domingo, 30 de março de 2025

Uma Outra Luz



Há dias ofereceram me flores
Uns belos crisântemos sorrindo
A clara Luz matinal uns amores.
Sem dúvida um presente lindo.

Em um pequenino recipiente,
Mas, contendo beleza ímpar,
Que minha alma de repente,
De felicidade se pôs a cantar.

Tais flores recebidas na igreja,
Cujo teto dourado sol fulgia,
Coadjuvando com a luz acesa
Do templo mais que a do sol Alumia.

Fulgurante o Johrei, purificador
Do espírito a abençoada luz divina 
Segundo Meishu Sama, o criador
Da filosofia que originou Doutrina.

Pedro Miguel 
09 de junho de 2011

quarta-feira, 26 de março de 2025

O Pássaro Azul


Há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?

O pássaro azul – Bukowski


Letra & Filosofia
Escrito por Letra & Filosofia

Charles Bukowski =)

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei
que ninguém o veja.

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí, quer acabar
comigo?
quer foder com minha
escrita?
quer arruinar a venda dos meus livros na
Europa?
há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo, sei que você está aí,
então não fique
triste.

depois o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
com nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar, mas eu não
choro, e
você?

segunda-feira, 24 de março de 2025

A LIÇÃO DO FOGO



Alexandre Rangel: Adaptado pelo Guia Trabalhista


"Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo.


Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.


Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.


O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.


Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.


Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.


Aos poucos a chama da brasa solitária diminuiu, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.


Nenhuma palavra havia sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo.


Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor das brasas ardentes em torno dele.


Quando o líder alcançou a porta para partir, o anfitrião disse: - Obrigado por sua visita e pelo belíssimo ensinamento. Estarei voltando às minhas atividades amanhã. Deus o abençoe!"


Autor: RANGEL, Alexandre (Org.). As mais belas parábolas de todos os tempos – Vol. II. Belo Horizonte: Leitura, 2004.


Este texto nos leva a refletir em como desempenho meu papel sendo membro de uma equipe de trabalho, integrante de uma comunidade ou como membro da sociedade. Nem o mais marginalizado e tampouco o mais poderoso dos homens em uma sociedade, consegue se manter "aceso" sozinho. Todos dependem uns dos outros.


Reflexão:


  • Aos membros de um grupo de pessoas, vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho.


  • Aos líderes vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

Atualizado em 04/04/2012

Telefones:
São Paulo:(11) 3957-3197
Rio de Janeiro:(21) 3500-1372
Belo Horizonte:(31) 3956-0442
Curitiba:(41) 3512-5836
Porto Alegre:(51) 3181-0355
Whatsapp:(14) 99824-9869 Fale conosco pelo Whatsapp

Nosso horário de atendimento telefônico/fax é: de segundas às sextas-feiras, das 09:00 às 11:45h e das 13:15 às 17:45h (horário do Sudeste do Brasil).

Em nossa Central de Atendimento ao Cliente você encontrará outras formas de contato.


O escorpião e o sapo

A fábula

Um escorpião pede a um sapo que o leve através de um rio. O sapo tem medo de ser picado durante a viagem, mas o escorpião argumenta que se picar o sapo, o sapo iria afundar e o escorpião iria se afogar. O sapo concorda e começa a carregar o escorpião, mas, no meio do caminho, o escorpião acaba por ferroar o sapo, condenando ambos à morte. Quando perguntado pelo sapo por que havia lhe picado, o escorpião responde que esta é a sua natureza e que nada poderia ser feito para mudar o destino.

Origem

Embora a fábula seja por vezes atribuída a Esopo, não aparece nas obras deste autor e a sua origem parece ser muito mais recente, provavelmente do século XX, embora possa ser inspirada em fábulas da Panchatantra.

Referências

  1. (Takeda 2011): em alemão: Die Moral der Fabel besagt: Manche Menschen handeln von Natur aus mörderisch und selbst-mörderisch zugleich.
  2. Giancarlo Livraghi (março de 2007). «The Scorpion and the Frog». Consultado em 25 de fevereiro de 2020

sábado, 22 de março de 2025

pra meditar

Dona Luzia agradeço o envio deste vídeo . O nosso presidente e nossa primeira dama estão sendo injustiçados por esses pilantras do PT. Mas sempre sonho com um país mais justo e governantes que olham para o bem estar do povo do que o bem estar do próprio bolso.

Talismã


Leandro & Leonardo

Sabe, quanto tempo não te vejo?
Cada vez você distante
Mais eu gosto de você
Por quê?

Sabe, eu pensei que fosse fácil
Esquecer seu jeito frágil
De se dar sem receber
Só você

Só você que me ilumina
Meu pequeno talismã
Como é doce essa rotina
De te amar toda manhã

Nos momentos mais difíceis
Você é o meu divã
Nosso amor não tem segredos
Sabe tudo de nós dois
E joga fora nossos medos

Vai, saudade, diz pra ela
Diz pra ela aparecer
Vai, saudade, vê se troca
A minha solidão por ela
Pra valer o meu viver

Só você que me ilumina
Meu pequeno talismã
Como é doce essa rotina
De te amar toda manhã

Nos momentos mais difíceis
Você é o meu divã
Nosso amor não tem segredos
Sabe tudo de nós dois
E joga fora nossos medos

Vai, saudade, diz pra ela
Diz pra ela aparecer
Vai, saudade, vê se troca
A minha solidão por ela
Pra valer o meu viver

Vai, saudade, diz pra ela
Diz pra ela aparecer
Vai, saudade, vê se troca
A minha solidão por ela
Pra valer o meu viver

sábado, 15 de março de 2025

LUTANDO CONTRA O VENTO

"Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento"