Não preciso me drogar para ser um gênio.
Não preciso ser um gênio para ser um ser humano.
Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.
Durante a nossa vida conhecemos pessoas que vêm e que ficam, outras que vêm e passam, existem aquelas que vêm, ficam e depois de algum tempo se vão, mas existem aquelas que vêm e se vão com enorme vontade de ficar.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza, porém nos extraviamos, a cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios, criamos a época da velocidade, mas sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina que produz abundância tem-nos deixado à penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos, nossa inteligência empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mas do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
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terça-feira, 22 de agosto de 2017
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Jura Jura - Noel Rosa
Jura
Jura, jura pelo Senhor
Jura,
Pela imagem da Santa Cruz do Redentor
Pra ter valor
A tua jura,
Jura, jura de coração
Para que um dia
Eu possa dar-te o meu amor
Sem mais pensar na ilusão
Daí então dar-te eu irei
Um beijo puro na catedral do amor
Dos sonhos meus,
Bem juntos aos teus
Para fugir das aflições da dor
Jura
Jura, jura pelo Senhor
Jura,
Pela imagem da Santa Cruz do Redentor
Pra ter valor
A tua jura,
Jura, jura de coração
Para que um dia
Eu possa dar-te o meu amor
Sem mais pensar na ilusão
Daí então dar-te eu irei
Um beijo puro na catedral do amor
Dos sonhos meus,
Bem juntos aos teus
Para fugir das aflições da dor
Daí então dar-te eu irei
Um beijo puro na catedral do amor
Dos sonhos meus,
Bem juntos aos teus
Para fugir das aflições da dor
Jura, jura pelo Senhor
Jura,
Pela imagem da Santa Cruz do Redentor
Pra ter valor
A tua jura,
Jura, jura de coração
Para que um dia
Eu possa dar-te o meu amor
Sem mais pensar na ilusão
Daí então dar-te eu irei
Um beijo puro na catedral do amor
Dos sonhos meus,
Bem juntos aos teus
Para fugir das aflições da dor
Jura
Jura, jura pelo Senhor
Jura,
Pela imagem da Santa Cruz do Redentor
Pra ter valor
A tua jura,
Jura, jura de coração
Para que um dia
Eu possa dar-te o meu amor
Sem mais pensar na ilusão
Daí então dar-te eu irei
Um beijo puro na catedral do amor
Dos sonhos meus,
Bem juntos aos teus
Para fugir das aflições da dor
Daí então dar-te eu irei
Um beijo puro na catedral do amor
Dos sonhos meus,
Bem juntos aos teus
Para fugir das aflições da dor
O que é “Pasárgada”?
LITERATURA
PUBLICIDADE
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d`água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
(Estrela da vida inteira, cit., p. 127-8.)
Rosa: mulata que serviu de ama-seca a
Manuel Bandeira e a seus irmãos quando
meninos.
alcalóide: substância química encontrada
Nas plantas que, entre outros fins, serve
para a fabricação de drogas.
É o próprio Bandeira quem explica:
“Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação em toda minha obra. Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um poema [...].
Vou-me Embora pra Pasárgada Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolhereiVou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tiveE como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra PasárgadaEm Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorarE quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
Manuel Bandeira: sua vida e sua obra estão em "Biografias".
Cancioneiro de Fernando Pessoa
Mar Salgado
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
Poema Mar Português. Edições Ática: Lisboa. 1959.
Poema Mar Português. Edições Ática: Lisboa. 1959.
O Amor Fernando Pessoa
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Fernando Pessoa
E que fresco e feliz horror o de não haver ali ninguém! Nem
nós, que por ali íamos, ali estávamos. . . Porque nós não éramos
ninguém. Nem mesmo éramos coisa alguma.. . Não tínhamos
vida que a morte precisasse para matar. Éramos tão tênues e
rasteirinhos que o vento do decorrer nos deixara inúteis e a hora
passava por nós acariciando-nos como uma brisa pelo cimo de
uma palmeira.
Não tínhamos época nem propósito. Toda a finalidade das
coisas e dos seres ficara-nos à porta daquele paraíso de ausência.
Imobilizar-se, para nos sentir senti-la, a alma rugosa dos
troncos, a alma estendida das folhas, a alma núbil das flores, a
alma vergada dos frutos. . .
E assim nós morremos a nossa vida, tão atentos separadamente
a morrê-la que não reparamos que éramos um só, que cada
um de nós era uma ilusão do outro, e cada um, dentro de si, o
mero eco do seu próprio ser. . .
Zumbe uma mosca, incerta e mínima. . .
Raiam na minha atenção vagos ruídos, nítidos e dispersos, que
enchem de ser já dia a minha consciência do nosso quarto...
Nosso quarto? Nosso de que dois, se eu estou sozinho? Não sei.
Tudo se funde e só fica, fingindo, uma realidade-bruma em que
a minha incerteza soçobra e o meu compreender-me, embalado
de ópios, adormece. . .
A manhã rompeu, como uma queda, do cimo pálido da Hora.
. . Acabaram de arder, meu amor, na lareira da nossa vida,
as achas dos nossos sonhos.. .
Desenganemo-nos da esperança, porque trai, do amor, porque
cansa, da vida, porque farta, e não sacia, e até da morte, porque
traz mais do que se quer e menos do que se espera.
Desenganemo-nos, ó Velada, do nosso próprio tédio, porque
se envelhece de si próprio e não ousa ser toda a angústia que é.
Não choremos, não odiemos, não desejemos. . .
Cubramos, ó silenciosa, com um lençol de linho fino o perfil
hirto da nossa Imperfeição. . .
nós, que por ali íamos, ali estávamos. . . Porque nós não éramos
ninguém. Nem mesmo éramos coisa alguma.. . Não tínhamos
vida que a morte precisasse para matar. Éramos tão tênues e
rasteirinhos que o vento do decorrer nos deixara inúteis e a hora
passava por nós acariciando-nos como uma brisa pelo cimo de
uma palmeira.
Não tínhamos época nem propósito. Toda a finalidade das
coisas e dos seres ficara-nos à porta daquele paraíso de ausência.
Imobilizar-se, para nos sentir senti-la, a alma rugosa dos
troncos, a alma estendida das folhas, a alma núbil das flores, a
alma vergada dos frutos. . .
E assim nós morremos a nossa vida, tão atentos separadamente
a morrê-la que não reparamos que éramos um só, que cada
um de nós era uma ilusão do outro, e cada um, dentro de si, o
mero eco do seu próprio ser. . .
Zumbe uma mosca, incerta e mínima. . .
Raiam na minha atenção vagos ruídos, nítidos e dispersos, que
enchem de ser já dia a minha consciência do nosso quarto...
Nosso quarto? Nosso de que dois, se eu estou sozinho? Não sei.
Tudo se funde e só fica, fingindo, uma realidade-bruma em que
a minha incerteza soçobra e o meu compreender-me, embalado
de ópios, adormece. . .
A manhã rompeu, como uma queda, do cimo pálido da Hora.
. . Acabaram de arder, meu amor, na lareira da nossa vida,
as achas dos nossos sonhos.. .
Desenganemo-nos da esperança, porque trai, do amor, porque
cansa, da vida, porque farta, e não sacia, e até da morte, porque
traz mais do que se quer e menos do que se espera.
Desenganemo-nos, ó Velada, do nosso próprio tédio, porque
se envelhece de si próprio e não ousa ser toda a angústia que é.
Não choremos, não odiemos, não desejemos. . .
Cubramos, ó silenciosa, com um lençol de linho fino o perfil
hirto da nossa Imperfeição. . .
Hoje
Hoje é um dia especial...
Todos os dias são especiais,
Mas o hoje é mais especial
Pois você está presente nele.
Pra que ficar quebrando a cabeça
Por motivos do passado e do futuro!
Faça desse Especial um espetáculo de emoções.
Não perca tempo
Faça de cada segundo que passa
Uma nova conquista.
Não deixe que o tempo te alcance,
Não pare, esperando que magias revelem seus truques...
Não desperdice sua vida em pensamentos,
Pois a vida é um risco,
Onde arriscamos ficar ou não
Presos a indecisões e dúvidas.
Abrace a vida sem pensar...
Nas coisas que não precisam ser pensadas
Pois já estão claras...
Viva o Hoje, não pense mais no ontem
E nem no Amanhã pois:
Ontem é passado
Amanhã mistério
Hoje é uma dádiva, por isso chamado
Presente!
Todos os dias são especiais,
Mas o hoje é mais especial
Pois você está presente nele.
Pra que ficar quebrando a cabeça
Por motivos do passado e do futuro!
Faça desse Especial um espetáculo de emoções.
Não perca tempo
Faça de cada segundo que passa
Uma nova conquista.
Não deixe que o tempo te alcance,
Não pare, esperando que magias revelem seus truques...
Não desperdice sua vida em pensamentos,
Pois a vida é um risco,
Onde arriscamos ficar ou não
Presos a indecisões e dúvidas.
Abrace a vida sem pensar...
Nas coisas que não precisam ser pensadas
Pois já estão claras...
Viva o Hoje, não pense mais no ontem
E nem no Amanhã pois:
Ontem é passado
Amanhã mistério
Hoje é uma dádiva, por isso chamado
Presente!
No Fim
Quando os olhos cansados
De chorarem ficarem
E as pernas cansadas por andar...
Saberá que esse é o propósito
Para cada mortal.
Haverá reflexões
Pensamentos inquietos,
E os momentos serão inadiáveis.
Mas esse é o certo
Para que ganhamos uma alma mais forte
E resistente para este mundo.
Cada mortal tem um desafio
E cada desafio tem o seu valor.
No começo a vida é toda de graças
Recheadas só de emoções boas.
Mas o que vale mesmo
É se aquele desafio posto a nós
Foi conquistado positivamente...
No fim,
Todos saberão que por mais forte que a dor for,
Um dia passará inteiramente
E se desistirmos não sentiremos
A sensação ótima de estarmos curados.
No fim
Ganharão os troféus da vitória,
E sentirão também aqueles que desistiram
O amargo sabor da derrota,
Simplesmente porque se ouviu a covardia
E desprezou-se a esperança.
De chorarem ficarem
E as pernas cansadas por andar...
Saberá que esse é o propósito
Para cada mortal.
Haverá reflexões
Pensamentos inquietos,
E os momentos serão inadiáveis.
Mas esse é o certo
Para que ganhamos uma alma mais forte
E resistente para este mundo.
Cada mortal tem um desafio
E cada desafio tem o seu valor.
No começo a vida é toda de graças
Recheadas só de emoções boas.
Mas o que vale mesmo
