segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Mensagem do Papa Francisco aos jovens: a JMJ é para os corajosos!


“Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus (Lc 1, 30).” Este é o tema da mensagem do Papa Francisco em preparação à XXXIII Jornada Mundial da Juventude, celebrada em nível diocesano no Domingo de Ramos (25 de março).

A mensagem do Pontífice foi divulgada esta quinta-feira (22/02). Trata-se da segunda mensagem que o Papa dirige aos jovens durante o caminho de preparação da JMJ do Panamá, que se realizará em janeiro de 2019.
Francisco escolheu Nossa Senhora para acompanhar a juventude católica nesta peregrinação espiritual.
No texto, Francisco afirma que a JMJ é para os corajosos, “não para jovens que procuram apenas a comodidade, recuando à vista das dificuldades. Aceitam o desafio?”.

Como em outras edições, o Pontífice utiliza a linguagem juvenil, falando de “likes”, “photoshop” e “smartphone”.

“Não deixem, queridos jovens, que os fulgores da juventude se apaguem na escuridão duma sala fechada, onde a única janela para olhar o mundo seja a do computador e do smartphone. Abri de par em par as portas de sua vida! Que seus espaços e tempos sejam habitados por pessoas concretas, relações profundas, que deem a possibilidade de compartilhar experiências autênticas e reais em seu dia-a-dia”, escreve o Papa.

A mensagem do ano passado era centralizada nas palavras do Magnificat, enquanto no próximo ano a atenção será à resposta de Maria ao anjo.

Segundo o responsável pelo Setor Juventude do Dicastério dos Leigos, Família e Vida, Pe. João Chagas, esta “trilogia mariana” é expressão do desejo de Francisco de oferecer aos jovens de todo o mundo uma visão teologal da própria existência, fazendo memória do passado, tendo coragem no presente e esperança no futuro. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

PALESTRAS ENSINAMENTOS E EXPERIÊNCIAS DE FÉ DE JANEIRO E FEVEREIRO 2018

Culto de ano novo e de comemoração da fundação da IMM
07 de janeiro de 2018
Solo Sagrado de Guarapiranga

