domingo, 28 de agosto de 2022
*AMIZADE-IPÊ*
Trecho do Livro do Padre João Baptista Zecchin: O Ipê e o Amigo
Não há florestas de ipês. Há ipês nas florestas. Um aqui, outro lá Como não há multidão de amigos. Há amigos na multidão. Raros, consistentes, mas poucos.
O ipê marca sua presença na paisagem, como o amigo marca sua presença na memória. O olhar espraia-se na distância e o amarelo esparso prende sua atenção. No espaço vasto da memória os amigos são lembrados com nitidez, em contraste com a multidão dos conhecidos.
No ipê, a flor é frágil e passageira. O tronco é sólido e resistente. O tronco é a alma. A flor é a palavra. No amigo, mais que na palavra é na alma que se apoia o coração que busca. Mais importante que aquilo que diz é aquilo que é.
0 ipê fala pouco. Dá o seu recado e esconde-se no silêncio, para voltar na hora oportuna. Falasse o ano todo, não seria tão expressivo, como o amigo que não é falastrão. Sua palavra é tesouro e não se desperdiça na sonoridade vazia.
0 ipê chama a atenção, mas não se exibe. Cumprida sua tarefa, ele se perde na vegetação que o cerca. Com humildade e discrição
É assim o amigo. Presente na hora exata, não alardeia a amizade que oferece. A amizade é uma sintonia do espírito. Não é um cartaz colado na testa, nem um rótulo fixado no exterior.
O ipê nada pede. Nasce espontâneo e não fica a exigir cuidados.
Como o amigo, que não é interesseiro. Porque amigo que se move em troca de favores não é amigo. O amigo nunca deve e nunca cobra. Ele apenas é. E nisso está sua característica.
É generoso o ipê. Depois que encantou a tantos com o seu colorido, devolve logo suas flores à terra, da qual os recebeu, cobrindo-a de um tapete amarelo e vivo, da mesma cor da coroa de ouro com que a natureza o enriqueceu.
sábado, 13 de agosto de 2022
Sentido da Vida
Desde que o homem existe, esta pergunta o ronda e as respostas são diversas. “Encontrar a si mesmo naquilo que se faz e conseguir se reconhecer – ou conhecer-se de novo nisso”. Essa é a definição de ter um propósito na vida dada pelo filósofo e professor Mario Sergio Cortella, autor de vários livros, entre eles Por Que Fazemos o Que Fazemos? – Aflições Vitais sobre Trabalho, Carreira e Realização.
Uma pesquisa feita por uma revista britânica de psicologia sobre o significado da vida para as pessoas traz dados interessantes: “aproveitar a vida enquanto puder” é o que pensam 17% dos pesquisados; “a vida simplesmente não tem sentido” foi a resposta de 11%; e “a vida é simplesmente um mistério” foi destacada por um pequeno grupo de 2%. “Amar, ajudar e prestar serviços aos demais” foi a resposta da maioria.
A revista Veja publicou, em setembro de 1999, o resultado de uma pesquisa americana, na qual se perguntava: “Se você estivesse na presença de Deus e pudesse lhe fazer apenas uma pergunta, o que indagaria?”. Quarenta e seis por cento dos entrevistados responderam que perguntariam qual o sentido da vida.
Para muitos de nós, o sentido da vida é algo distante. Muitos ainda não sabem porque vivem, ainda não encontraram um significado para sua existência. As consequências disso podem ser sentimento de vazio, insatisfação, infelicidade e impressão de estar perdido.
No geral, quando as pessoas estão felizes, dificilmente questionam o sentido da vida. Nestes momentos, a vida se justifica para a maioria. A razão da vida costuma ser questionada em momentos nos quais a existência parece não fazer sentido. Indaga-se seu propósito quando se está sofrendo, quando se está sob uma dor intensa, seja esta do corpo ou da alma. Quando se vivencia medo, solidão, depressão, tragédias ou perdas, certamente cresce em nós esta questão: qual sentido a vida tem?
Podemos observar que, na maioria das vezes, o que leva os seres humanos a questionar o sentido da vida não é a vida em si, é exatamente a parte da vida que se deixou de ter, a sensação do vazio, a sensação de que em um minuto tudo pode ser diferente, a impotência que sentimos em determinadas situações. Quando a vida não está acontecendo da forma idealizada, surge o sofrimento.
No livro “Em busca de sentido”, o autor Viktor Frankl relata: “Precisamos aprender que nunca e jamais importa o que nós ainda temos a esperar da vida, mas sim exclusivamente o que a vida espera de nós”. Dentro deste pensamento, nossa compreensão pode ser ampliada: cada um é único e singular, nenhum ser humano pode ser comparado com outro e nem pode ser substituído no processo, que é próprio de cada um.
Muitas vezes algumas coisas consideradas simples bastam: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia e amor que promove para que a vida faça sentido.
Em outros momentos, isso não é suficiente, pois culturalmente o sentido da vida está associado a harmonia e felicidade e, sem o sentir deles, a vida acaba perdendo o sentido para alguns. O propósito da vida passa, então, a ser preencher o desejo de felicidade. Cria-se uma expectativa e, quando a felicidade falha, a existência torna-se uma lamentável experiência, um grande sofrimento.
Então, qual o sentido da vida? Provavelmente não teremos uma resposta que satisfaça a todos. O que importa não é o sentido da vida de um modo geral, mas sim o sentido específico da vida de uma pessoa, em determinado momento de sua existência. Cada um tem sua vocação, sua missão pessoal, para a qual precisa executar tarefas específicas. E é neste ponto que a pessoa não pode ser substituída, somente ela pode realizá-la.
Buscar caminhos que façam sentido para nós é uma maneira de vivermos plenamente. O desafio é saber escolhe-los, e trilhá-los com o coração.
Eixo Comunicação CVV
Análise das toxinas
A doutrina, ou seja, o conjunto de princípios que são a base filosófica da Igreja Messiânica Mundial, foi escrita por Meishu-Sama, por inspiração divina, no estado de estreita união com Deus, e por isto ele as denominou “Escrituras Divinas”.
Em sua atuação diária, assim como em seus escritos, também conhecidos como Ensinamentos, Meishu-Sama deu grande valor ao espírito da palavra e enfatizou sua grande influência sobre o destino das pessoas.
Assim, reconhecendo o espírito da palavra como importante veículo da transmissão da Vontade Divina, de maneira acessível ao maior número de pessoas, Meishu-Sama dedicou-se intensamente ao trabalho de traduzir em textos toda a compreensão, que lhe foi concedida por Deus, sobre as Leis Divinas, o Mundo Espiritual, o Plano de Deus, As Leis da Natureza e a Missão do Homem.
A coletânea Alicerce do Paraíso, composta por cinco volumes, reúne os ensinamentos básicos da fé messiânica. Meishu-Sama recomendou a leitura diligente das Escrituras Divinas, como prática fundamental para a elevação da espiritualidade, o fortalecimento da fé e a contínua conquista da sabedoria, essenciais ao alcance e manutenção da felicidade. Segundo suas palavras, ler os Escritos Divinos é receber Johrei através das letras.
A coletânea Alicerce do Paraíso e outras publicações podem ser encontradas na Loja da Fundação Mokiti Okada.
