Editoria de Saúde - Revisado: 23 de Dezembro de 2016
É importante que você lembre-se sempre de que, na maioria das vezes, o produtor quer dinheiro no bolso, e acredite, não está nem um pouco preocupado com a saúde de quem consome aquilo que produz...
"Uma mudança cuja intenção seja melhorar a qualidade de vida contempla em primeiro lugar uma radical reforma nos hábitos alimentares..."

Se você se deixar levar pela aparência bonita e brilhante dos alimentos expostos nas gôndolas dos supermercados, acredite, está perdido...
Para compreender o problema dos Agrotóxicos...
Embora seja do conhecimento de todos, a contaminação dos alimentos de origem vegetal, apesar de ser um problema recorrente, parece não preocupar as autoridades que deveriam cuidar da saúde pública. Ocorre que as autoridades encarregadas de coibir os abusos são também os agentes que autorizam o uso indiscriminado dos pesticidas tóxicos.
Da parte do consumidor, ele acredita que a agência que deveria atuar como reguladora do uso desses venenos, cumpre seu papel. E assim acaba levando para casa produtos alimentícios recheados com inseticidas de última geração, ingredientes químicos que silenciosamente irão destruir sua valiosa saúde.
É o que mostram os relatórios que eventualmente, por força de decretos legais, são disponibilizados ao público interessado. E embora saibamos que se tratam de números que não retratam a verdadeira face do mal, ainda assim poderão servir como referência para refletirmos sobre o tamanho e gravidade do problema.
Assim, ficamos sabendo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, analisou, no período de 2011 e 2012, 3.062 amostras de 25 culturas vegetais que deveriam ser permanentemente monitoradas. Destas, 32%, um número 14% acima do levantamento de 2010, estavam "insatisfatórias para o consumo." É claro que o termo "insatisfatório para o consumo" é um eufemismo, uma vez que a expressão correta deveria ser: "Impróprio para qualquer Consumo."
Eis o Resumo do Estudo:
No caso do levantamento da Anvisa, os "organofosforados", substâncias presentes nos Acaricidas, fungicidas, Inseticidas, Bactericidas, Cupinicidas e Formicidas, compostos químicos com potencial para destruir células musculares e comprometer o sistema nervoso, provocando ainda problemas cardiorrespiratórios, estavam presentes em mais da metade das amostras irregulares.
O relatório final do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos destaca que as doenças crônicas não transmissíveis – que têm os agrotóxicos entre seus agentes causadores – são hoje um problema mundial de saúde pública.
Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por aproximadamente 50% do volume global de doenças.
A OMS prevê um aumento de 15%, entre 2016 e 2020, dos óbitos causados por essas doenças. No Brasil, elas já representam a principal causa de óbito, sendo responsáveis por 74% das mortes ocorridas em 2008 (893.900 óbitos).
Para aqueles que não sabem, ou seja, a maioria dos conusumidores, o mercado brasileiro de agrotóxicos é o maior do mundo, com 107 empresas aptas a registrar produtos, e representa 16% do mercado mundial. Somente em 2009 foram vendidas mais de 780 mil toneladas de produtos no país. Além disso, o Brasil também ocupa a sexta posição no ranking mundial de importação de agrotóxicos, sem contar o contrabando de substâncias "piratas" cujo uso é proibido na maioria dos países, até mesmo aqui entre nós.
Eis Outros resultados do levantamento de 2011 a 2012:
Foram encontrados, de acordo com o número de pesticidas usados nas culturas avaliadas, venenos ainda desconhecidos dos próprios técnicos da ANVISA, ou seja, nunca registrados no Brasil. E quando analisadas amostras por distribuidores, ou seja, desde o produtor até o embalador, a coisa fica ainda mais feia. O quadro abaixo destaca o percentual de amostras contaminadas por agrotóxicos de acordo com a cadeia Distribuidor/Produtor.
Índice de contaminação dos Alimentos...
- No Produtor – 36%
- No Distribuidor – 50%
- No Fabricante/Embalador – 13%
- Outros – 1%
Isso significa que, mesmo depois que sai da roça, o produto ainda pode ser contaminado no caminho intermediário até chegar à nossa mesa. Isso quer dizer que, mesmo depois de processados os alimentos in-natura, ainda assim, os resíduos dos venenos permanecem nos respectivos produtos derivados, aqueles manufaturados que são colocados nas gôndolas e prateleiras dos supermercados prontos para o consumo.