Bom-dia!
Feliz ano novo!
Os senhores passaram bem as festas? Cuidaram bem de seus familiares? Estão com as esperanças e energias renovadas para 2018?
Hoje, estamos recebendo 11 messiânicos vindos do exterior, representando Moçambique, Espanha, Itália, Portugal e Peru. Sejam bem-vindos ao Solo Sagrado!
Primeiramente, agradeço a Deus a permissão de iniciarmos o novo ano envoltos por Sua Luz e guiados pelo Messias Meishu-Sama. Quero agradecer também a todos os senhores o amor e o empenho com os quais desenvolveram suas dedicações na Obra Divina ao longo de 2017. Muito obrigado e parabéns a todos!
O Culto de ano novo é muito especial, pois nos colocamos diante de Deus e Meishu-Sama com o coração repleto de gratidão e esperanças, comunicamos nossos propósitos para o novo ano e rogamos a proteção, a sabedoria e as bênçãos Divinas para que a vontade de Deus se concretize em nossas vidas.
Hoje, estamos celebrando também o Culto de Comemoração da Fundação da Igreja. No dia 1º de janeiro de 1935, obedecendo à Vontade Divina, Meishu-Sama fundou a Dai Nippon Kannon Kai, que foi a associação religiosa que deu origem à Igreja Messiânica Mundial.
Neste significativo dia em que comemoramos o aniversário de 83 anos da nossa Igreja, é muito importante nos lembrarmos que Meishu-Sama a instituiu com o objetivo de concretizar o Mundo Ideal, repleto de Luz, saúde, prosperidade e paz.
Conscientes de que estamos envolvidos pela Luz de Deus e que Deus está vivo dentro de tudo e de todos, regendo cada instante da nossa vida, vamos renovar o nosso compromisso de servir e dar continuidade à Sua Obra unidos a Meishu-Sama?!
Eu gostaria de começar o ano, lendo para os senhores a mensagem de ano-novo do nosso Líder Espiritual.
Mensagem de ano novo de Kyoshu-Sama
Envolto no amor e graça de Deus, a Ele agradeço por estarmos iniciando esse glorioso ano como humildes servidores de Deus, que realiza o trabalho de Criação incessantemente. Com fé e esperança em Deus, e junto a todos e a tudo, eu gostaria de externar a Deus e a Meishu-Sama meus mais sinceros votos de um feliz ano novo.
Feliz ano novo!
Com profundo respeito e temor a Deus, eu digo que Deus vive dentro de nós.
A Consciência de Deus é a fonte de todas as consciências; Meishu-Sama a denominou “Consciência Universal”. A Vontade Divina impregnada na Consciência Universal é de que Deus conceba Seus próprios filhos. Com esse propósito, Deus preparou o Paraíso antes de iniciar o Seu trabalho de Criação do mundo visível. Nesse Paraíso, Deus concebeu os espíritos de todas as coisas, assim como os espíritos dos seres humanos, destinados a se tornarem filhos de Deus. A cada um desses espíritos humanos foi dado o nome Messias, e foi através dos espíritos de Messias que Deus criou tudo o que existe no Universo.
Portanto, todas as coisas do Universo e todos nós, seres humanos, somos um só, unidos sob o nome Messias. Nós estávamos ligados a todas as coisas antes da Criação do Universo e estamos unos a elas neste exato momento.
Todas as coisas do Universo, incluindo nossas faculdades mentais e sensoriais e todas a células de nosso corpo, servem, escutam e seguem obedientemente a Vontade Divina para que nos tornemos filhos de Deus. Sem todas as coisas do Universo nós não podemos nos tornar filhos de Deus. O propósito da Criação de Deus é fazer com que nos tornemos filhos de Deus.
Com o início deste Ano Novo, eu gostaria de me entregar inteiramente, de corpo e alma, a Deus, reconhecendo que Ele utiliza todas as coisas do Universo, incluindo eu mesmo, como uma só unidade, e que a Vontade Divina se estende a todas as coisas, incluindo eu próprio.
Deus é eterno e está vivo. Ele vive e trabalha dentro de nós e dentro de todas as coisas. À medida que envelhecemos, nosso corpo gradualmente enfraquece e eventualmente perece. Porém, o nosso verdadeiro corpo não é o corpo físico que está destinado a morrer. A cada um de nós foi concedido um “corpo espiritual”, que é a alma, a vida e a consciência de Deus. Dentro de nós existe a alma de Deus – um glorioso corpo espiritual que está vivo em nosso interior.
Esse corpo espiritual que cada um de nós possui é o nosso verdadeiro corpo, nossa verdadeira individualidade e nosso verdadeiro “eu”. Até hoje, nós só viemos valorizando o “eu” da nossa individualidade física. Eu acredito que viemos ignorando e desrespeitando o nosso verdadeiro “eu” – o “eu” de Deus que existe em nosso interior. O “eu” da nossa individualidade física precisa retornar ao Paraíso e se tornar uno ao “eu” de Deus. O “eu” da nossa personalidade física um dia perecerá. Porém, se ele se fundir ao “eu” do Deus vivo e eterno, seremos capazes de nos unir à eternidade e nascer de novo como verdadeiros filhos de Deus.
Meishu-Sama conseguiu fazer isso. Ele conseguiu se tornar uno ao “eu” de Deus e nascer de novo como Seu verdadeiro filho, um Messias. Como fiéis de Meishu-Sama, precisamos seguir seus passos e nos tornar unos ao “eu” de Deus que existe em nosso interior. É por isso que precisamos acreditar no nome Messias – é através desse nome sagrado que Deus nos perdoa, salva e nos acolhe em Seu Paraíso. É através desse nome sagrado que Deus nos cria e educa para que obtenhamos a vida eterna.
“Salvação” significa acreditar no perdão de Deus e encontrar nosso verdadeiro “eu” – o nosso verdadeiro Pai que está no Paraíso. “Construir o Paraíso Terrestre” significa, para nós que vivemos na Terra, nos esforçar conscientemente para retornar ao Paraíso em nome do Messias, nos tornar unos a Deus e construir o Paraíso de Deus em nosso interior. Anunciar essa verdade para o maior número possível de pessoas é a forma de podermos participar da “salvação da humanidade”, ensinada por Meishu-Sama.
Em um de seus salmos, Meishu-Sama escreveu:
Que alegria!A Luz de Deus agora brilha gloriosamente!As trevas de todo o mundoDesapareceram por completo!
A Luz de Deus já brilhou em tudo e alcançou a parte mais profunda e sombria do coração de cada um de nós.
Essa Luz tem o poder de perdoar e salvar. Nós temos a tendência de pensar que o perdão de Deus é dirigido somente à nossa natureza má. No entanto, a Luz da salvação de Deus brilha tanto nas coisas que consideramos boas como naquelas que consideramos más, ao mesmo tempo. Os olhos de Deus acompanham tudo o que fazemos e pensamos. Deus nos vigia, não para julgar se somos bons ou maus, mas sim para acolher tudo em seu Paraíso e trazer a salvação a todos.
Não precisamos esconder nada de Deus. Independentemente do que os senhores pensarem, sejam pensamentos positivos ou negativos, e do que fizerem, sejam boas ou más ações, falem para Deus: “Eu Lhe agradeço por Seus olhos acompanharem tudo o que eu faço e penso! Em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, eu me entrego inteiramente, de corpo e alma, ao Senhor, como uma pessoa que já foi perdoada e salva. Por favor, me utilize conforme a Sua vontade!”
