que se tornou muito comum entre as décadas de 1960 e 1980.
Para se amplificar a leitura e análise dessa campanha dos “Campeões do Gelo”, vale destacar os contextos esportivos e históricos em que ela se deu. No contexto histórico, em julho de 1950, a seleção brasileira foi derrotada pela seleção uruguaia em pleno Maracanã pela final da Copa do Mundo, trauma devastador no âmbito esportivo brasileiro. Outro aspecto relevante para se destacar era que o centro futebolístico brasileiro prioritariamente passava pelos times de Rio de Janeiro e São Paulo. Então, por que motivo um time mineiro representaria o Brasil em uma excursão que viraria uma turnê pelos campos europeus? As explicações são variadas, mas nada consistente. A teoria mais difundida sugere que os times de Rio e São Paulo não embarcaram nessa excursão justamente em função do trauma causado pela final da Copa de 50. O jornalista e dirigente Canôr Simões, que trabalhou como representante da Federação Mineira de Futebol na sede da CBD no Rio de Janeiro, costuma ser citado como articulador da escolha do Atlético para esta excursão. A Canôr Simões também é atribuída a escolha de Belo Horizonte como umas das sedes da Copa de 1950. No contexto histórico, a Europa vivia uma fase de reconstrução física, econômica e simbólica, particularmente a Alemanha, onde ocorreu a maior parte dos jogos dessa campanha.
Delegação do time atleticano disposta sobre o campo de jogo coberto de neve.
Delegação do time atleticano disposta sobre o campo de jogo coberto de neve.
A excursão do time atleticano se iniciou em 23 de outubro com o embarque da delegação composta de 23 pessoas e se encerrou em 17 de dezembro daquele mesmo ano. A delegação do time mineiro teve a seguinte composição; Jogadores: Kafunga, Mão de Onça (Goleiros); Afonso, Oswaldo, Juca, Moreno, Vicente, Zé do Monte, Haroldo, Barbatana, Vicente Perez, Márcio (Defesa e Meio-Campo); Lucas, Lauro, Zezinho, Alvinho, Vavá, Nívio, Vaguinho, Murilinho (Atacantes). Técnico: Ricardo Diez; Médico:Abdo Arges; Chefe da Delegação: Domingos D`Angelo (acompanhado da esposa, Celeste); Jornalistas: Francisco Américo, do Diários Associados, e Álvares da Silva, da revista O Cruzeiro. Na Europa a intérprete Teodora Breickport se juntou à delegação e a acompanhou na excursão. Pelos campos europeus o clube disputou dez jogos, conquistando seis vitórias, empatando por duas vezes e perdendo mais duas vezes. No total, o time marcou vinte e quatro gols e sofreu dezoito. Os artilheiros da excursão foram Vaguinho e Lucas Miranda, cada um com seis gols. Segue abaixo uma tabela dos jogos:
DATA             PARTIDALOCAL
01/11Atlético 4 x 3 Munique 1860Munique (Alemanha)
04/11Atlético 4 x 0 HamburgoHamburgo (Alemanha)
05/11Atlético 1 x 3 Werder BremenBremen (Alemanha)
12/11Atlético 3 x 1 Schalke 04Gelsenkirchen (Alemanha)
16/11Atlético 0 x 3 Rapid de VienaViena (Áustria)
20/11Atlético 2 x 0 SarrebrukSarrebruk (Alemanha)
22/11Atlético 2 x 1 AnderlechtBruxelas (Bélgica)
26/11Atlético 3 x 3 EitreichtBrauschweigBrunswick (Alemanha)
05/12Atlético 3 x 3 Seleção de LuxemburgoLuxemburgo
07/12Atlético 2 x 1 StadeFrançaisParis (França)
Cartaz austríaco anunciando a partida entre o Atlético e Rapid de Viena. No centro da imagem observa-se o jogador atleticano Alvinho.
Cartaz austríaco anunciando a partida entre o Atlético e Rapid de Viena. No centro da imagem observa-se o jogador atleticano Alvinho.
Segundo os registros narrados por Vavá e Zezinho, a excursão duraria até o janeiro de 1951, mas o descontentamento com o empresário e jornalista alemão EldKaltenecker, que viabilizou a ida do time mineiro para a Europa. O longo período fora do Brasil e a proximidade das festas de final de ano pesaram para o fim da excursão. Umas das peculiaridades mais marcantes dessa excursão foi o desfecho da mesma: um desentendimento entre os dirigentes mineiros e os empresários europeus resultou em um prejuízo para o time mineiro, que ficou sem boa parte do cachê da turnê e precisou recorrer à embaixada brasileira em Paris para retornar ao Brasil.
Na Europa, a excursão vitoriosa do time foi batizada pela crônica esportiva como “Campeões do Gelo”, uma analogia que destaca o fato de várias partidas terem sido disputadas sob o rigoroso inverno europeu. Ao longo dessas dez partidas foram entregues alguns troféus alusivos às disputas. Esses troféus estão expostos na sede do clube. Atualmente, esta excursão está envolta em uma espécie de penumbra da memória: os protagonistas que sobraram não têm voz, o relato do evento não é difundido institucionalmente e a construção simbólica do evento fica fragilizada entre o acontecido e o não acontecido. Vale lembrar que o tempo e a história no futebol são palco de disputas simbólicas, o campo de disputa simbólico na rivalidade clubística é travado no presente com argumentos que transitam entre o passado e o presente. Portanto, esse embate pelo domínio da memória, particularmente no futebol, depende de como a instituição esportiva trata sua própria história e a construção de sua memória, forjando assim a imagem que deseja dela mesma. Nos rastros das produções de discursos sobre essas rivalidades encontram-se os pesquisadores e os lugares da memória.
Vencer, vencer, vencer! Lutar, lutar, lutar! Entoado a plenos pulmões nas arquibancadas do Mineirão e do Independência, frequentemente também abafando as torcidas locais quando é visitante, o hino do Galo é sempre cantado pelos atleticanos enaltecendo a raça e os feitos históricos do clube. “Nós somos campeões do Gelo” — um desses feitos é de uma época em que o futebol pentacampeão mundial não era sequer campeão e o Maracanazo ainda era uma ferida bem recente, e foi reconhecido tanto por aqui como no velho continente, ajudando a construir a força e o nome não apenas do clube, mas de todo o futebol brasileiro.
Você sabe o que é o título de Campeões do Gelo? Vamos visitar a história do Galo e saber mais sobre essa histórica conquista!

A excursão: rumo ao frio europeu

Em 1950, uma comissão da Federação Alemã de Futebol veio ao Brasil para escolher um clube para realizar uma série de amistosos contra os principais clubes do país. Àquela altura, o Atlético já era o maior campeão mineiro e atual bicampeão, além de ser o único clube do país a possuir um título nacional oficial — o título de Campeão dos Campeões, também presente no hino.
Chegando na Alemanha do pós-guerra no final de outubro daquele ano, a delegação foi recebida pela mídia esportiva local com muita festa, pois o Galo seria o primeiro clube brasileiro a jogar naquele país. Com estádios sempre lotados, o Atlético apresentou um ótimo futebol contra alguns dos mais fortes times europeus da época, enfrentando também os curtos intervalos (alguns jogos ocorreram em dias seguidos) e, principalmente, o rigoroso inverno da Europa.
Ao fim da jornada, o então presidente da Federação Alemã Peco Bauwens homenageou a delegação atleticano, entregando a taça simbólica de “Campeões do Inverno Europeu” ao Atlético pela bem sucedida empreitada, com tão bom desempenho dentro de campo. Já no Brasil, o título passou a ser chamado de Campeões do Gelo, foi parar na letra do hino de Vicente Motta e até poderíamos dizer que o resto é apenas história, mas, graças à massa, não há um atleticano ou adversário que pise em território alvinegro sem ser relembrado constantemente desse feito.

Os Campeões do Gelo

Goleiros: Kafunga e Mão de Onça
Defensores: Afonso, Juca, Márcio Pulit, Moreno, Oswaldo e Vicente Peres
Meio-campistas: Barbatana, Haroldo, Lauro e Zé do Monte
Atacantes: Alvinho, Lucas, Murilinho, Nívio, Vaguinho, Vavá e Zezinho
Comissão técnica: Ricardo Diez (treinador), Dr. Abdo Borges (médico), Dr. Domingos Dângelo e Sra. Celeste (chefe da delegação e esposa), Francisco Américo (jornalista) e Teodora Breickport (intérprete)
Curiosidade: Ubaldo, titular e um dos destaques do time, não viajou com a delegação à Europa. Naquele período ele estava prestando serviço militar no Exército.

As partidas do escrete alvinegro

Entre os dias 1º de novembro e 7 de dezembro, o Atlético enfrentou dez adversários em dez cidades diferentes da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e França. No total foram 6 vitórias atleticanas, 2 empates e 2 derrotas.
Atlético 4 x 3 Munique 1860 (ALE)
Atlético 4 x 0 Hamburgo (ALE)
Atlético 1 x 3 Werder Bremem (ALE)
Atlético 3 x 1 Schalke 04 (ALE)
Atlético 3 x 0 Rapid Viena (Austria)
Atlético 2 x 0 Saarebrücken (ALE)
Atlético 2 x 1 Anderlecht (BEL)
Atlético 3 x 3 Eintracht Brauschweig (ALE)
Atlético 3 x 3 Seleção de Luxemburgo (LUX)
Atlético 2 x 1 Stade Français (FRA)
Com 24 gols marcados e 18 sofridos, o saldo foi extremamente positivo para o Galo. Os artilheiros da campanha foram Lucas, Nívio e Vaguinho, marcando 6 gols cada.
Na volta para o Brasil, toda a imprensa nacional destacou o grande feito atleticano, com resultados tão positivos em meio a todas as dificuldades sendo reconhecidos como uma conquista histórica para o futebol brasileiro. O Clube Atlético Mineiro foi homenageado também pela CBD, mas o que mais marcou foi a recepção em Belo Horizonte, algo nunca visto até então, com mais de 50 mil pessoas mobilizadas para receber o Galo e seus Campeões do Gelo!
Mundial resgata feito histórico do Atlético nos gramados gelados da Europa55 Bernardo Lacerda Do UOL, em Belo Horizonte 17/12/201306h00 Ouvir texto 0:00 Imprimir Comunicar erro Reprodução/Centro Atleticano de Memória Elenco d... - Veja mais em https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2013/12/17/mundial-resgata-feito-historico-do-atletico-nos-gramados-gelados-da-europa.htm?cmpid=copiaecola

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dr Frederico Pimenta

O  Dr. Frederico Silva Pimenta  é um  médico ortopedista e traumatologista  com atuação de destaque em  Belo Horizonte ,  Nova Lima  e  Beti...