Ranking com os Alimentos mais Contaminados
O pimentão, o morango, o pepino, a alface e a abobrinha lideram o ranking dos alimentos mais contaminados por pesticidas segundo levantamento da Anvisa. Veja a tabela abaixo com os valores de 2010 e na próxima página outra tabela com os valores de 2011/2012. Na terceira coluna pode-se ver o percentual de amostras contaminadas encontradas em cada lote examinado.
| Produto | Amostras | ( % ) |
|---|---|---|
| Abacaxi | 122 | 16,4 |
| Alface | 131 | 51,9 |
| Arroz | 148 | 7,4 |
| Batata | 145 | 0,0 |
| Beterraba | 144 | 30,6 |
| Cebola | 131 | 3,1 |
| Cenoura | 141 | 48,9 |
| Couve | 144 | 24,3 |
| Feijão | 153 | 5,2 |
| Laranja | 148 | 10,1 |
| Maçã | 146 | 5,5 |
| Mamão | 148 | 21,6 |
| Manga | 125 | 4,0 |
| Morango | 112 | 51,8 |
| Pepino | 136 | 55,9 |
| Pimentão | 146 | 84,9 |
| Repolho | 127 | 6,3 |
| Tomate | 141 | 14,2 |
Resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de pesticidas não autorizados para as culturas, foram os dois problemas detectados na análise de amostras.
Os agrotóxicos são a segunda causa de intoxicação no país, ficando atrás apenas dos medicamentos.
No caso do pimentão, 84,9% - valores de 2010 - das amostras analisadas apresentaram problemas contaminação. No morango e no pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 48% e 58%, respectivamente.
A alface e a cenoura também apresentaram índices de contaminação elevados. Em 51,9% das amostras de alface e em 48,9% das amostras da cenoura foram encontradas irregularidades.
Já na beterraba, na couve e no mamão as irregularidades foram verificadas entre 20% a 30% das amostras analisadas.
Em 24,3% dos casos, o agrotóxico não era autorizado para uso na cultura analisada. Em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados e, em 1,9% restantes, foram encontradas as duas irregularidades.
Em 2010, apenas 2,1% das amostras analisadas não tiveram qualquer rastreabilidade. Na maioria dos casos (61,2%), foi possível rastrear o alimento até o distribuidor.
Na página seguinte veja a nova tabela com os novos valores de 2011 e 2012.
Sem contaminação:
A batata foi o único alimento analisado sem o registro de contaminação nas amostras. Em 2002, primeiro ano de monitoramento, 22,2% das amostras do alimento apresentavam irregularidades.
Alimentos Contaminados por Agrotóxicos, os Perigos de uma Ameaça Invisível
Editoria de Saúde - Revisado: 23 de Dezembro de 2016
É importante que você lembre-se sempre de que, na maioria das vezes, o produtor quer dinheiro no bolso, e acredite, não está nem um pouco preocupado com a saúde de quem consome aquilo que produz...
"Uma mudança cuja intenção seja melhorar a qualidade de vida contempla em primeiro lugar uma radical reforma nos hábitos alimentares..."

Se você se deixar levar pela aparência bonita e brilhante dos alimentos expostos nas gôndolas dos supermercados, acredite, está perdido...
Mais informações sobre os novos dados levantados entre 2011 e 2012
| Produto | Amostras | ( % ) |
|---|---|---|
| Abacaxi | Não Informado. | 41,0 |
| Abobrinha | 229 | 48,0 |
| Alface | 240 | 47,0 |
| Arroz | Não Informado. | 16,0 |
| Cenoura | Não Informado. | 33,0 |
| Feijão | 245 | 7,3 |
| Laranja | Não Informado. | 28,0 |
| Maçã | Não Informado. | 8,0 |
| Mamão | Não Informado. | 20,0 |
| Milho | Não Informado. | 33,0 |
| Fubá | 208 | 3,0 |
| Morango | 211 | 59,0 |
| Pepino | Não Informado. | 42,0 |
| Pimentão | 213 | 89,0 |
| Tomate | 246 | 16,0 |
| Uva | 229 | 29,0 |
Nessa nova análise, alguns produtos merecem um comentário à parte.
No caso do Pimentão, 89% das amostras, o equivalente a 190 das 213 amostras estudadas, estavam altamente contaminadas com venenos químicos. Destas, 84% eram de pesticidas não autorizados para esse tipo de cultura, enquanto que 20 agrotóxicos diferentes – desconhecidos mesmo pelos fiscais –, também foram detectados, sendo 17 inseticidas e 3 fungicidas.
No morango, das 211 amostras, 119 ou 59% do total estavam contaminadas à níveis absurdos, e foram encontrados 39 inseticidas e fungicidas de uso estritamente proibido, ou mesmo variedades banidas.
Outro caso que merece atenção é a cultura da Abobrinha, onde 110 ou 48% das 229 amostras analisadas estavam encharcadas por 18 tipos de agrotóxicos distintos.
Veja na tabela o resultado desse último censo.Embora as amostras analisadas tenham sido maiores que no levantamento anterior, no quadro, alguns números aparecem como "Não Informados."
Então, Que Cuidados Devemos Ter?