É precisamente nos momentos em que nos deparamos com situações ou pessoas difíceis que Deus está tentando se comunicar conosco. Através de nossas dificuldades diárias, Deus quer que percebamos que nosso julgamento e ponto de vista a respeito de uma situação ou de uma pessoa são limitados e egocêntricos. Portanto, antes de julgar qualquer coisa devemos conversar com Deus e dizer: “Do meu ponto de vista, eu acho que essa situação ou pessoa parecem ser assim e assim. Mas Deus, como o Senhor vê isso? Eu quero servir ao Senhor e não a mim mesmo. Portanto, por favor utilize os meus olhos como Seus, meus ouvidos como Seus, meus pensamentos como Seus, e me ensine a julgar conforme o Seu verdadeiro julgamento”. Deus está vivo dentro de nós a todo instante, se comunicando conosco e ouvindo as palavras que dirigimos a Ele.
Deus é o nosso verdadeiro Pai. Ele sempre nos apoia sem jamais falhar. Por muito tempo nós, a humanidade, ignoramos esse Deus verdadeiro. Isso mesmo. Pensávamos e falávamos: “nós conhecemos Deus”, “nós acreditamos em Deus” e “nós servimos a Deus”, mas eu sinto que viemos criando uma imagem de Deus que era conveniente para nós.
Tudo pertence a Deus. No entanto, será que não furtamos de Deus coisas como “gratidão”, “amor” e “boas ações” e forçamos nós mesmos ou outras pessoas a “agradecer aos outros”, “amar o próximo” e “praticar boas ações”? Será que não furtamos de Deus expressões como “Paraíso Terrestre” e “salvação” e as viemos usando para expressar nossos próprios pensamentos, ao invés dos pensamentos de Deus? Será que não furtamos de Deus todas essas coisas que pertencem a Deus e, de acordo com a nossa conveniência, as utilizamos como se fossem nossas, para promover e comunicar nossa própria vontade e objetivo, ao invés da Vontade e Objetivo de Deus?
Apesar disso, Deus não quer condenar-nos por termos furtado coisas que pertencem a Ele. Ele está nos dizendo que nos perdoou por tudo o que fizemos, estamos fazendo e pelo que faremos. Portanto, em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, vamos nos arrepender e desejar sinceramente encontrar o verdadeiro Deus, cujo amor não tem limites.
Como eu sempre digo, a Vontade e Objetivo de Deus são um só: fazer com que nasçamos de novo como Seus filhos, como Seus Messias. Esta é a missão de Deus. Isso quer dizer que esta é a nossa missão também. Não tenham dúvidas quanto a isso. Sempre falamos que “nossa missão é construir um Paraíso na Terra”. Porém, como pode a Terra se tornar um Paraíso se nos esquecemos da missão de Deus? Como poderá qualquer pessoa alcançar a verdadeira felicidade sem se tornar ciente de sua verdadeira missão de se tornar um filho de Deus, um Messias?
Na verdade, nós, a humanidade, nos esquecemos da missão determinada por Deus. No entanto, Meishu-Sama, através de sua vida dirigida por Deus, nos ensinou que nossa missão é nos tornar filhos de Deus. Foi por isso que Meishu-Sama declarou, um ano antes de falecer, que ele havia nascido de novo como um Messias. Não seria esse o ensinamento mais importante que Meishu-Sama nos deixou? Será que não é isso que precisamos objetivar se nos consideramos fiéis de Meishu-Sama?
Quão felizes somos nós que tomamos conhecimento da missão de Deus através de Meishu-Sama! Conhecer o nosso verdadeiro Deus, o nosso verdadeiro Pai, e saber que podemos ser Seus filhos – se isso não é a salvação, o que seria então? Nós estávamos perdidos e havíamos esquecido quem éramos e aonde estávamos indo. Porém, Meishu-Sama veio a este mundo com a Luz de Deus e iluminou o caminho que precisamos seguir – o caminho do renascimento como filho de Deus.
Em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, vamos despertar para a missão de Deus! Vamos retornar ao Paraíso como pessoas que foram perdoadas e salvas! E vamos servir na nova obra de Deus!
Deus está agora renovando todas as coisas e fazendo com que nasçamos de novo como Seus filhos. Eu, junto a todas as coisas, todos os ancestrais, todos os senhores e todos aqueles que ainda nascerão na Terra, gostaria de oferecer meu mais sincero louvor a Deus, que governa, sustenta e alcança tudo.
Que Deus e o nome Messias sejam louvados para todo o sempre.
Esta foi a mensagem do nosso Líder Espiritual.
Kyoshu-Sama, muito obrigado!
As orientações de Kyoshu-Sama sempre me fazem refletir sobre o quanto é importante eu reconhecer a existência de Deus e seguir os passos de Meishu-Sama com determinação, sem vacilar.
Meishu-Sama nos ensinou que o homem depende do seu pensamento.
Em outras palavras, podemos dizer que a vida de cada pessoa é profundamente influenciada pela maneira como ela pensa. No pensamento do ser humano se encontra a possibilidade de transformar o seu destino, pois o sonen precede todas as nossas ações.
Nos últimos dias do ano de 2017, foi divulgado um levantamento das palavras mais utilizadas nas mídias sociais ao longo do ano. Eu fiquei muito surpreso e feliz, pois a palavra “gratidão” foi a segunda mais utilizada, perdendo somente para a palavra “amor”!
No ensinamento de hoje, Meishu-Sama nos ensina que “gratidão gera gratidão”, que “o coração agradecido comunica-se com Deus” e que “quem vive agradecendo torna-se feliz”.
Meishu-Sama afirmou que se sentia a pessoa mais feliz do mundo e que sua gratidão a Deus era constante.
Eu sei que, muitas vezes, é difícil conseguir agradecer diante de certas situações. Porém, quando realmente compreendemos que tais circunstâncias fazem parte de um processo de purificação, ganhamos força para começar a agradecer por elas, não é?
Como ouvimos há pouco, nas palavras de Kyoshu-Sama, “é precisamente nos momentos em que nos deparamos com situações ou pessoas difíceis que Deus está tentando se comunicar conosco”.
As situações difíceis, ou seja, as purificações, geralmente nos causam incômodo. Mas os incômodos são muito importantes porque eles nos tiram do comodismo. Eles nos obrigam a buscar a ajuda, a sabedoria e a vontade de Deus. Em outras palavras, nessas ocasiões, ficamos mais dispostos a procurar Deus, a abrir o nosso coração para Ele e a ouvir a Sua voz.
Portanto, com esta consciência, acredito que 2018 será um ano no qual poderemos vivenciar grandes mudanças a nível pessoal e coletivo, tudo depende do nosso sonen e do nosso empenho.
Sendo assim, gostaria de iniciar este ano alinhando o nosso sonen com Deus e Meishu-Sama e, com espírito renovado, dedicar com os senhores nessa maravilhosa obra Divina.
Desejo a todos, um bom regresso ao lar e que, junto de seus familiares, os senhores desfrutem de muita saúde, prosperidade e paz.
Muito obrigado!

Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga
4 de fevereiro de 2018

Bom-dia a todos! Os senhores estão passando bem? Estão felizes?
Em primeiro lugar, quero expressar minha mais sincera gratidão a Deus e a Meishu-Sama pela permissão de juntos dedicarmos em Sua maravilhosa Obra, e de celebrar este culto mensal com os senhores.
Hoje, estamos recebendo 7 messiânicos do exterior, representando Angola, Moçambique e Portugal. Sejam bem-vindos ao Solo Sagrado!
Na próxima semana, começa o carnaval, não é? Já estão preparados?
O ano de 2017, realmente, foi muito intenso.
Eu não sei os senhores, mas a sensação que eu tive é que, logo após ter celebrado o culto de ano-novo, já estávamos no final do ano, celebrando o Culto do Natalício de Meishu-Sama.
Foi tudo muito rápido, não foi?
Realmente, nesse ano que passou, aconteceram muitos fatos marcantes que mexeram conosco, purificações individuais e coletivas.
Tivemos momentos que nos trouxeram alegria e ânimo e outros que nos trouxeram tristeza e até desânimo…
Na verdade, mesmo entrando em 2018, continuamos vivendo momentos de muita agitação e inquietações.
A todo tempo surgem situações que nos incomodam que nos tiram a paz.
Me parece que, de uma forma ou de outra, estamos sendo obrigados a rever nossos valores e a mudar os pensamentos e atitudes que se baseiam no egoísmo e no materialismo.
Então, eu fico pensando: o que será que está provocando toda essa agitação no mundo e no interior dos seres humanos? Por que será que isso acontece?
A tendência humana é pensar que são os acontecimentos, as pessoas e suas atitudes que estão provocando toda essa agitação. Isto não deixa de ser verdade.
Não posso negar que os pensamentos, palavras e ações humanas realmente têm relação com toda essa agitação em nosso interior.
Mas fico me perguntando: quem será que está por trás de tudo isso?
Quando me faço essas perguntas, lembro-me de Meishu-Sama.
Ele sofreu muito até compreender que, na verdade, Deus estava vivo dentro de si e que era Ele quem o movia livremente, conforme a Sua vontade.
Depois que reconheceu esta verdade, Meishu-Sama tornou-se a pessoa mais feliz do mundo.
Portanto, se reconhecermos que Deus é a nossa própria vida e que é Ele quem nos guia o tempo todo, assim como Meishu-Sama, acredito que também sentiremos uma profunda sensação de paz e segurança, e conseguiremos cumprir nossa missão.
Foi isso que ouvimos há pouco no relato da senhora Sílvia, não foi?
Ela nos contou que tinha uma vida aparentemente perfeita: uma família maravilhosa, sucesso profissional, saúde e tranquilidade financeira.
Mesmo assim, ela não conseguia se sentir verdadeiramente feliz e sentia uma enorme angústia e vazio.
Por fim, ela sentiu a necessidade de buscar Deus de uma maneira mais intensa, colocando o espírito na frente da matéria.
A partir de então, através das dedicações, sua vida começou a mudar.
Eu fiquei profundamente emocionado quando, ao final do seu relato, ela afirmou:
“Entendi que é Deus que está no comando de tudo. Quando confiei a Ele o controle da minha vida e passei a me empenhar para fazer outras pessoas felizes, meu destino se transformou e pude alcançar a verdadeira felicidade!”
Parabéns, Sílvia, por ter confiado o controle da sua vida nas mãos de Deus! Muito obrigado por compartilhar conosco sua experiência.
Realmente, aprendemos com Meishu-Sama uma nova maneira de viver, compreendendo que tudo o que acontece em nossa vida tem uma razão e que, no fundo, é Deus quem está utilizando esses acontecimentos para promover o nosso crescimento e a concretização do Seu plano.
É importante nos conscientizar que estamos sendo preparados por Deus para viver a Era do Dia.
Como seguidores de Meishu-Sama, eu gostaria de, juntamente com os senhores, transformar 2018 num ano messiânico.
Os senhores querem que 2018 seja um ano messiânico?
Ótimo, entendi! Mas o que é um “ano messiânico”? Os senhores sabem o que é preciso fazer para 2018 se tornar, de fato, um ano messiânico?
Eu acredito que o primeiro passo é compreendermos que esta é uma tarefa que abrange o pensamento, as palavras e as ações de todos nós.
Meishu-Sama nos ensina que tudo começa pelo espírito, pelo pensamento.
Os senhores se lembram do ensinamento do Culto de Ano-novo? “O homem depende de seu pensamento”, não foi?
Portanto, em primeiro lugar, precisamos determinar no nosso pensamento que queremos tornar 2018 num ano messiânico.
Outro ponto muito importante que Meishu-Sama nos ensina é que:
“Gratidão gera gratidão” e que “Quem vive agradecendo torna-se feliz”.
Então, como cuidaremos das nossas palavras e ações para que elas estejam de acordo com esta grande verdade?
Por exemplo: lamúria e conformismo são atitudes que não combinam com o pensamento messiânico.
Diante de uma dificuldade, o messiânico não entrega os pontos, não desiste, não fica sentado chorando, se lamentando.
Ele agradece a oportunidade de crescer através dos obstáculos; busca em Deus e Meishu-Sama força, coragem e sabedoria para superá-los; dedica e se esforça para evoluir e se tornar um elemento cada vez mais útil à Obra Divina.
Meishu-Sama foi o primeiro messiânico e, através do próprio exemplo, nos mostrou o que precisamos fazer para cultivar a felicidade e transformar o nosso destino.
Ele nos ensinou que Deus desenvolve Sua obra a partir de pequenos modelos e que uma única pessoa pode servir como modelo de milhões de outras.
Se o ser humano conseguisse compreender o quanto cada pessoa é importante para Deus, como seria sua maneira de pensar e de agir?
Nesse sentido, o pensamento, as palavras e as ações de um messiânico podem levar felicidade a uma ou a um incontável número de pessoas, influenciando, assim, na transformação do mundo.
Meishu-Sama ensinou: “lendo os meus Ensinamentos, em algum lugar, encontrarão a resposta; portanto, se discernirem baseados neles, não terão nenhuma dificuldade”.
Assim, os messiânicos precisam estar preparados para analisar as situações e tomar suas decisões baseando-se nos ensinamentos de Meishu-Sama!
Como eu desejo transformar 2018 em um ano messiânico, venho fazendo minhas reflexões através da leitura dos ensinamentos.
Outro dia, eu li o ensinamento “Subjetivismo e objetivismo”. Sabem como eu li o ensinamento?
“Marco, meu querido, não seja ‘cabeça dura’, teimoso… Aquele que sustenta inflexivelmente as próprias opiniões, julga o próximo baseando-se nelas. É necessário que o homem aprenda a se analisar objetivamente, crie em si uma ‘segunda pessoa’ que o veja e critique. Tal prática lhe evitará muitos problemas.”
Depois que li esse ensinamento, iniciei uma prática para criar o meu “segundo eu”. Sabem como eu faço?
Todos os dias, logo de manhã, vou lavar o rosto e olho o espelho. Adivinhem quem está lá, me olhando? O meu segundo eu!
Sabem o que ele fala para mim? “Marco, bom dia! Cadê o sorriso?” Então, eu dou um sorriso, e ele diz: “Ah! Melhorou!” Em seguida, ele continua: “Olha, não se esqueça de agradecer a todas as pessoas”; “Agradeça todas as situações….”; “Seja paciente!” “Não esqueça de receber Johrei…”
Eu não sei, mas tenho a impressão de que o meu “segundo eu” me conhece mais do que eu imaginava! E fala exatamente o que eu preciso ouvir, mesmo que eu não queira.
Realmente, criar dentro de si essa “segunda pessoa” que nos observa à luz dos ensinamentos é muito importante.
Acredito que outro ponto fundamental para transformar 2018 num ano messiânico é a prática do Johrei.
Nós messiânicos recebemos a permissão de Meishu-Sama de ministrarmos Johrei, mas muitas vezes, na correria do dia a dia, acabamos negligenciando sua prática.
O Johrei é a pratica essencial do messiânico como caminho para conduzir as pessoas à salvação e à felicidade.
Nesse sentido, com o desejo firme de transformarmos 2018 em um ano messiânico, juntos vamos nos empenhar em transmitir o amor e a Luz do Supremo Deus, que ilumina o mundo e as pessoas, por meio do sagrado ato do Johrei.
Que tenhamos a plena certeza de que essa Luz também está iluminando o nosso dia a dia, nos abençoando e protegendo, tanto nos momentos agradáveis como nos desagradáveis.
Então, antes de encerrar, deixe-me confirmar uma coisa.
Os senhores me ajudem, por favor: 2018 será…
Vou dar uma dica: 2018 será um ano messiânico!
Graças a Deus e Meishu-Sama! Isso mesmo! Um ano messiânico!
Assim, com essa firme decisão, em nome do Messias que é uno a Meishu-Sama, vamos servir a Deus com muita alegria e gratidão, desejando que a Sua Luz se manifeste em nosso sonen, palavras e ações!
Um bom carnaval de muita paz e alegria!
Muito obrigado e boa dedicação a todos!
Um feliz ano messiânico!