É se aquele desafio posto a nós
Foi conquistado positivamente...
No fim,
Todos saberão que por mais forte que a dor for,
Um dia passará inteiramente
E se desistirmos não sentiremos
A sensação ótima de estarmos curados.
No fim
Ganharão os troféus da vitória,
E sentirão também aqueles que desistiram
O amargo sabor da derrota,
Simplesmente porque se ouviu a covardia
E desprezou-se a esperança.
Sonhos
Os sonhos não são
Apenas desejos fora
Do mundo real
São vontades intensas
Que buscam nos infinitos
A luz de dias de Glória.
Nenhum sonho é absurdo,
Sonhar faz parte do ser humano.
Os intelectuais dizem
Que é perda de tempo sonhar.
Os Românticos dizem
Que é sonhando que encontra a razão.
Os otimistas dizem
Que querer é poder.
Mas o coração diz
Nada é impossível...
Apenas desejos fora
Do mundo real
São vontades intensas
Que buscam nos infinitos
A luz de dias de Glória.
Nenhum sonho é absurdo,
Sonhar faz parte do ser humano.
Os intelectuais dizem
Que é perda de tempo sonhar.
Os Românticos dizem
Que é sonhando que encontra a razão.
Os otimistas dizem
Que querer é poder.
Mas o coração diz
Nada é impossível...
Quando
Quando seus olhos se perderem
Seu coração se partir
Suas mãos tremerem
E sua alma chorar...
Descobertas vão surgir.
Quando se prender em prisões
Onde sentimentos são torturados
E seus sonhos rejeitados...
Uma visão vai encontrar.
Tempestades vão te levar,
Sua pele irá arder aos raios do sol,
Turbulência de pensamento irá sofrer
E uma chama irá se ascender...
Quando o corpo se cansar
A solidão te machucar
E o tempo te render,
Um sentimento irá nascer...
A vida é assim
Tomada por desencontros.
A paz já é rara
O amor é um tesouro pouco cultivado.
Na vida poucos aprendem a dançar
No ritmo dos momentos.
Quando o mundo te deixar
E sua força se acabar
Saiba que a vida nos dá lições
Para que encontremos,
A verdadeira razão de viver.
E que Deus nos coloca a provas
Para que provamos ao mundo
Que a vida é uma escola
Onde nós somos os professores
Que ensinam ao coração
Os verdadeiros sentimentos.
Seu coração se partir
Suas mãos tremerem
E sua alma chorar...
Descobertas vão surgir.
Quando se prender em prisões
Onde sentimentos são torturados
E seus sonhos rejeitados...
Uma visão vai encontrar.
Tempestades vão te levar,
Sua pele irá arder aos raios do sol,
Turbulência de pensamento irá sofrer
E uma chama irá se ascender...
Quando o corpo se cansar
A solidão te machucar
E o tempo te render,
Um sentimento irá nascer...
A vida é assim
Tomada por desencontros.
A paz já é rara
O amor é um tesouro pouco cultivado.
Na vida poucos aprendem a dançar
No ritmo dos momentos.
Quando o mundo te deixar
E sua força se acabar
Saiba que a vida nos dá lições
Para que encontremos,
A verdadeira razão de viver.
E que Deus nos coloca a provas
Para que provamos ao mundo
Que a vida é uma escola
Onde nós somos os professores
Que ensinam ao coração
Os verdadeiros sentimentos.
5 lições de vida (comprovadas) de “O Pequeno Príncipe”
O livro conta a história de um piloto que, após derrubar seu avião no deserto do Saara, encontra um garotinho conhecido pelos leitores como o Pequeno Príncipe.
O menino diz ao piloto/narrador sobre o seu planeta natal, um asteroide, e suas viagens a outros mundos no universo, e eles formam um laço pouco provável durante os oitos dias abandonados no deserto.
O livro tem encantado tanto crianças como adultos do mundo todo nos últimos 70 anos. As suas páginas ilustradas foram traduzidas a mais de 250 idiomas e dialetos. Para comemorar seu aniversário, o HuffPost France destaca cinco lições de vida do Pequeno Príncipe.
1. Devemos nos reconectar com a nossa criatividade da infância
O narrador de O Pequeno Príncipe abre o livro com uma história sobre o primeiro desenho que fez quando criança, de uma jiboia digerindo um elefante. Todos os adultos que olhavam a imagem, conta ele, sempre viam a mesma coisa: um chapéu comum.
O narrador diz que ele abandonou sua paixão por desenhar até conhecer o Pequeno Príncipe, que imediatamente reconheceu o desenho pelo que era: um elefante com uma jiboia dentro.
“Mas, quem quer que fosse, ele ou ela, sempre respondia: ‘É um chapéu’. Então eu nem falava de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Eu me colocava no seu nível. Falava com ele sobre bridge, golfe, política e gravatas. E os adultos ficavam felizes de encontrar um homem tão razoável”.
Lição de vida: Ao crescer, não perca o contato com aquele toque de loucura e criatividade. Os adultos preferem números e ideias práticas, mas eles se esquecem de olhar além da superfície, deixar fluir e ser criativo. A medida que eles perdem a curiosidade, tornam-se mais passivos.
O que diz a ciência: A criatividade e a imaginação trazem benefícios para sua saúde. Um estudo da Revista Psychology of Music mostra que estudantes de piano ficam menos estressados quando improvisam no palco. A música pode também melhorar a percepção de como expressar vocalmente uma emoção, conforme revelou o estudo.
As pessoas criativas são extremamente parecidas ao Pequeno Príncipe; elas sonham, buscam novas experiências e fazem as perguntas certas.