A ingestão cotidiana de agrotóxico, já que todos atuam de forma cumulativa no organismo, está associada ao surgimento, agora já comprovado, de doenças crônicas não transmissíveis, como desregulação endócrina, quadros degenerativos, alergias graves, outras patologias crônicas e Câncer.
Para reduzir o consumo de agrotóxicos em alimentos o consumidor deve optar por produtos com origem identificada, o que aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos com adoção de boas práticas agrícolas, ou então deverão considerar a escolha de produtos de origem Orgânicos.
Além disso, O Que mais podemos Fazer?
Como não temos meios para rastrear a origem daquilo que consumimos, alguns cuidados devem ser tomados. Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras também ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos e eliminação de microorganismos resistentes.
Em primeiro lugar, o alimento NÃO deve ser lavado logo que chega do supermercado. Ocorre que, na temperatura ambiente, o alimento tende a absorver a água da lavagem, já que o líquido está na mesma temperatura. Trata-se de um fenômeno físico chamado Uptake, e isso acaba levando o veneno que estava na superfície ou casca para o interior do vegetal.
A melhor forma é deixá-lo por duas horas na geladeira, acondicionados em recipientes fechados na parte baixa, do mesmo jeito que chegaram do supermercado ou feira, e só depois disso proceder a lavagem em água corrente. Para completar a limpeza, dilua uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água. Deixe de molho, aguarde cerca de 5 minutos, enxágüe e pronto. O Vinagre também pode ser usado para matar o resto dos microorganismos, mas, usando a água sanitária já basta.
Não esqueça de retirar aquelas partes cheias de dobras, onde o veneno se acumula e não dá para lavar. Alimentos com a casca comprometida ou mutilados, deverão ser evitados, uma vez que o veneno já penetrou na parte interna, ou polpa.
As folhas, como alface, deverão ficar de molho na solução acima por 30 minutos. Depois as folhas deverão passar pelo enxágue com água filtrada. Quando as folhas estiverem secas, a alface deve ser guardada em recipiente com tampa, e levada ao refrigerador. Tomates e batatas deverão ficar fora da geladeira para que ocorra a degradação dos pesticidas.
Transformando Alimentos Contaminados em Orgânicos
Você sabia que isso é possível? Pois bem, vejamos como.
Compre na farmácia Tintura de Iodo à 2% e proceda da seguinte forma: "Para cada litro de água misture aproximadamente 5ml da solução. Depois coloque dentro dessa água os legumes que deseja descontaminar."
Deixe em local protegido da Luz por aproximadamente 1 hora. Feito isso, basta enxaguar e está pronto, e você terá em mãos alimentos com jeito de Orgânicos, livres de qualquer tipo de contaminação.
Claro que Não podemos compará-los com os alimentos Orgânicos autênticos, uma vez que os vegetais depois de submetidos aos agrotóxicos perdem a maior parte do seu o potencial nutricional. Sem contar que as bactérias que se transformariam em agentes probióticos em nosso trato digestivo são eliminadas, enquanto que outras mudam geneticamente, se transformando em agentes cancerígenos. Mas, como consolo, pelo menos as toxinas são removidas.
Conclusão...
Entretanto, caso deseje simplificar sua vida, prefira sempre alimentos Orgânicos de procedência conhecida e confiável.
E por que devemos preferir o consumo de vegetais orgânicos?
Entenda porque os Alimentos Orgânicos são Superiores...
Além de conter infinitamente mais nutrientes que os alimentos de cultivo tradicional, como orgânicos, sua cadeia química original se mantém preservada.
Possuem mais nutrientes porque são cultivados em terrenos vivos, onde os minerais e demais fitoquímicos são preservados. Nada disso ocorre no plantio tradicional, onde a terra além de esgotada, é bombardeada com cargas avassaladoras de inseticidas químicos, desfoliadores e agentes de crescimento acelerado que são sabidamente cancerígenos. Isso acaba por provocar a morte sumária da terra, e vegetal cultivado em terra morta é naturalmente desprovido de nutrientes.
Na prática isso quer dizer que, apenas no cultivo Orgânico as bactérias que residem nos alimentos, as mesmas que atuam como probióticos no interior dos intestinos, se mantém vivas. Como foi dito antes, isso não acontece nas formas de cultivo tradicionais.
São essas bactérias benéficas que ajudam no processamento e qualidade da absorção dos nutrientes de todos alimentos que ingerimos. Sem contar que são as responsáveis diretas pela regularidade e saúde do nosso trânsito intestinal, mantendo os órgãos internos limpos, livres das impurezas e toxinas que tendem a se acumular após a ingestão de alimentos industrializados.
E por fim...
O site não se presta a fazer o papel do seu Médico, nem de prescrever medicações de qualquer natureza para qualquer tipo de patologia, mas apenas de servir como fonte de informação para seu esclarecimento.

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