O homem depende de seu pensamento

Igreja Messiânica Mundial do Brasil - Janeiro, 2018
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É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece porque o coração agradecido comunica-se com Deus, e o queixoso relaciona-se com Satanás. Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha para a infelicidade.
A frase “Alegrem-se que virão coisas alegres”, expressa uma grande verdade.
Por Meishu-Sama em 3 de setembro de 1949 – Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol. 4

Camadas do Mundo Espiritual

Igreja Messiânica Mundial do Brasil - Fevereiro, 2018
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Já expliquei que o Mundo Espiritual está constituído dos planos Superior, Intermediário e Inferior, mas explicarei agora a estreita relação entre eles e o destino do homem.
Cada um desses planos se subdivide em sessenta camadas, de modo que, no total, são cento e oitenta camadas. Eu as chamo de Camadas do Mundo Espiritual.
O homem nasce no Mundo Material por desígnio de Deus. Creio que, nesse sentido, o elemento “mei” (desígnio), que aparece em “seimei” (vida), tem a mesma significação que o “mei” de “meirei” (ordem).
Eis uma pergunta que todos fazem: por que razão o homem nasce? Enquanto não compreender isso, o homem não poderá ter comportamento correto nem verdadeira tranqüilidade, estando sujeito a levar uma vida vazia e ociosa.
O objetivo de Deus é fazer da Terra um mundo ideal, ou melhor, construir o Paraíso Terrestre. No desenvolvimento do Seu plano, há uma grandiosidade que não pode ser expressa com palavras, pois o progresso da cultura não tem limite. Assim, todos os acontecimentos da História Mundial, até hoje, não passaram de operações básicas para concretizar o objetivo de Deus. Este, concedendo diferentes missões e características a cada pessoa e alternando a vida e a morte, está fazendo evoluir Seu plano em direção ao objetivo estabelecido. Portanto, concluímos que o bem e o mal, a guerra e a paz, a destruição e a construção são processos necessários à evolução.
Como já expliquei minuciosamente, estamos atravessando a fase de transição da Noite para o Dia. O mundo, atualmente, está prestes a dar um grande salto para a Nova Era, e a humanidade, libertando-se da selvageria, está procurando alcançar o mais alto nível da cultura. Aí, a guerra, a doença e a pobreza terão fim. É claro que o aparecimento do Johrei é o prenúncio disso e constitui mesmo um fator essencial.
Para o cumprimento de Seu plano, Deus emite ordens ao homem constantemente, através de algo que é como a semente de cada indivíduo numa das camadas do Mundo Espiritual. Dei-lhe o nome de YUKON. A ordem é primeiramente baixada ao YUKON, e este, através do elo espiritual, a transmite à alma, núcleo do corpo espiritual do homem. Entretanto, é dificílimo o homem comum conseguir perceber a ordem Divina; somente aqueles cujo corpo espiritual foi purificado até certo ponto é que o conseguem. Essa percepção é dificultada não só pela grande quantidade de máculas, mas também pela ação de Satanás, que se aproveita dessas máculas. Uma prova disso é que, às vezes, as coisas não correm como o homem deseja, e o seu destino toma um rumo que ele jamais imaginaria.
Existem, também, pessoas que se sentem sempre governadas por uma força estranha e não conseguem mudar seu destino. É que, de acordo com a posição do YUKON no Mundo Espiritual, há diferença na missão e também no destino. Isto é, quanto mais alta for a camada em que estiver o YUKON de uma pessoa, melhor ela perceberá as ordens Divinas e mais feliz será. Ao contrário, quanto mais baixo ele estiver, mais infeliz a pessoa. As camadas superiores correspondem ao Céu: mundo de alegria, saúde, paz e riqueza material; em contraposição, as camadas mais baixas correspondem ao Inferno: mundo de sofrimento, doença, conflito e pobreza. Assim, para ser verdadeiramente feliz, o homem deve, antes de mais nada, elevar a posição do seu YUKON.
E como é que ele pode conseguir isso? Purificando seu corpo espiritual. Este está sempre se elevando ou baixando, dependendo da quantidade de máculas; o espírito purificado se eleva, por ser leve, e o espírito maculado desce, pelo peso das máculas. Portanto, para purificar seu espírito, o homem deve praticar boas ações e acumular virtudes.
Por Meishu-Sama em 5 de fevereiro de 1947 – Extraído do livro Alicerce do Paraíso, vol. 3.