2. Para apreciar os simples prazeres da vida, precisamos ser menos sérios
Na jornada em planetas diferentes o Pequeno Príncipe explica que conheceu um homem de negócios muito sério. Este homem sempre contava todas as estrelas da galáxia e embora dizia ser feliz, pois era dono de todas elas, sua vida era solitária e monótona pois ele não tinha mais nada.
Ele não conseguia sequer apreciar a beleza das estrelas.
“‘Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério”.
“‘Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério”.
Lição de vida: Você não deve comprometer sua alegria pelos simples prazeres da vida.
O que diz a ciência: Muitos estudos afirmam que não há nada melhor do que uma boa gargalhada para levantar o ânimo e melhorar a qualidade de vida.
Em 2014, os pesquisadores da Universidade Loma Linda, na Califórnia, descobriram que as pessoas que riem mais, frequentemente têm uma memória de curto prazo melhor e sofrem menos com o estresse. Outros estudos, como um conduzido pelos pesquisadores na Universidade de Maryland, mostram que o senso de humor pode nos proteger de um ataque cardíaco.
3. Dar um tempo a si mesmo é a chave para a felicidade
O Pequeno Príncipe relata ter encontrado outro personagem interessante no quinto planeta que visitou, onde cada dia dura apenas um minuto. O acendedor de lampiões, como é conhecido, deve desligar a luz no planeta a cada minuto e daí freneticamente ligá-la de volta um minuto depois. Ele nunca tem tempo para descansar ou dormir.
“Agora que o planeta dá uma volta por minuto, eu não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!” – O Acendedor de Lampiões
Lição de vida: Você precisa apreciar cada minuto que passa. Aproveite a vida.
O que diz a ciência: Os médicos não cansam de insistir: a falta de sono é catastrófica para a sua saúde. Viver a vida como a do acendedor de lampiões em O Pequeno Príncipe pode causar um aumento no risco de diabete, doenças cardíacas, infarto, tipos específicos de câncer, problemas de memória, mudanças de humor e um aumento no seu apetite.
Os efeitos negativos da falta de sono são vários. Além de dormir, o essencial é dar-se um tempo para se desconectar do trabalho. Não há dúvidas que hoje em dia, o acendedor de lampiões teria sofrido da síndrome de Burnout”.
4. Precisamos ter coragem para explorar
No sexto planeta de sua jornada, o Pequeno Príncipe conheceu um “senhor mais velho que escrevera livros volumosos”. Embora o Pequeno Príncipe inicialmente acredite que o autor era um explorador, ele descobre que na verdade ele é um geografo que jamais saiu nem de sua mesa.
“Não é o geógrafo que vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos e os desertos. O geógrafo é muito importante para ficar passeando. Ele não abandona a sua escrivaninha”. — O Geografo
Lição de vida: Tendemos a ficar dentro de nossa “zona de conforto” porque é mais fácil do que se arriscar. Mas nós devemos usar o tempo que temos na Terra para ter experiências diferentes, conhecer novas pessoas e viajar pelo mundo.
O que a ciência diz: Existem milhares de motivos para sair da sua zona de conforto, muitas delas cientificamente comprovadas. A ansiedade que você sente ao confrontar o desafio pode até ajudá-lo a ser mais eficiente, de acordo com os psicólogos. E adaptar-se às mudanças nos ajuda a sermos mais afiados quando mais velhos, de acordo com um estudo publicado em 2013.
5. É melhor escolher com o coração
O Pequeno Príncipe está apaixonado com a rosa do seu planeta natal, uma que é como todas as outras rosas que ele vê na Terra. Mas a sua rosa é única porque ele a escolheu. É “única no mundo”, disse a raposa, porque o príncipe passou um tempo cuidando dela.
“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê verdadeiramente com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. – A raposa
Lição de vida: O Pequeno Príncipe representa a espontaneidade. Diferente de muita gente, ele pensa instintivamente, com o coração. De acordo com a raposa, essa é a única forma de descobrir o que realmente importa.
O que a ciência diz: De acordo com um estudo publicado na Revista Organizational Behavior and Human Decision Processes, em 2012, uma decisão intuitiva pode resultar em resultados iguais ou melhores do que uma abordagem analítica.
Nossa intuição ajuda a equilibrar nossas decisões — ela serve para fechar o vazio entre razão e instinto, de acordo com Cholle Francis, autor de “A Inteligência Intuitiva”.
Obviamente, O Pequeno Príncipe possui outros conselhos de vida valiosos. Mas, para aprender ainda mais, talvez você queira perguntar direto para ele. Quando visitar seu planeta, não tem como errar: ele estará vendo o pôr-do-sol com a flor que ama.
Uma versão deste artigo apareceu originalmente no HuffPost France e foi traduzida para o inglês.
A simbologia do Pequeno Príncipe
2JUN
Bem, como muitas pessoas sabem, eu sou fã do Pequeno Príncipe. Então eu descobri a simbologia dos personagens do livro. Acompanhe:
Pequeno Príncipe


Perplexo com as contradições dos adultos, o pequeno príncipe simboliza a esperança, o amor e a força inocente da infância que habita o nosso inconsciente.
Extraordinário e misterioso, ele vive em um planeta muito pequeno. Lá, um dia, apareceu uma flor…
Rosa


Ela começou a crescer, parecia vir do nada. Ficou horas se arrumando e ajeitando suas pétalas… E é linda! Mas também orgulhosa, caprichosa e contraditória.
O pequeno príncipe apaixona-se e vive para atender aos seus caprichos: um lanchinho, o para-vento, uma redoma. Mas ela nunca está satisfeita e o nosso herói decide partir.
Embora pareça contraditória, entre caprichos e sabedoria, a rosa é extremamente feminina e sedutora. Por isso, cativa o coração do principezinho.
Piloto

Foi desencorajado, aos seis anos, pelos adultos que não reconheceram a sua sensibilidade artística e a sua capacidade de ver além das aparências. Mas anos depois, longe de todos, desenha a sua própria história.
O piloto é a prova de que nunca é tarde para irmos atrás dos nossos sonhos.

Foi desencorajado, aos seis anos, pelos adultos que não reconheceram a sua sensibilidade artística e a sua capacidade de ver além das aparências. Mas anos depois, longe de todos, desenha a sua própria história.
O piloto é a prova de que nunca é tarde para irmos atrás dos nossos sonhos.
Rei

É o primeiro dos “donos do mundo” que o pequeno príncipe encontra nas galáxias. O rei pensa que tudo e todos são seus súditos e tem necessidade de controlá-los. Mas, com sabedoria, nos ensina que cada um só pode dar aquilo que tem.

É o primeiro dos “donos do mundo” que o pequeno príncipe encontra nas galáxias. O rei pensa que tudo e todos são seus súditos e tem necessidade de controlá-los. Mas, com sabedoria, nos ensina que cada um só pode dar aquilo que tem.
Vaidoso

O vaidoso precisa da admiração de todos para comprovar o seu valor.
Ele nos faz lembrar que precisamos reconhecer nossos próprios talentos e capacidades, e não depender de elogios dos outros para nos auto-afirmar.

O vaidoso precisa da admiração de todos para comprovar o seu valor.
Ele nos faz lembrar que precisamos reconhecer nossos próprios talentos e capacidades, e não depender de elogios dos outros para nos auto-afirmar.
Bêbado

O bêbado tenta escapar da realidade por meio do álcool, mas não consegue escapar da vergonha de ser como é. O seu desabafo é um alerta contra todos os vícios.

O bêbado tenta escapar da realidade por meio do álcool, mas não consegue escapar da vergonha de ser como é. O seu desabafo é um alerta contra todos os vícios.
Homem de Negócios

O homem de negócios está tão ocupado contando o que acumulou que não pode desfrutar da vida. O pequeno príncipe nos faz ver que isso também é um vício.

O homem de negócios está tão ocupado contando o que acumulou que não pode desfrutar da vida. O pequeno príncipe nos faz ver que isso também é um vício.
É preciso valorizar quem você é, e não o que você tem.
Acendedor de Lampiões

Um bom homem cumpre o seu dever. Mas como ele mesmo diz, ” É possível ser fiel e preguiçoso…”
O universo está em constante evolução. O homem, as crenças e as relações humanas também. Mas o acendedor de lampiões não tem o bom senso de questionar as ordens e trabalha sem parar, mesmo sabendo que não vai chegar a lugar algum.

Um bom homem cumpre o seu dever. Mas como ele mesmo diz, ” É possível ser fiel e preguiçoso…”
O universo está em constante evolução. O homem, as crenças e as relações humanas também. Mas o acendedor de lampiões não tem o bom senso de questionar as ordens e trabalha sem parar, mesmo sabendo que não vai chegar a lugar algum.
Geógrafo

O geógrafo sabe toda a teoria, mas não aplica seus conhecimentos. Nunca sai da sua mesa para explorar as descobertas. Como um bom burocrata, declara que isso é trabalho de outra pessoa.
É ele quem recomenda ao Pequeno Príncipe que visite o planeta Terra. E deixa o principezinho abalado quando lhe conta que sua flor é efêmera…

O geógrafo sabe toda a teoria, mas não aplica seus conhecimentos. Nunca sai da sua mesa para explorar as descobertas. Como um bom burocrata, declara que isso é trabalho de outra pessoa.
É ele quem recomenda ao Pequeno Príncipe que visite o planeta Terra. E deixa o principezinho abalado quando lhe conta que sua flor é efêmera…
Desenhos de jibóias

A jibóia desenhada pelo piloto quando criança é o ícone que nos ensina a ver além das aparências.

A jibóia desenhada pelo piloto quando criança é o ícone que nos ensina a ver além das aparências.
Atrônomo Turco

Os adultos, especialmente os sofisticados materialistas, julgam pelas aparências. Por isso, o astrônomo turco é desprezado pela comunidade científica até aparecer em elegantes roupas ocidentais.

Os adultos, especialmente os sofisticados materialistas, julgam pelas aparências. Por isso, o astrônomo turco é desprezado pela comunidade científica até aparecer em elegantes roupas ocidentais.
Raposa

A sábia raposa ensina o pequeno príncipe a compartilhar. E explica-lhe que, apesar de existirem milhares de flores parecidas, a dele é única, e foi o tempo que ele dedicou a ela que a fez tão importante.

A sábia raposa ensina o pequeno príncipe a compartilhar. E explica-lhe que, apesar de existirem milhares de flores parecidas, a dele é única, e foi o tempo que ele dedicou a ela que a fez tão importante.
Cativar quer dizer conquistar e requer responsabilidade. Responsabilidade por um amor, por um amigo, pelo talento que possuímos e pelo que conquistamos em nossa carreira profissional e pessoal.
Seja responsável pelas suas conquistas. Valorize-se. Cuide do que você cativou.
Serpente

Embora fale sempre por enigmas, é o personagem mais franco de toda a historia.
Ela respeita o que é puro e verdadeiro.

Embora fale sempre por enigmas, é o personagem mais franco de toda a historia.
Ela respeita o que é puro e verdadeiro.
O carneiro e a caixa

Nada pode corresponder ao poder da nossa imaginação. Ela supera o conhecimento, pois não tem limites, e nos impulsiona para novas descobertas.

Nada pode corresponder ao poder da nossa imaginação. Ela supera o conhecimento, pois não tem limites, e nos impulsiona para novas descobertas.
”Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer.”
Então, gostaram? Agora só falta vocês lerem a obra de Antoine de Saint-Exupéry. Se você já leu, parabéns e continue lendo bons livros!
Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal
Em tempos onde as pessoas imploram por um bom atendimento, um texto mais que suficiente para inspiração em ser o melhor!!
"Um homem dirigia há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um luminoso com o nome “Hotel Veneza”. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com uma suave e agradável luz. Atrás do balcão, uma moça de rosto sorridente o cumprimentou com amabilidade:
— “Bem vindo ao Veneza!”.
Apenas três minutos após esta saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta mordomia: uma cama impecavelmente limpa, uma lareira e sobre a lareira um fósforo na posição exata de ser riscado. Era demais para ele.
Aquele homem que queria apenas um quarto para passar a noite começou a pensar que estava com muita sorte. Tomou um banho e se vestiu para o jantar. (A moça da recepção já havia feito seu pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa como tudo o quanto havia experimentado naquele hotel até então.
Assinou a conta e retornou ao seu quarto. Fazia muito frio e ele estava ansioso para acender a lareira e aquecer o quarto. Qual não foi sua surpresa ao entrar no quarto! Alguém havia se antecipado a ele, pois já havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama já estava preparada com os travesseiros arrumados e uma bala de menta encima de cada um deles. Que noite agradável aquela.
Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café. Junto à cafeteira um bilhete: “Tenha um ótimo dia e um bom apetite”
Em seguida, ele ouviu um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. “Mas como pode?” Perguntou, “é o meu jornal preferido!” Então se lembrou de que a recepcionista havia lhe perguntado sobre o jornal de sua preferência. Estava atônito.
O cliente deixou o hotel encantado! Feliz por ter encontrado um lugar tão acolhedor e inesquecível. Mas o que é mesmo que o hotel havia feito de tão especial? Apenas lhe ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal; além das atitudes, é claro…"
lição do fogo
Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.
Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: -Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!