Culto do Natalício de Meishu-Sama
Solo Sagrado de Guarapiranga
23 de dezembro de 2016

Bom-dia a todos!
Meu nome é Sérgio Aparecido Gomes, tenho 28 anos de idade e sou membro da Igreja Messiânica há seis meses.
Hoje gostaria de relatar a profunda transformação ocorrida em minha vida após conhecer os ensinamentos de Meishu-Sama e o sagrado Johrei.
Durante praticamente toda a minha vida, convivi com os três males: doença, pobreza e conflito.
Após sofrer um acidente de trabalho, meu pai ficou impossibilitado de trabalhar. Desde então, as despesas da casa ficaram sob minha responsabilidade e de minha mãe. Contudo, como nossa renda era insuficiente, passamos a ter dificuldades financeiras.
Meu pai também tinha problemas com a bebida, o que agravou ainda mais nossos problemas.
Essa situação me causava grande revolta e, por muito tempo, culpei meu pai. Eu o desrespeitava, e tínhamos intensos conflitos.
Em meio à desarmonia em que vivia, acabei desenvolvendo uma falta de ar de origem psicossomática, tendo que tomar vários medicamentos fortes e caros, que somente amenizavam os sintomas, mas nunca traziam uma cura definitiva.
Apesar de crer na existência de algo superior, comecei a ficar insensível em relação à fé e extremamente intolerante a qualquer tipo de religião.
Eu possuía uma visão materialista e totalmente negativa do mundo, o que fez com que me tornasse uma pessoa amarga e retraída. Apesar de jovem, não fazia esforço algum para me socializar. Não tinha amigos nem namorada, e só saía de casa para trabalhar e ir à faculdade.
Sou funcionário público municipal e trabalhava como inspetor de alunos numa escola próxima à minha casa. Para piorar o quadro, fui transferido para outra escola mais distante, o que me deixou muito frustrado e ainda mais negativo e pessimista.
Na nova escola, havia um zelador que sempre levava exemplares da revista Izunome e os deixava nas prateleiras de materiais. Quando terminava minhas tarefas, por curiosidade, pegava as revistas e lia alguns ensinamentos ali contidos.
A linguagem extremamente inteligente que Meishu-Sama utilizava chamava minha atenção, além de suas críticas incisivas acerca dos erros da civilização contemporânea, que fazem muito sentido nos dias atuais.

EXPERIÊNCIA DE FÉ DE FEVEREIRO 2018

Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga
4 de fevereiro de 2018

Bom-dia a todos!
Sou messiânica há doze anos e dedico no Johrei Center Cruzeiro, ligado à Igreja Brasília.
Hoje, gostaria de compartilhar o aprendizado que obtive a respeito da importância de colocar Deus em primeiro lugar para alcançarmos a verdadeira felicidade.
Sou casada e mãe de três filhos. Meu marido e filhos são muito amorosos e dedicados. Tínhamos uma vida aparentemente perfeita, com saúde, ausência de conflitos e tranquilidade financeira.
Na vida profissional, também poderia me considerar bem-sucedida, visto que trabalhava em uma grande empresa de saúde, em que era reconhecida e recebia sucessivas promoções pelo meu comprometimento e bom desempenho com os resultados.
No entanto, apesar do equilíbrio financeiro que o trabalho me proporcionava, vivia muitas situações desagradáveis no ambiente profissional. Havia uma atmosfera de lamúrias, competição e conflitos.
Era comum ocorrer desentendimentos ou cobranças inadequadas, que geravam um ambiente desconfortável e estressante.
Mesmo com todas as realizações e cargos de chefia em equipes cada vez maiores, não me considerava verdadeiramente feliz, e o vazio e angústia que sentia eram enormes.
Além disso, devido à constante busca por melhores resultados e ascensão na carreira, dispensava cada vez menos atenção à família.
Meu marido e filhos ficavam felizes com meu trabalho e pelo que vinha conquistando, mas, por outro lado, ficavam chateados devido à minha ausência. Sem perceber, pouco a pouco, estava me afastando daquilo que eu mais amava, minha família.
Nessa época, minha vida espiritual estava igualmente relegada a segundo plano. A dedicação na Igreja se resumia a oferecer donativo mensal, estar presente a alguns cultos e ministrar Johrei esporadicamente.
Por mais bem-sucedida que fosse, aquele vazio só aumentava e eu tentava preenchê-lo com mais trabalho. E assim, foi-se criando um círculo vicioso.
Com o passar do tempo, fui percebendo que não conseguia preencher aquele vazio apenas com bom desempenho profissional ou conquistas materiais.
Senti a necessidade de um novo direcionamento em minha vida, e tomei a decisão de buscar Deus de uma maneira mais intensa, colocando o espírito na frente da matéria.
Então, decidi pedir orientação ao ministro responsável pelo Johrei Center, para saber como poderia me dedicar mais à igreja e à família.
Ele me orientou que era necessário eu oferecer um dia para servir a Deus. Então, com o apoio do meu marido, tomei a decisão de sair da empresa e retornar à minha missão na pediatria, área da medicina em que me especializei mesmo sabendo das dificuldades que teria que enfrentar.
Apesar de ter sido uma grande mudança profissional, sabia que havia colocado minha vida em ordem priorizando o lado espiritual, e que dessa maneira, tudo correria de acordo com a vontade Divina.
Assim, assumi um dia de dedicação na Igreja e passei a me empenhar para ministrar Johrei diariamente e estudar os ensinamentos. Conforme ia realizando essas práticas, a vontade de servir aumentava.
Houve momentos delicados em que precisei tomar decisões difíceis, mas, ao contrário de sentir angústia ou insegurança, percebia que estava no caminho certo, sendo protegida e guiada por Deus e Meishu-Sama durante toda essa trajetória.
Fiz curso de ikebana (arranjo floral), passei a dedicar em setores internos da igreja e a me preocupar mais com a alimentação orgânica e natural.
Em casa, ministrava Johrei e mantinha as flores regularmente. Assim, percebi que estávamos mais unidos e convivendo em verdadeira harmonia.
Senti que fui ganhando força espiritual através das dedicações e muitos aprendizados com a leitura dos ensinamentos de Meishu-Sama.
O vazio que sentia foi desaparecendo e compreendi que a angústia que eu sentia não se relacionava a empresa onde trabalhava e nem aos problemas do dia a dia, mas sim, à falta de compromisso com relação à minha missão no servir à Obra Divina.
No entanto, o que conquistei de mais importante com essa mudança de foco em minha vida, foi o renascimento na fé e uma nova consciência em relação à minha missão neste mundo.
Entendi que é Deus que está no comando de tudo. Quando confiei a Ele o controle da minha vida e passei a me empenhar para fazer outras pessoas felizes, meu destino se transformou e pude alcançar a verdadeira felicidade.
Hoje, minha busca é continuar evoluindo espiritualmente e servir ao bem-estar de meus familiares, colegas, amigos, pacientes e pessoas que encontro e que de alguma forma participam do meu dia.
Com essa postura, já tive a permissão de encaminhar a mãe de um paciente à fé messiânica e hoje dedicamos juntas.
Agradeço a Deus e a Meishu-Sama as bênçãos, proteção e aprendizado; ao ministro pelas orientações e acompanhamento, e o amor incondicional e o apoio constante de minha família.


Muito obrigada.

Tradição do Tanabata Matsuri


Durante o Festival Tanabata, existe o costume tradicional de se escrever desejos em um pequeno pedaço de papel colorido (Tanzaku), que depois são pendurados em ramos de bambu, na esperança de que o desejo se torne realidade.
Cada cor tem um significado: amarelo é dinheiro; rosa, amor; vermelho, paixão; azul, proteção e saúde; verde, esperança; branco, paz.
Tanabata Matsuri

Grandes decorações coloridas também são vistas enfeitando as casas, assim como as praças e ruas principais de muitas cidades japonesas. Em outras regiões é comum também colocar lanternas de papel ou folhas de bambu no rio, para que sejam levadas pelas correntezas, sendo queimados após o festival.
Os maiores festivais Tanabata no Japão, ocorrem em Sendai (agosto) e Hiratsuka (julho). É comum também vermos o Tanabata sendo representado através de mangás, animes, dramas de TV japoneses, filmes e até canções!
Tanabata Matsuri

A Lenda do Tanabata

A origem do Tanabata é baseado em um conto antigo chinês com mais de 2.000 anos atrás. Era uma vez uma Princesa Tecelã chamada Orihime, filha de Tenkou, o Rei Celestial e um Príncipe Pastor chamado Hikoboshi, que viviam na Via Láctea. Em certo momento se encontraram e se apaixonaram um pelo outro.
Os dois sempre foram muito trabalhadores e responsáveis com seu trabalho, porém desde que começaram a viver um fulminante romance, o jovem casal deixou de cumprir com as obrigações e tarefas diárias como de costume.
A princesa tecelã e o príncipe pastor

Isso provocou a ira no rei Tenkou, que resolveu separá-los em lados opostos do rio Amanogawa (Via Láctea). Orihime chorou e implorou muito a seu pai, que se comoveu e concordou em deixá-los se encontrar somente uma vez por ano, no dia 7 do mês 7 do calendário lunar, sendo representados pelas estrelas Vega e Altair.
Em agradecimento à dádiva recebida, o casal atende aos pedidos vindos da Terra, feitos em papéis coloridos (irogami) e pendurados em bambus (sassadake). Acredita-se que se nesse dia estiver chuvoso, Orihime e Hikoboshi não podem ver um ao outro e o encontro só poderá ser novamente no ano seguinte.

Na mitologia japonesa, este casal é representada por duas estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu). Veja o vídeo abaixo com a história:

Festival do Tanabata no Brasil

No Brasil, o primeiro festival Tanabata foi realizado na cidade de Assaí no Estado do Paraná no ano de 1978. No ano seguinte, em 1979, o evento passou a ser feito anualmente no Bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, que neste ano (2016), será realizado nos dias 16 e 17 de julho.
Hoje em dia, muitas outras cidades, entre elas Santo André e Ribeirão Preto, promovem o Tanabata Matsuri, com sua decoração colorida típica, além de muitas apresentações de tambores Taiko, danças folclóricas e shows de cantores. Os festivais Tanabata geralmente ocorrem nos dias 7 e 8 de julho no Brasil.

Canção Tanabata

Há uma canção tradicional de Tanabata que é ensinada praticamente a todas as crianças japonesas:

Festival de Setsubun

Setsubun, a data comemorativa no Japão, é um dos mais cultural e popular no cotidiano japonês. É o dia que separa o inverno da primavera, marcando o início do mesmo. Por ser uma data de mudança do clima e podendo causar adoecimentos, os japoneses acreditavam desde que poderia ser causado por oni e os espantavam com sojas gritando “Oni para fora! Boa sorte para dentro!”. 
Quando tinha oito anos de idade fiz uma gororoba com tudo o que tinha ao meu redor feito de soja. Juntei um punhado de arroz, natto, shoyu, tofu, missoshiru e tudo que há de bom, e criei esse essa mistureba power-soy-mix. Apesar da aparente repulsa que isso deve causar em você, tava até gostosinho. Por que eu fiz uma comida dessa, será que tenho um paladar… digamos… diferente? Talvez, até porque virou a minha modinha da época, mas tinha um impulso maior.
Dia 4 de fevereiro é a data que vai aparecer soja no almoço da escola. Essa é uma data comemorativa no Japão, chamada Setsubun 【節分】. Simplificando, é a data que os japoneses se munem com grãos de soja das diversas formas possíveis e vão à rua caçar demônios (ou goblins) chamados de oni【鬼】.
Brincadeiras a parte, essa é uma das histórias folclóricas que contam desde pequeno.

Explicando mais a fundo

A história é simples. Nesta data do ano, dizem que os onis estão a solta, e eles trazem doenças, má sorte, tudo de ruim que você pode imaginar. O pessoal pega um punhado de soja e joga dentro de casa e ao redor da casa, gritando a frase mágica “oni wa soto, fuku wa uchi”【鬼は外、福は内】para espantar os males.
“Aveeeeee Feniiiiiiiiiiix!”
Por isso, pra manter a saúde e boas vibes por dentro, eles comem comida com soja. Segundo o costume, o certo é comer a quantidade de grãos de soja igual a sua idade para ficar com um ótimo estado de saúde. Deve ser algo na linha do nosso pular as ondinhas no réveillon.
Mas não são só as sojas que espantam os onis. Para não sobrar dúvida de que a proteção está 100%, os japoneses têm o costume de colocar na frente da casa um amuleto de proteção com este da foto. O amuleto do shougatsu é feita da planta hiiragi 【柊】 com essa folha pontuda são plantadas no Japão como proteção e acrescenta a cabeça de uma sardinha. Não é bruxaria, fique tranquila! 
Cuidado que pode espantar até os vizinhos!

A origem

A data do Setsubun costuma ser no dia 3 de fevereiro, mas isso não é a toa. É um dia antes do Risshun 【立春】que é a data que começa a primavera. Desde os tempos antigos, os japoneses acreditaram que na mudança entre as estações surgiam as energias das trevas, os onis. Não é tão estranho de se pensar, já que quando se muda o tempo é normal das pessoas adoecerem.
Segundo o livro de registro do imperador a era Heian (794 a 1185) 【平安】Shoku Nihonki 【続日本記】, este costume vem desde o ano 706 quando era utilizado “galho de pêssego”, que posteriormente mudou para grãos de soja. É interessante notar que o pêssego tem um simbolo de derrotar os males, haja vista a famosa fábula de Momotarou 【桃太郎】, que é o menino nascido do pêssego e derrotou os onis.
Hoje em dia, nessa época, já é fácil avistar nas prateleiras das lojas sojas com uma máscara de oní. Como foi comigo quando criança, é comum nas escolas e jardins de infância serem realizadas atividades culturais do setsubun para não passar esta data em branco.
Carnaval kids no Japão

Comidas

Como dito anteriormente, dá sim para passar esta data do ano com mais saúde, principalmente para os adultos.
Dá sim para ir além do leite de soja, meu camarada. É só preparar algumas comidas a base de soja. Não tenha preconceito. Para você que não costuma comer, aqui são algumas tradicionais do Japão (que fiz questão de comer todos juntos quando criança haha).
missohiru sopa de soja

Missoshiru 【味噌汁】

Não sei porque o google insiste em dizer “missoshiro”. Dá uma agonia ver assim no cardápio dos restaurantes… mas enfim. É um dos pratos mais tradicionais do Japão e é comum comer até no café da manhã. Simplesmente uma sopa a base de soja, e coloca uma cebolinho (oi, Mônica), toufu. Quando puder, recomendo colocar algas e cogumelos também.
Se quiser saber como preparar, dá uma olhada neste vídeo 🙂
natto

Nattou 【納豆】

Esse daqui talvez seja mais esquisito para você. Até alguns japoneses não gostam. Contudo, é uma das comidas japoneses mais saborosas para mim! Trata-se de uma soja fermentada. Ei, sem cara feia. Você não faz isso quando vai comer um pedacinho de gorgonzola. Mais amor para os fungos. Mas admito que a reação das crianças ao comer natto neste vídeo é bastante hilária.
Como já tá feito o preparo, é só misturar bem com shoyu e comer com arroz branco.
toufu

Toufu 【豆腐】

Esse daqui é o mais famoso entre os brasileiros. O “queijo de soja”. Sei que é para ser didático, mas odeio essa nomenclatura porque chegaram a colocar queijo coalho nos missoshiru…
Normalmente é servido com outros cozidos como missoshiru, mas dá sim para comer sozinho. Pegar um toufu geladinho com gengibre ralado e com shoyu… hmm…. bem-vindo ao Japão tradicional.

Extra: faça você também a máscara de oní

Bora brincar no setsubun tambem? Para te ajudar a entrar nesse clima, encontrei alguns links de máscaras para você imprimir o PDF e fazer a mágica! Tem essa opção 1 opção 2. (São duas diferentes, veja a que mais gostou). Para quem preferir só imprimir o chifre, tem essa opção 3 também. Não se preocupe que o chifre no Japão não tem o mesmo significado do Brasil 😛
AVISO: O ministério de saúde adverte para não comer nada a base de soja enquanto utilizar a máscara de oni.
O que achou dessa data comemorativa no Japão? Comenta aqui pra conversamos mais sobre isso.